Lindo filme e bela trilha sonora. Desde Desencanto (1945) do David Lean que o cinema humanizou a imagem da mulher casada que por acaso se apaixona por um homem fora do casamento. Neste filme esta personagem é a Claire Fielding, vivida pela Lindsay Wagner. Então o que O Outro Amante do Robert Ellis Miller tem a oferecer? Justamente algo que foge do clichê da maioria dos filmes que vieram após Desencanto: o conflituoso personagem do Jack Scalia, o escritor Jack Hollander.
Diferente de quase todos os romances do gênero, Jack não é um personagem unidimensional e tão pouco é um cara bem resolvido com o fato de Claire dividir sua atenção entre ele e sua família. Depois de um início leve e romântico, ele vai se tornando inseguro, invejoso e no final passa até a ser obsessivo.
Uma das melhores cenas do longa metragem é quando Jack entra de penetra na festa de Natal de Claire, fica bisbilhotando pela casa, vai até o quarto do casal, senta na cama que ela divide com o marido e, de repente, ele sente uma epifania, passa a mão no rosto, levanta e sai como quem diz "O que que eu to fazendo aqui?" Jack está sempre a dois passos de fazer alguma merda e, quando finalmente causa um estrago na relação de Claire com a filha e se arrepende, já é tarde demais.
Apesar disso, também é o personagem que mais sofre no filme. Numa inversão de papeis, mesmo ainda mostrando os conflitos de uma mulher casada, O Outro Amante foca no tormento que é uma pessoa solteira amar uma pessoa comprometida com outro. Nesse contexto, a última cena foi dolorosa e realista.
"Pelo menos eu finalmente encontrei um final para o meu livro"
Duas curiosidades:
- Michael Jackson é o nome de um apresentador de TV que entrevista Jack. É homônimo do cantor, mas não é a mesma pessoa, não tem porque o filmow marcar o Michael Jackson cantor como parte do elenco.
- Alguns dos cenários por onde Jack e Claire passeiam são os mesmos de outra história de amor passada em São Francisco: Um Corpo que Cai (Vertigo).
Lindo filme e bela trilha sonora.
Desde Desencanto (1945) do David Lean que o cinema humanizou a imagem da mulher casada que por acaso se apaixona por um homem fora do casamento. Neste filme esta personagem é a Claire Fielding, vivida pela Lindsay Wagner. Então o que O Outro Amante do Robert Ellis Miller tem a oferecer? Justamente algo que foge do clichê da maioria dos filmes que vieram após Desencanto: o conflituoso personagem do Jack Scalia, o escritor Jack Hollander.
Diferente de quase todos os romances do gênero, Jack não é um personagem unidimensional e tão pouco é um cara bem resolvido com o fato de Claire dividir sua atenção entre ele e sua família. Depois de um início leve e romântico, ele vai se tornando inseguro, invejoso e no final passa até a ser obsessivo.
Uma das melhores cenas do longa metragem é quando Jack entra de penetra na festa de Natal de Claire, fica bisbilhotando pela casa, vai até o quarto do casal, senta na cama que ela divide com o marido e, de repente, ele sente uma epifania, passa a mão no rosto, levanta e sai como quem diz "O que que eu to fazendo aqui?"
Jack está sempre a dois passos de fazer alguma merda e, quando finalmente causa um estrago na relação de Claire com a filha e se arrepende, já é tarde demais.
Apesar disso, também é o personagem que mais sofre no filme. Numa inversão de papeis, mesmo ainda mostrando os conflitos de uma mulher casada, O Outro Amante foca no tormento que é uma pessoa solteira amar uma pessoa comprometida com outro. Nesse contexto, a última cena foi dolorosa e realista.
"Pelo menos eu finalmente encontrei um final para o meu livro"
Duas curiosidades:
- Michael Jackson é o nome de um apresentador de TV que entrevista Jack. É homônimo do cantor, mas não é a mesma pessoa, não tem porque o filmow marcar o Michael Jackson cantor como parte do elenco.
- Alguns dos cenários por onde Jack e Claire passeiam são os mesmos de outra história de amor passada em São Francisco: Um Corpo que Cai (Vertigo).
Lindo filme.