Nova York. Um casal italo-americano se reencontra quando Angie Rossini (Natalie Wood), uma operária, procura um trompetista, Rocky Papasano (Steve McQueen), para lhe dizer que está grávida e que precisa de sua ajuda para conseguir um médico que faça um aborto. Deste momento em diante os dois vivem uma relação no qual a tensão do momento é o fator predominante.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Lembra bastante os filmes do Billy Wilder e do Ernst Lubitsch. Principalmente nos momentos que o filme faz uma transição de drama para comédia.
Gosto muito de como o filme se une entre a tranquilidade, o dramático e até um pouco de humor, usando um tema tão polêmico.
A linha tênue da obra que faz a história ser tão interessante e certeira. Natalie Wood brilha tanto nas cenas, a química entre ela e Steve McQueen é imensa e cheia de potência.
Curioso como o filme sai de uma concepção e entra em outra de maneira tranquila, calma, onde de um trama séria que ele inicia, ao falar da questão do aborto por conta de uma gravidez indesejada, da metade para o final vai para o romance que caminha entre o terno e dramático.
A trama dele é fortalecida, e a abordagem consegue transitar de um lado para o outro sem ficar uma diferença gritante entre esses dois campos. O que deixa a obra interessante e que não fica cansativa.
A química entre Natalie Wood e Steve McQueen é visível! É impressionante como eles juntos formam um casal protagonista que chama a atenção, que funciona muito bem.
Direção de Robert Mulligan também muito acertada, e os cenários, simples, contidos e com informações precisas sobre as ambientações da classe média baixa da Nova Iorque de outrora fazem toda a diferença para fazer o enredo ser absorvido.
Esse é um projeto, filme cult bem vindo e pouco conhecido até para alguns, mas é preciso ter paciência com a narrativa "Cenas Lentas" do filme.
A Personagem dela não devia ter ficado com o outro x no fim, acho que foi pra agradar o público. uma pegada de comédia fez o filme ficar mais bem vindo pra um tipo de público, por mim não precisaria.
Vale mais pelo o elenco. e o Roteiro é bom tb, bem moderno pra 1963 ainda.
Natalie, Brilha e Brilha melhor coisa do filme!
O filme trata de temas que imagino ainda eram polêmicos na década de 60 como o aborto e o empoderamento feminino, ambos ainda discutidos nos dias de hoje. Concorreu a 5 Oscars e dentre as indicações está o excelente roteiro e a elogiável atuação de Natalie Wood que mostra uma boa química em cena com Steve McQueen.