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Data de lançamento
1 Set. 2023Duração
Desde que desistiu de sua vida como assassino do governo, Robert McCall (Denzel Washington) tem lutado para reconciliar as coisas horríveis que fez no passado e encontra um estranho consolo em servir à justiça em nome dos oprimidos. Após encontrar um novo lar na Itália, ele descobre que seus novos amigos estão sob o controle dos chefes do crime local. À medida que os eventos se tornam mortais, McCall sabe o que deve fazer: tornar-se o protetor de seus amigos enfrentando a máfia.
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O Protetor: Capítulo Final encerra a jornada de Robert McCall de forma coerente com tudo o que a franquia construiu. Em vez de apostar em uma escala maior ou em um espetáculo exagerado, o filme prefere um tom mais íntimo e contemplativo, mostrando um protagonista cansado, mas ainda extremamente perigoso. É um desfecho que troca grandiosidade por maturidade.
A história acompanha Robert McCall após uma missão que quase lhe custa a vida. Refugiado em uma pequena cidade no sul da Itália, ele finalmente encontra um lugar onde acredita poder viver em paz. No entanto, quando percebe que a comunidade está sendo dominada pela máfia local, McCall decide usar suas habilidades mais uma vez para proteger pessoas inocentes.
O conflito central continua explorando a linha tênue entre justiça e vingança. McCall não busca violência por prazer, mas a encara como um recurso inevitável quando todas as outras alternativas falham. O roteiro reforça esse lado moral do personagem, embora simplifique bastante os antagonistas. A máfia funciona mais como uma ameaça coletiva do que como um adversário verdadeiramente marcante, reduzindo parte da tensão dramática.
Denzel Washington entrega uma atuação extremamente segura, transmitindo serenidade, inteligência e ameaça apenas com a presença em cena. Sua interpretação faz parecer que cada movimento foi calculado muito antes de acontecer. Os moradores da pequena cidade acrescentam humanidade à narrativa, e os vilões carecem de personalidade e acabam sendo facilmente esquecíveis.
As cenas de ação são menos numerosas, porém continuam brutais, objetivas e bem coreografadas. O ritmo mais cadenciado pode frustrar quem espera ação durante todo o filme, mas contribui para a sensação de despedida e para o desenvolvimento do protagonista.
No fim, O Protetor: Capítulo Final entrega exatamente o que promete: um encerramento digno para um personagem que sempre fez da justiça sua única linguagem. Talvez não alcance o impacto do primeiro filme nem a intensidade do segundo, mas compensa isso com uma abordagem mais emocional e madura. É uma despedida elegante, eficiente e fiel à essência de Robert McCall.
Nota: 7,2
É uma IMENSA raridade ver um filme atual que fale sobre Justiça! Adoraria fazer uma adaptação dele com um anti-herói brasileiro contra o PCC, CV, PT e STF. Aqui, pelo contrário, a bandidagem é retratada como marginais revolucionários e vítimas da sociedade. 🙃
Mais do mesmo, o que não necessariamente é um defeito, mas ao menos aqui temos belos visuais do litoral italiano. A verdade é que esse roteiro deveria ser o do segundo filme, enquanto o do segundo, o capitulo final.
Mais uma vez, Denzel Washington retorna impecável como o Protetor. Este terceiro filme aposta em uma trama mais sólida e emotiva, além de contar com uma ambientação deslumbrante que dá ainda mais personalidade à narrativa.
Outro ponto muito interessante é reencontrar Dakota Fanning ao lado de Denzel após tantos anos, trazendo um peso nostálgico muito especial para quem acompanhou a parceria dos dois anteriormente. O resultado é um filme envolvente, emocional e bastante satisfatório dentro da franquia.
Acho engraçado como o mais episódico dos filmes d'O Protetor ganhou o epíteto de "capítulo final"