Três amigas apostam corrida num carro, que após bater na murada de uma ponte submerge na água turbulenta e lamacenta do rio. Mary Henry, sai da água e não consegue explicar nada do que aconteceu. Atormentada pela visões macabras de um homem que não sabe quem é e por que ele a persegue.
Consegue emprego como organista em uma igreja mas o que viria depois, embora tudo parecesse não passar de um pesadelo causado pelo choque do passado, fatos aterradores e o verdadeiro pesadelo estaria só para começar.
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A criação da atmosfera de O Parque Macabro é surreal, pois ao mesmo tempo que se mostra estranha, consegue também despertar um certo fascínio no espectador, capturando o mesmo a cada cena conforme o roteiro se desenrola. Dirigido por Herk Harvey, que praticamente só fez esse filme relevante, O Parque Macabro é um ótimo filme que incialmente não se dá nada, mas rapidamente se mostra algo grandioso e reflexivo.
É notório o baixo custo da produção, mas isso não influencia no resultado final, já que o simples executado, não só pela direção, mas também pelo elenco que combina bastante com o clima da história contada. Um fato curioso é que mesmo mais de 60 anos depois, o longa parece ter envelhecido muito bem, sem em nenhum momento perder o certo fascínio.
**** (Ótimo)
É um filme que parece simples no começo, mas vai ficando estranho de um jeito muito especifico.
O que mais me pegou foi a atmosfera, dá para entender por que tanta coisa depois bebeu daqui. O filme trabalha silêncio e estranheza de um jeito muito à frente do seu tempo.
É um terror que envelheceu muito bem, mas não necessariamente pela trama, e sim pela sensação que deixa. Parece que você não assistiu a uma história, e sim um pesadelo. Vi na versão em preto e branco, e acho que isso ajuda muito na imersão.
Sei que existe uma versão colorida também, válida para quem tem mais dificuldade com filmes antigos em preto e branco, mas imagino que parte da identidade do filme se perca um pouco ali.
Apesar de ser esquisito em alguns aspectos, o filme é importante pelo seu impacto.
Carnival of Souls de 1962, O Parque Macabro no Brasil, eu esperava bem mais, o filme cria uma boa atmosfera, porém o desenvolvimento é fraco e a explicação para tudo o que acontece é nula, e isso acaba tirando um pouco do impacto que a história poderia ter. Tudo bem, já vi muitos filmes desse tipo, em que cabe a interpretação do público, onde pode ter várias interpretações diferentes, mas acho que é chato quando pelo menos não deixa nada sugestivamente definido, porque fica parecendo que não quiseram decidir o que realmente estava acontecendo.
Eu acho que
morta ela não estava, já que Mary Henry (Candace Hilligoss) viu e interagiu com pessoas em vários momentos, então fica difícil aceitar que ela não existia de verdade, mas o mais próximo que eu acho que fica do que o filme mostra é que ela era para ter morrido no acidente e, sabe-se lá como, foi a única sobrevivente, e de alguma maneira, que não tem explicação nenhuma, ela fica meio chapada das ideias e vê aquele homem perseguindo ela, que pode ser uma metáfora para a morte que ela escapou, mas que agora vem buscar ela, e consequentemente consegue levar ela para o fundo do mar, no carro, que inclusive eles não tinham achado antes, e agora aparece, onde deveria estar desde o começo.
Digo que a proposta é boa e o filme é chato por isso, porque não tem uma confirmação, são apenas teorias, e o filme simplesmente acaba dessa maneira, seco, sem dar uma resposta mais concreta. Fora que é cansativo ela não conseguindo se relacionar com ninguém, sempre com medo e fugindo o tempo todo, e também me deu raiva as cenas em que parecia que ela não existia, porque em nenhum momento ela relava em alguém, ou tentava contato fisicamente, o que deixa tudo ainda mais estranho. Agora, se ela não existia fisicamente no mundo, por que ela conseguiu fazer contato com as pessoas em vários momentos? E aquele vizinho pau no cu, inconveniente e assediador, John Linden (Sidney Berger), interagia com ela normalmente, então fica meio contraditório em relação ao que o próprio filme mostra.
Enfim, a proposta é boa, tem uma atmosfera diferente e interessante, mas poderia ter sido melhor desenvolvida, principalmente na explicação do que realmente estava acontecendo. Fora que o título no Brasil é um lixo,
porque o parque do título aparece só no final, não tem contexto nenhum durante o filme inteiro, e poderia facilmente passar despercebido, sem fazer falta nenhuma para a história.
Assistido em 17/03/2026
Muita coisa aberta a interpretação, mas é gostoso de assistir.