Um garoto após a revolta húngara de 1956, criado por sua mãe com a história de um pai morto idealizado, é confrontado com um homem brutal que afirma ser seu pai verdadeiro.
* Texto publicado em 09/10/2025, no blog Cinema-naweb blogspotcom POR FELIPE BRIDA
Um dos filmes mais emocionantes exibidos no Festival do Rio, o complexo drama biográfico húngaro disputa uma vaga na categoria de filme estrangeiro no Oscar 2026. Também produção da Mubi, traz a desafiadora jornada de um garoto judeu chamado Andor na Budapeste do fim dos anos 50. Ele mora sozinho com a mãe, não sabe quem é seu pai e, decidido a encontrar uma resposta, sai em busca de seu paradeiro. Os dias serão cansativos e cruéis, já que a sociedade em que ele vive é cerceada e vigiada, após uma longa revolta contra o regime comunista. Até que o menino recebe uma informação preciosa – de que seu pai possa ser um açougueiro violento, ligado ao comunismo e que coordena um grupo da resistência clandestina – uma performance fenomenal do ator francês Grégory Gadebois. Assista com atenção redobrada nos diálogos, pois são infinitas as informações que vão chegando sobre esses personagens repletos de camadas e situações de encontros e desencontros. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza, é assinado pelo diretor húngaro László Nemes, de ‘O filho de Saul’ (2015), que ganhou o Oscar de filme estrangeiro – repare que ele utiliza aqui a mesma fotografia em tom de amarelo e cinza. Ainda em exibição do Festival do Rio no dia 12/10.
Um bom filme de drama, mas bem lento.
Drama raiz.
Órfão
* Texto publicado em 09/10/2025, no blog Cinema-naweb blogspotcom
POR FELIPE BRIDA
Um dos filmes mais emocionantes exibidos no Festival do Rio, o complexo drama biográfico húngaro disputa uma vaga na categoria de filme estrangeiro no Oscar 2026. Também produção da Mubi, traz a desafiadora jornada de um garoto judeu chamado Andor na Budapeste do fim dos anos 50. Ele mora sozinho com a mãe, não sabe quem é seu pai e, decidido a encontrar uma resposta, sai em busca de seu paradeiro. Os dias serão cansativos e cruéis, já que a sociedade em que ele vive é cerceada e vigiada, após uma longa revolta contra o regime comunista. Até que o menino recebe uma informação preciosa – de que seu pai possa ser um açougueiro violento, ligado ao comunismo e que coordena um grupo da resistência clandestina – uma performance fenomenal do ator francês Grégory Gadebois. Assista com atenção redobrada nos diálogos, pois são infinitas as informações que vão chegando sobre esses personagens repletos de camadas e situações de encontros e desencontros. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza, é assinado pelo diretor húngaro László Nemes, de ‘O filho de Saul’ (2015), que ganhou o Oscar de filme estrangeiro – repare que ele utiliza aqui a mesma fotografia em tom de amarelo e cinza. Ainda em exibição do Festival do Rio no dia 12/10.