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Um general da reserva, no dia em que é homenageado por uma multinacional, entra em uma crise pessoal e começa a rememorar suas participações nas revoluções de inspiração tenentista. Uma trajetória que coincide com os 60 anos de vida política brasileira. Isolado em sua casa de campo, já cercada pela avanço da zona periférica, vive com suas lembranças, momentos dramáticos decorrentes da violência e da crise social atual. Aparecem as traições, os ideais frustrados e as divergências políticas entre os tenentes.
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03.06.1996
Os flashbacks do personagem principal, confunde um pouco o entendimento da trama .
A estória pode até ser rasa principalmente a de memórias. Mas tenta reproduzir cenas que fazem parte de nossa História como a Revolta do Forte de Copacabana e o desfile vitorioso de Getúlio Vargas. Mas gostei do filme e a maneira que ela se desenvolve. Gostei da estética de algumas cenas que são belas, mostra que o cinema nacional sabe fazer filmes de qualidade. Acabei me apaixonando por Giulia Gam, sua personagem Helena, é uma das mais belas que já vi. Para o Professor de História e Historiador é um dos “Obrigatórios” para se ver.
Em uma tentativa de emular o cinema existencialista e histórico europeu, João Batista de Andrade fez um de seus filmes mais distintos, e talvez, também o seu mais fraco.
A obra, apesar da curta duração, consegue gastar um tempo considerável, em tomadas à la Tarkovski, em uma tentativa de destacar o âmago do general necrológico tomado pelo amargor dos sentimentos reprimidos. O resultado, no entanto, não possui a profundidade pretendida, tornando a obra rasa e banal, sem importância histórica ou poder de reflexão.
O filme nos transporta para momentos de suma importância da política brasileira. Nosso guia é o personagem de PAULO AUTRAN, tenente Gui. Este personagem, em idade já avançada, relembra os momentos nos quais o exército assumiu o protagonismo na política brasileira. Tenentismo, Golpe de 1930, Revolução Constitucionalista de 1932, Golpe de 1964. Olha para o passado com desgosto, questionando suas próprias escolhas. Ciranda ideológica: direitistas, esquerdistas e extrema-direitistas.