Madelon Claudet (Helen Hayes) passou dez anos presa por um crime que não cometeu e por isso não pode criar seu filho. Após sair da cadeia ela se torna uma prostituta para pagar os estudos do filho que nem a conhece.
Oscar de Melhor Atriz para Helen Hayes.
Gosto muito de melodramas e concordo que a interpretação oscarizada da Helen Hayes possui momentos intensos (sobretudo, o primeiro contato com o seu bebê e as posturas explícitas - quase caricatas - de adesão à prostituição), mas algo no modo como o discurso é apresentado (um 'flashback', para acalmar a sensação de abandono de uma esposa solitária) fez com que eu desconfiasse das intenções do roteiro, da lógica sacrificial da maternidade que maltrata a si mesma em prol de outrem. Aqui, parece que o cinema hollywoodiano entendeu o que fazer com o som (ainda que cause estranhamento a falta de trilha musical de acompanhamento nalgumas seqüências, como o instante em que a protagonista vasculha um escritório, perto do final), mas permanece tributário à origem teatral ou literária de seus enredos. É injusto que este filme não seja mais conhecido, faria muito sucesso com as mães de hoje em dia, sem dúvidas. Bonito, apesar dos pesares! (WPC>)
Um bom drama clássico hollywoodiano que sobreviveu bem ao tempo. A trama novelesca é bem desenvolvida e bem conduzida pelo roteiro e pela direção e entrega alguns momentos comoventes. Helen Hayes venceu o Oscar de melhor atriz e repetiria a dose recebendo outra estatueta 39 anos depois.
Drama romântico policial pré-Código em preto e branco da MGM vencedor do Oscar de melhor atriz, Helen Hayes (1900-1993); no Festival de Cinema de Veneza, venceu os Referendos do Público de atriz mais favorita, Helen Hayes, e o filme mais comovente. O roteiro de Charles MacArthur (1895-1956) e Ben Hecht (1894-1964) foi adaptado da peça "The lullaby", de Edward Knoblock (1874-1945).
Este filme marcou a estréia de Helen Hayes no cinema. Helen teria ficado tão chocada com sua performance que tentou comprar o filme do estúdio para poder destruí-lo. Este foi o 4° de 8 filmes do diretor/roteirista/produtor Edgar Selwyn (1875-1944). Este filme marcou a estréia de Robert Young (1907-1998) na MGM, embora ele já tivesse feito 3 filmes antes. 40 anos depois de interpretar o Dr. Claudet neste filme, Robert Young interpretaria outro médico, Marcus Welby, M.D. (1969-1976), nesta série de televisão.
Achei uma decepção esse filme e ainda mais ser tão premiado por nada que merecesse. Um péssimo exemplo de um "filme feminino" muito comum dessa época, que mostra uma atuação horrível de Hayes. Não é tão ruim que seja agradável, infelizmente.
Que filme bonito e emocionante. Que atriz sensacional foi Helen Hayes! Nos primeiros minutos do filme já me apaixonei pela sua atuação. Oscar muito mais que merecido! Quero ver mais filmes com ela.
Todos falando bem desse filme e eu como sempre sendo do contra.
Acho que o pessoal assistiu com um olhar mais sentimental (que eu possuo e muito, claro) e eu acabei vendo com o olhar técnico.
A história é bem batida e sobre uma mãe sofredora, logo me lembrei de Stella Dallas e Madame X (a única versão que vi foi com Lana Turner), filmes com histórias semelhantes e muito bem elaborados. A semelhança com esses dois filmes é apenas com a história, já que a execução ao meu ver deixou a desejar. É um filme curto, mas daquele tipo de filme tão tedioso que parece ter 4 horas de duração. Os absurdos da história me fizeram pegar ranço. Naquela época uma mãe solteira era bem vilanizada e quando era representada no cinema, tinha que sofrer pelo mundo todo para ser perdoada pela audiência. E é justamente o que acontece aqui: uma mulher que é enganada e vítima de vários homens, obrigada a se prostituir para sobreviver e para pagar os estudos do filho e a renegar sua maternidade e viver como se fosse uma marginal por isso. Não consegui ver beleza nisso. Por mais que em Stella Dallas e Madame X tragam as mesmas problemáticas, esses filmes acabam fazendo a gente morder o rabo e comprar a história com todos esses ingredientes de uma época moralista. E não achei a performance de Helen Hayes tão arrebatadora a ponto de ganhar o prêmio.