O filme começa de onde "Os Emigrantes" (1971) termina. Agora assentados, Kristina e Karl Oscar fazem o possível para garantir a sobrevivência de sua família nas florestas de Minnesota, em meados do século 19.
Essa sequência de "Os emigrantes" é menos épica do que o filme anterior. Só que também assim como ele tem um grande valor histórico e apurados trabalhos de direção, elenco e direção de arte. Uma obra infelizmente pouco conhecida atualmente.
Produção sueca em cores indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o francês O discreto charme da burguesia (72), de Buñuel; no Globo de Ouro, foi vencedor de melhor filme em língua estrangeira, juntamente com Os emigrantes (71). Os filmes foram baseados em "The settlers", de 1956, e "The last letter home", de 1959, ambos de Vilhelm Moberg (1898-1973), uma série de 4 romances sobre suecos pobres que emigraram de Småland, Suécia, em meados do século 19 e moram em Minesota, nos EUA.
Os filmes foram filmados simultaneamente ao longo de 1 ano. Este faroeste dramático foi o filme sueco de maior bilheteria de 1972 e o mais caro já produzido nesse país. O filme e sua prequela Os emigrantes (71) foram indicados ao Oscar no mesmo ano, em 1972, porém, em categorias diferentes. Esta foi a 1° e única ocorrência de tal evento. Também lançado em uma versão para TV de 4 episódios, 50 minutos por episódio Episódio 1: "Hemma vid Ki-Chi-Saga" (Em casa na Ki-Chi-Saga) Episódio 2: "Landet som de förvandlade" (O país que eles transformaram) Episódio 3: "Vildkattornas rikedom" (A fortuna dos gatos selvagens) Episódio 4: "Sista brevet Until Sverige" (A última carta à Suécia).
Surpreendentemente, o filme funciona como uma declaração subversiva sobre a identidade colonial americana melhor do que qualquer um dos seus pares de Hollywood. Jan Troell (atualmente com 92 anos) mostra-nos a face humana da provação, equilibrando tragédia com comédia e intimidade com abrangência de uma forma que poucos cineastas conseguiram,
Assim como no filme anterior, o diretor Jan Troell (também responsável pela magnífica direção de fotografia) mergulha o espectador em uma atmosfera realista, algo ressaltado pela direção de arte detalhista e pela maquiagem que envelhece os personagens. Vale reparar nos flashbacks que, quase sem diálogos, mostram a viagem de Robert para a Califórnia. O filme também aborda, principalmente no terceiro ato, o conflito entre os europeus e os indígenas, embora sob o olhar predominantemente europeu. Enquanto as desventuras dos nativos são mostradas por letreiros, sua vingança contra os colonos é mostrada de forma animalesca, incluindo uma cena de extrema selvageria, parecendo saída de um filme de Ruggero Deodato (sério, poucos cineastas seria capazes de filmar algo assim). Um filme longo mas que vale cada minuto.
Essa sequência de "Os emigrantes" é menos épica do que o filme anterior. Só que também assim como ele tem um grande valor histórico e apurados trabalhos de direção, elenco e direção de arte. Uma obra infelizmente pouco conhecida atualmente.
Que obra prima!! Tão maravilhoso qto Os imigrantes, o primeiro filme da saga da família. Tem cenas fortíssimas, assim como no primeiro filme
Produção sueca em cores indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o francês O discreto charme da burguesia (72), de Buñuel; no Globo de Ouro, foi vencedor de melhor filme em língua estrangeira, juntamente com Os emigrantes (71). Os filmes foram baseados em "The settlers", de 1956, e "The last letter home", de 1959, ambos de Vilhelm Moberg (1898-1973), uma série de 4 romances sobre suecos pobres que emigraram de Småland, Suécia, em meados do século 19 e moram em Minesota, nos EUA.
Os filmes foram filmados simultaneamente ao longo de 1 ano. Este faroeste dramático foi o filme sueco de maior bilheteria de 1972 e o mais caro já produzido nesse país. O filme e sua prequela Os emigrantes (71) foram indicados ao Oscar no mesmo ano, em 1972, porém, em categorias diferentes. Esta foi a 1° e única ocorrência de tal evento. Também lançado em uma versão para TV de 4 episódios, 50 minutos por episódio Episódio 1: "Hemma vid Ki-Chi-Saga" (Em casa na Ki-Chi-Saga) Episódio 2: "Landet som de förvandlade" (O país que eles transformaram) Episódio 3: "Vildkattornas rikedom" (A fortuna dos gatos selvagens) Episódio 4: "Sista brevet Until Sverige" (A última carta à Suécia).
Surpreendentemente, o filme funciona como uma declaração subversiva sobre a identidade colonial americana melhor do que qualquer um dos seus pares de Hollywood.
Jan Troell (atualmente com 92 anos) mostra-nos a face humana da provação, equilibrando tragédia com comédia e intimidade com abrangência de uma forma que poucos cineastas conseguiram,
mesmo que com algumas cenas bem violentas e desnecessárias (como a matança de um boi e a tirada do feto à força).
Assim como no filme anterior, o diretor Jan Troell (também responsável pela magnífica direção de fotografia) mergulha o espectador em uma atmosfera realista, algo ressaltado pela direção de arte detalhista e pela maquiagem que envelhece os personagens. Vale reparar nos flashbacks que, quase sem diálogos, mostram a viagem de Robert para a Califórnia. O filme também aborda, principalmente no terceiro ato, o conflito entre os europeus e os indígenas, embora sob o olhar predominantemente europeu. Enquanto as desventuras dos nativos são mostradas por letreiros, sua vingança contra os colonos é mostrada de forma animalesca, incluindo uma cena de extrema selvageria, parecendo saída de um filme de Ruggero Deodato (sério, poucos cineastas seria capazes de filmar algo assim).
Um filme longo mas que vale cada minuto.
Sublime!