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Data de lançamento
18 Set. 2020Duração
Ano de 1984. Depois de muito tempo vivendo nos EUA, Rory O'Hara (Jude Law) regressa à sua Inglaterra natal com Allison (Carrie Coon), sua mulher, e os dois filhos de ambos. A ideia é aproveitar a conjuntura econômica favorável. Apesar da beleza da mansão que se tornou sua casa e de toda a elegância que os rodeia, a mudança faz Allison sentir-se desamparada e só. Isso vai dar origem a um distanciamento entre eles, abrindo fissuras na relação, e criar um clima de hostilidade crescente entre todos os elementos da família.
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Achei o filme meio cansativo. Filme melancólico e depressivo.
15.08.2025
Gostei, bom drama familiar, rende algumas reflexões
Uma obra que "engana" e surpreende, mas no bom sentido. Pensei que o roteiro tomaria outros caminhos ao longo de seu desenvolvimento, mas as escolhas foram mais seguras - isso para mostrar as escolhas nada seguras da família que acompanhamos.
É uma narrativa sobre a sociedade das aparências, e de como essas mentiras destroem as relações mais unidas.
Fiquei bem perdida em relação a proposta do filme. O primeiro e segundo atos te fazem criar expectativas que não se cumprem e o final é bem decepcionante.
Uma pena pq os atores são ótimos e a fotografia e ambientação são maravilhosas.
A proposta do filme é bem interessante: a de mostrar como a busca desenfreada pelo dinheiro e por pertencer a uma elite pode atrapalhar a vida pessoal de alguém, corroer as relações familiares e, no final das contas, sequer conseguir alcançar o objetivo almejado - e, aliás, até realizar o contrário, isto é, prejudicar o indivíduo financeiramente.
Um dos protagonistas da história, Rony, teve uma infância com diversas dificuldades, o que o fez tornar um adulto com grande vontade de ser rico e compensar tudo o que não teve quando jovem. Da mesma maneira, também procuraria fornecer, aos seus filhos, todas as benesses que seus pais não puderam dar a ele.
No entanto, se por um lado é perfeitamente compreensível e até benéfico que um pai queira prover sua prole da melhor maneira possível, até mesmo esse desejo pode, se levado ao extremo, ser negativo. No caso de Rony, esse pensamento faz com que ele arrisque tudo, mude-se de volta à sua terra natal e aposte todas as fichas em acordos ousados em uma empresa. Além disso, faz o máximo esforço não somente para ser rico, mas também para parecer rico, a fim de impressionar potenciais clientes e ajudar nos negócios.
O problema é que, quando alguém vive excessivamente de aparências, isso acaba por destruir lentamente a pessoa, pois ela fica consumida por suas próprias mentiras, não conseguindo sequer entender mais quem ela realmente é. E, se isso não bastasse, a busca desenfreada por garantir todo o luxo à sua família, acaba por fazer com que Rony esquecesse de elementos essenciais que um pai deve dar aos filhos e a esposa, acima do dinheiro e dos status: amor e atenção.
Essa mensagem deixada pelo filme é muito poderosa, no entanto, infelizmente não foi tão bem executada. A verdade é que "O Refúgio", na tentativa de ser realista, é demasiadamente lento e entedia o espectador com inúmeras cenas em que nada acontece. Isso sem falar de várias partes da história não serem bem explicadas ou até serem descartáveis à trama principal, como a cena final do cavalo e o passado familiar de Rony, dando a sensação de que a história é apresentada de maneira incompleta.
A minha opinião é que a obra poderia ter sido bem melhor desenvolvida se houvesse mais ousadia, por parte dos roteiristas e do diretor, de mostrar algo a mais. Realismo é bom, mas realismo em excesso é prejudicial. Se os espectador quiser realismo de verdade ele vai se preocupar com os problemas da própria vida e não com os problemas de personagens fictícios, então é bom que o filme proporcione momentos além do que estamos acostumados a ver no dia a dia, caso contrário inevitavelmente vai se tornar entediante.