Alexi deixa a casa de seu pai e sua madrasta e aluga um apartamento. Ele quer ser independente e encontrar seu lugar no mundo. Mas nenhuma mudança significativa ocorre, pois continua com os mesmos amigos, as mesmas conversas medíocres e a mesma inatividade. Porém, após a morte de seu professor preferido, a quem o jovem se sentia muito próximo, resolve tomar uma decisão que poderá mudar sua rotineira vida.
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Conhecia este filme apenas por causa da indicação em primeira pessoa de um amigo que se identifica com os dramas do protagonista, numa espécie de versão georgiana de CADA UM VIVE COMO QUER. Entretanto, não tinha idéia do quão arrebatado eu seria por um filme com essência buñueliana, que eleva as teses burchianas sobre utilização do espaço cinematográfico à enésima potência. É um filme que demonstra o quão opressor pode ser o "conforto" centrípeto, fazendo com que protagonista e espectadores sejam obrigados a serem expelidos para o mundo, tamanha a acumulação de pessoas e objetos em cômodos apertados e com direção de arte repleta de detalhes e surpresas (cogumelos em abundância no porão? Mas gente....). Amei a montagem entulhada de 'faux raccords' e de 'travellings' esquisitíssimos, num ambiente sobremaneira confinado. Fiquei elucubrando a noite inteira sobre as possíveis metáforas político-soviéticas da narrativa/encenação, mas há muito a ser interpretado e compreendido a partir da necessidade de obedecer aos instintos de movimentação mais elementares do indivíduo. Um filme singularíssimo, que nos apresenta a um cineasta-autor com estilo próprio, o qual faço questão de divulgar entusiasticamente daqui por diante. Incomodamente maravilhoso, uma delícia de aperto fílmico! (WPC>)
Impossível assistir isso. Que filme chato.
Ambiente caótico com beleza e reflexão.
O leve balançar da câmera em pequenas aproximações fazem perceber uma mente juvenil levemente embriagada em uma busca de autonomia, afinal o que o personagem busca se não uma saída honrosa para um vazio... se fazer útil não significa realmente um encontrar de suas paranoias, estás a seguem... porém ao final o importante é o trajeto, nada poderá ser contestado, o resto são apenas opiniões, e como diz o pai a madrasta "que importa que ele faça, sempre dirão suas opiniões". Realmente um filme que me surpreendeu.