O acaso levou Garris à cidade de Marais, na pantanosa região do Loire francês. Ex-combatente na primeira Guerra Mundial, o rapaz conhece Ritton, pai de três filhos, no mesmo dia em que chega à pacata vizinhança. Inseparáveis, os dois normalmente têm a companhia de Amédée, um apaixonado pela literatura e pelo jazz; Tane, condutor de trem; e Pépé, um rico industrial que não esquece suas raízes. Todos têm gostos bastante diferentes, mas a vida se encarrega de estreitar cada vez mais os laços de amizade que os unem. "O Olhar da Inocência" é delicado e divertido, à medida que mostra a importância do exercício da tolêrancia e a nobreza que se pode descobrir na mais corriqueira das vidas alheias. Com uma fotografia deslumbrante, o filme não se preocupa com acontecimentos extraordinários. Mas focando-se apenas na rotina, mostra a importância de cada momento de nossas vidas, memórias das quais nem sempre nos damos conta.
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O quê eu mais aprecio no cinema europeu, em especial no francês, é sempre a sua inteligente abordagem humanista. Um filme não precisa ser violento, tenso, com pirotecnia tecnológica , menos ainda se aprofundar em neuroses, para cativar-nos, emocionar-nos, por um momento de satisfação prazerosa, basta ele ter um roteiro envolvente e, de complemento, presentear o nosso olhar com magníficas fotografias. Filme bem dirigido, encenado e com uma estória "saudável".
Há momentos na vida em que você gostaria que tudo fosse igual para sempre...
eu pensei que fosse melhor....razoavel, nota 6....alguns momentos bons e outros nao muito...
Delicado.
Simples, cativante e muito gostoso de assistir