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Data de lançamento
5 Julho 1980Duração
O Nimitz, um porta-aviões que é equipado com ogivas nucleares, entra por uma fenda do tempo e retorna 40 anos, mais exatamente até o dia 6 de dezembro de 1941, ou seja, na véspera do ataque japonês a Pearl Harbor. O comandante Matthew Yelland (Kirk Douglas) e os tripulantes sabem, assim como um observador civil, Warren Lasky (Martin Sheen), que participando da batalha ela terá outro desfecho, mas em contrapartida a História será alterada.
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Filme bom. Poderia ser ótimo. Pai do Charles junto com o pai do Michael.
Poucos filmes tiveram acesso tão privilegiado aos bastidores das Forças Armadas dos EUA quanto 'Nimitz: De Volta ao Inferno'. Foram 48 membros reais da Marinha norte-americana atuando como figurantes ou com falas, todos embarcados no imponente porta-aviões USS Nimitz — que, aliás, não apenas serviu como cenário, mas como personagem. A colaboração da Marinha foi tão profunda que a trilha-tema do longa se tornaria, anos depois, a música oficial de “breakaway” da embarcação, tocada sempre que o navio concluía reabastecimentos em alto-mar. O filme ajudou a recrutar marinheiros: o cartaz foi exibido em postos de alistamento, e a estreia contou com patrocínio direto da Marinha.
O que se via na tela — um porta-aviões moderno sendo transportado no tempo para a véspera do ataque a Pearl Harbor — exigia ousadia técnica e logística. Muitos dos combates aéreos foram filmados com aviões reais: os F-14 Tomcats tiveram que voar em velocidade mínima com asas totalmente estendidas, quase em estol, para que os AT-6 modificados como Zeros da Segunda Guerra pudessem acompanhá-los no mesmo quadro. Para uma das manobras mais arriscadas, o piloto Richard Farrell chegou a raspar a superfície do mar com a aeronave, levantando colunas de água e arrancando gritos — não do público, mas da própria esposa, cujo grito real se mesclou à trilha sonora no momento da cena.
Grande parte das filmagens aconteceu no Atlântico, embora a trama se desenrolasse no Pacífico. Isso obrigou a produção a simular a travessia do Nimitz pelo Havaí com imagens do USS Kitty Hawk e a usar material de arquivo de Tora! Tora! Tora! nas cenas de Pearl Harbor. O efeito visual da tempestade temporal, por sua vez, foi criado com truques simples e engenhosos: gelo seco, lasers de boate e iluminação azulada, tudo captado com precisão cirúrgica para transmitir o colapso do tempo e do espaço — sem um único recurso de computação gráfica.
Nem tudo correu bem. A produção perdeu centenas de milhares de dólares para uma empresa fraudulenta antes das filmagens e enfrentou tensões crescentes no set, com atrasos, substituições na equipe e conflitos entre produção e elenco. Kirk Douglas, que além de estrelar produziu o filme por meio de sua empresa Bryna, chegou a considerar colocar seu filho Michael no papel vivido por Martin Sheen, mas a agenda do ator estava tomada pela finalização de Síndrome da China. Ainda assim, a família participou: Peter Douglas, filho de Kirk, aparece em uma cena como marinheiro.
O impacto do filme viria não apenas nas telas, mas nas bases navais e nos hangares. Em 1981, um ano após o lançamento, o esquadrão VF-41 do próprio Nimitz — visto no longa — protagonizou o primeiro combate real dos F-14, abatendo dois jatos líbios no Golfo de Sidra. A ficção e a realidade se entrelaçavam. ‘Nimitz: De Volta ao Inferno’ não foi celebrado pela crítica, mas deixou um legado inusitado: uma cápsula de tempo cinematográfica, criada com aviões reais, marinheiros verdadeiros e o espírito de uma era que misturava ficção científica, ufanismo e a nostalgia das batalhas que moldaram o século XX.
Achei um filme legal, simples (bem simples), divertido, de entretenimento descontraído.
Estava com sono quando fui assistir, não esperava nada, e seus 103 minutos passaram muito bem. Quando já estava ficando meio cansado ele acabou. Graça a deus, ótimo. Sabe a hora de acabar e contar usa trama.
Uma coisa que gostei bastante foi a parte técnica no porta aviões e dos jatos, ficou bem bacana e admirável para uma produção com um orçamento modesto, e se passando na época que passa. As tomadas aéreas, aquáticas, a potência daquelas máquinas e todo aquele maquinário, ambientação perfeita, "misancene" muito caprichada, que te emerge bem na situação como um "novo tripulante" do "Nimitz". Ponto pro filme em produção, figurino, locação, trabalho de atores, etc.
"Kirk Douglas" está super a vontade no seu papel, veterano, já sabendo o tipo de produção em que se encontra, rege muito bem suas cenas, conduzindo e convencendo como capitão do "Nimitz". Sua presença é importante, pois passa carisma e tom certo para a situação em que se encontra. Está longe de suas melhores atuações/trabalhos mas convence. Não tem muito que ele fazer.
"Martin Sheen" está bem também, mas seu personagem também não se desenvolve muito. Ambos e quase todos não são lá "tão importantes", pois o roteiro não ajuda. Infelizmente.
Aqui é um ponto importante. Esse subtítulo "Volta ao Inferno" é bem genérico, tosco e errôneo. Dá a entender que é um filme de ação, ou de heroísmo de guerra, patriotismo exacerbado, etc. NÃO, NÃO É. É bem, BEM MAIS SIMPLÓRIO DO QUE PARECE, e esse é o ponto onde as pessoas podem desgostar da coisa.
Chamaria o filme de "Nimitz" e só. Bem ambíguo, mas é só isso mesmo. Uma viagem inusitada de um porta aviões através do tempo. Parecendo mais um episódio perdido esticado, de uma série de Tv. Coisa que "Don Taylor" fazia bastante.
O que disse lá em cima é verdade. Tem um apuro técnico bacana. Mas a historia é muito aquém do que a ideia propõe. Dá a impressão/dimensão que poderia ter sido muito mais. E alguns podem se decepcionar com isso.
Eu não vou dar spoilers, mas filmes de viagem no tempo tem "2" caminhos a seguir, na maioria das vezes, o mais complicado e o mais simples. Optar pela segunda opção nem sempre vai agradar, mas desde o início do filme ele já dá "pistas" de onde ("mais ou menos") "vai" te levar. Você vê "recursos" para "estica-lo", "enxerta-lo", "encher linguiça", pois não tem muito mais a dizer, ou a que veio. Ele "enfeita o pavão", mas achei um "pavão" bem "enfeitado", escolhi ser "iludido"/"enganado" pela sua ilusão.
É igual aquele ditado, "Você finge que me engana e eu finjo que acredito".
A ideia legal que poderia ter se tornado algo memorável, se torna mais uma pequeno conto temporal de cabeceira inofensivo, ironicamente, "perdido" em seu próprio tempo. Mas que me entreteve, entreteve bem/"bom"/"bonzinho". "3 Estrelas". Não sei se cairia em uma revisão, mas só o tempo dirá.
É "diferente", despretensioso, daquelas fitas (no tempo de locadoras) que você alugava em um sábado, via no domingo, e devolvia na segunda sem ficar puto. Tem um certo capricho com sua "mixuruques" e sabe conduzir bem o que vai contar, mantendo a atenção, e isso importa. Agora, o rumo que ele vai tomar em sua "bifurcação" narrativa, vai de cada um. Digamos que, está "avisado", vá sem muita "sede ao pote", espere "mixuruques"/"não espere nada", atrevesse o tempo sem se questionar, embarque na jornada por embarcar, e volte por voltar.
Boa sessão.
Visto: 17-05-2025
Em um nível técnico, é admiravel, tudo na tela é tangível, de aviões Até navios. No quesito história peca bastante na condução, mas continua sendo bem ok.
Vê-se, para a época é um bom filme