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Como resultado de um teste nuclear no Ártico, um carnívoro dinossauro desperta e segue em direção à costa Norte-Americana. Testemunha de sua existência, o desacreditado Professor Tom Nesbitt tenta convencer o paleontólogo Thurgood Elson dos perigos que a criatura pode trazer ao país. Não demorará muito para a criatura surgir em Manhattan...
Baseado no texto de Ray Bradbury, "The Fog Horn."
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Um belo exemplo de ficção científica dos anos 50. Roteiro sem muito blá blá blá indo direto ao que interessa. Boas cenas de ação com efeitos especiais muito bons para a época. Uma pequena mas importantíssima atuação do lendário Lee Van Cleef. Um bom entretenimento.
O universo do cinema de criaturas é vasto como o oceano. Dentro dele, algumas feras emergem gigantescas — King Kong, Godzilla — enquanto outras nadam em águas mais discretas, mas não menos fascinantes. The Beast from 20,000 Fathoms (1953) talvez não tenha o peso mítico do gorila apaixonado nem o impacto político do lagarto atômico, mas guarda algo precioso: ideias embrionárias, lampejos de paranoia e uma criatividade coreografada que merece ser revisitada.
O ponto de partida é tipicamente da Guerra Fria: um teste nuclear no Ártico desperta uma criatura pré-histórica, o Rhedosaurus. Entre neve, fumaça e dúvida, um cientista (o professor Tom Nesbitt, vivido por Paul Hubschmid) jura ter visto o impossível. Mas ninguém acredita. E é aí que mora a primeira fagulha: em vez de apresentar logo o monstro em toda sua glória, o filme flerta com a paranoia. Foi alucinação? Foi medo? Ou foi mesmo um titã emergindo do gelo? Claro, como produção dos anos 50, o roteiro não mergulha nesse jogo psicológico como The Thing faria décadas depois, mas a semente está lá.
Quando a criatura finalmente surge, a magia de Ray Harryhausen entra em cena. Se King Kong tinha a beleza bruta de um épico romântico, The Beast investe em outro tipo de espetáculo: a destruição como coreografia. Cada passo do Rhedosaurus parece ensaiado — não é só mais um prédio caindo, mas um balé de catástrofe. Há detalhes memoráveis: um homem cego caminhando contra a multidão em fuga, a multidão comprimida entre os escombros, o tijolo que não desaba de uma vez, mas despenca em ritmo quase calculado. A fera pode ser de stop-motion, mas a encenação é de carne, osso e inteligência cênica.
Esse cuidado explode no clímax: um parque de diversões transformado em campo de batalha, carrinhos de montanha-russa usados como armas improvisadas, fogo lambendo madeira enquanto o monstro se contorce em chamas. É um final engenhoso, quase poético na forma como combina espetáculo com inventividade. Não é só destruir por destruir — é pensar a destruição como espetáculo.
Claro, o filme não tem o refinamento narrativo de um King Kong. Seus personagens são mais funcionais que memoráveis, os diálogos científicos soam didáticos, e há uma lógica “mecânica” típica do cinema de 1950. Mas é justamente nessa mecânica que mora o charme: cada fala é engrenagem, cada cena é peça de uma máquina que ainda engatinhava na mistura de ficção científica com terror atômico. Um ano depois viria Godzilla, mais sombrio e politizado. Mas é impossível não ver aqui o DNA que ajudou a dar forma ao gênero.
No fim das contas, The Beast from 20,000 Fathoms é menos sobre personagens e mais sobre ideias — o medo invisível que depois se torna concreto, o fascínio pelo colosso em movimento, a criatividade de transformar destruição em espetáculo. Não é o épico romântico de Kong nem a alegoria devastadora de Godzilla, mas é o elo esquecido que fez a ponte entre ambos. Um rugido que, vindo das profundezas, ainda ecoa.
Essa boa aventura fictícia onde animal (dinossauro) é ressuscitado após testes nucleares no ártico o qual estava congelado há séculos tem o seu maior mérito os
efeitos especiais bacanas realizado pelo mago Ray Harryhausen. Já narrativamente, o
filme, apesar de sua curta extensão, se torna enfadonha pelos diálogos um tanto
verborrágicos e a chatice do professor convencer o paleontólogo. Para este
subgênero é um filme bem feito e curioso.
O Monstro do Mar é um clássico filme de monstro da década de 50. A história é baseada num conto do Ray Bradbury e os charmosos efeitos especiais são do mago Ray Harryhausen.
A cena da criatura atacando um farol e os 20 minutos finais de pura destruição, culminando com a sequência da montanha russa, são bem legais.
A premissa é boa, e os efeitos para época são inovadores e de qualidade. Mas a narrativa da saga do cientista em busca das provas da existência do monstro é extremamente longa e ocupa a maior parte do filme tornando-o monótono. E o final é abrupto, quase sem sentido.