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Um polvo gigante radioativo comete o erro de atacar o submarino do capitão da marinha Pete Mathews fazendo com que o bravo comandante persiga a criatura monstruosa por todo o oceano Pacífico antes que ele ataque outra pessoa. Enquanto os militares correm para criar uma arma que possa penetrar o cérebro do polvo mutante e destruí-lo de uma vez por todas, o monstro acaba descobrindo como sobreviver em terra, causando a maior confusão na ponte Golden Gate e depois no Embarcadouro. Agora os moradores aterrorizados de São Francisco vão ter que lutar por suas vidas.
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Em uma boa parte das ficções da década de 50 e que envolvem monstros, as ideias centrais são até boas, mas a execução acaba não ajuda, muito por causa da falta de recurso e tudo isso acontece com O Monstro do Mar Revolto. Atuações medianas e efeitos fracos, o resultado da obra de Robert Gordon acaba se saindo abaixo da média.
** (Regular)
Na falta de conexão de internet este final de semana, desencavei este título que estava guardado na minha DVDTECA. Revisitando, O MONSTRO DO MAR REVOLTO, o que tem de bom nele são as locações e o monstro, o polvo gigante, criado pelo mago Ray Harryhausen por que de resto é de todo monótono e os personagens masculinos (miliares babacas) são misóginos ao extremo questionando as evidências científicas da cientista por ser uma mulher. Além de tudo, o romance entre a cientista e o capitão da marinha não dá pé e o casal é feio e sem sal. Os efeitos até soam datados, porém, é o chamariz deste filmeco que pretendo dar destino para ele desocupando espaço da prateleira.
Tem tudo que um grande clássico hollywoodiano precisa ter, até a sofrível misoginia hollywoodiana, tem a questão da guerra fria e a "exaltação" do militarismo, nesse ponto é quase uma peça de propaganda de imaginário. Na minha mente ia ser 79 minutos de correria, gente se bolando pelo chão, desespero e caos, mas acaba por ficar o maior tempo "no clássico romance" algumas cenas "clássicas" acabam por ser plasticamente belas. O que salva o fatídico cenário: os embates com o monstro, óbvio! nem da perceber que o monstro tinha 4 pernas só. É uma ode ao militarismo, ao estado, ao belicismo, ao império dos fundadores de estado. Que monstro será esse que vem do fundo do mar, é uma lula, são russos, são imigrantes, são mulheres ou lgbt ? Cada época com seu monstro.
Trata-se de divertido suspense de ficção científica de Ray Harryhausen que passava nos primeiros anos da antológica Sessão da Tarde. Um tanto datado e sem aquela empolgação de antigamente, "O Monstro do Mar Revolto", hoje em dia, pode parecer ingênuo, devido á simplicidade e construção da produção em si, mas não deixa de ser cativante e atemporal. Ocasionalmente, gosto muito de rever esse pequeno clássico cult da década de 50.
Para a época, 1955 (período frutífero do cinema scifi americano com filmes com criaturas gigantes ameaçadoras), “O monstro do mar revolto” foi vendido como terror, invadindo as salas pelo mundo afora, empolgando uma legião de fãs. Esse aqui fez tanto burburinho que chegou a influenciar outros futuros longas-metragens com polvos assassinos, como as duas versões de “Tentáculos” (1977 e 1998). A trama desse e de muitas fitas do cinema scifi do período carregava um ar de aventura, porém aos poucos assumia um outro lado, com elementos absurdos do universo da ficção científica literária (típicos de H.G. Wells e Julio Verne), com seres estranhos em mundos desconhecidos, que habitavam oceanos, florestas e o espaço sideral – e quase sempre esses “monstros” eram frutos de experimentos genéticos malsucedidos. Aqui, a Marinha investiga um ser subaquático que ataca navios, e descobrem que ele é um polvo contaminado com elementos radioativos. O animal abandona o fundo do mar e vem para a superfície atacar barcos e pessoas na praia. O principal alvo será a cidade de São Francisco – numa das cenas antológicas, ele chega a escalar o maior cartão-postal de lá, a ponte de São Francisco, destruindo tudo pela frente. Como cinemão, diverte e chama a atenção pela criatividade e pelos efeitos visuais, do mestre Ray Harryhausen, famoso por criar truques visuais com stop-motion (como aqui, que foi seu segundo trabalho – anteriormente fez os efeitos de “O monstro do mar”, de 1953, sobre um Godzilla americano); Harryhausen deixou um legado importante na área técnica com duas dezenas de obras, como “Simbad e a princesa” (1958) e a primeira versão de “Fúria de titãs” (1981).
O ator Kenneth Tobey, protagonista do filme, foi o capitão Hendry de “O monstro do Ártico” (1951), outro clássico do cinema scifi (com terror), que inspirou um de meus filmes de terror preferidos, “O enigma de outro mundo” (1982), de John Carpenter.
Saiu em DVD recentemente pela Classicline, em disco duplo: no primeiro disco, o filme com a versão original, em preto-e-branco, e a versão colorizada, e no disco dois, extras com mais de 1h40 de making of, bastidores, entrevistas etc
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB