André
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  • André
    1 semana atrás

    Revisitando a Trilogia Prequela (parte 2)...

    Em "Ataque dos Clones", George Lucas nos entrega o maior salto temporal da franquia, com uma década de diferença, na história, entre o episódio anterior e este. Padmé, antes uma jovem rainha de Naboo, agora é uma senadora, representando o seu planeta natal, na capital galática, Coruscante. Obi-Wan Kenobi, antes um padawan de Qui-Gon, agora já está consolidado como um cavaleiro Jedi. Anakin, antes uma mera criança - porém com imenso potencial - resgatada em Tatooine, agora era não somente o padawan de Kenobi, mas um jovem adulto. E a galáxia, antes em um contexto de estabilidade - uma estabilidade defeituosa e marcada pela corrupção na política, é verdade - agora se encontra em uma crise, com a ascensão de uma aliança separatista, liderada por um misterioso ex-mestre Jedi, o Conde Dookan (ou Dooku, em seu nome original em inglês).

    Assim como seu predecessor, este filme dividiu e ainda divide opiniões entre os fãs da saga. Pessoalmente, eu não apenas sempre gostei desta película, e da trilogia de uma maneira geral, como posso dizer que minha opinião até melhorou bastante com o passar do tempo, à medida em que, a cada reassistida, entendia cada vez mais as intrigas políticas que marcam a história e também determinadas escolhas por parte das personagens.

    Em primeiro lugar, comecemos pelos aspectos que são, sem sombra de dúvida, qualidades desta produção que nem os maiores opositores da nova trilogia podem se negar a elogiar: os aspectos técnicos. Embora prossiga a impressão de que talvez Lucas poderia ter usado um pouco mais os efeitos práticos em algumas situações, é inegável que o filme, mais uma vez, apresenta-nos belíssimos efeitos visuais - em um CGI que ainda impressiona até os dias de hoje - e, como de costume, uma espetacular trilha sonora por parte de John Williams, que aqui nos entrega um dos seus melhores trabalhos, com "Across the Stars".

    Inclusive, o visual do filme, em conjunto com o estilo da história em diversas partes do longa metragem, torna "Ataque dos Clones" um episódio bastante único dentro do universo Star Wars. Nesse sentido, as cenas noturnas e a investigação conduzida por Obi-Wan, que o leva a desvendar a formação dos dois exércitos - os clones e os droides - que estão sendo preparados para uma guerra prestes a explodir, são exemplos de momentos em que o diretor leva a franquia a um interessante clima de "noir" e mistério inédito à franquia. No entanto, Lucas utiliza isso como um importante complemento, ou um elemento adicional na trama, sem se separar, demasiadamente, do estilo de aventura, fantasia e romance que marcam a saga, que, como era de se esperar, também estão presentes de maneira marcante.

    Em segundo lugar, gostaria de mencionar o romance entre Anakin e Padmé, que é, além de um dos pontos centrais do filme, talvez um dos aspectos mais polêmicos do episódio. Dentre as reclamações costumeiramente feitas, encontram-se as afirmações de que o casal não possui uma "química" ou que o romance ocorreu de maneira muito repentina. Creio que tais afirmações desconsideram elementos fundamentais não apenas dos personagens em si, como também do próprio universo no qual se passa a história.

    É curioso observar, e considero que isso pode passar despercebido por muitos que assistiram a esta obra, que Anakin e Padmé, apesar de trajetórias tão distintas e tendo origens completamente diferentes, com o primeiro nascendo escravo em um terra desértica e a segunda nascendo na realeza de um planeta que mais lembra um paraíso, são, ao mesmo tempo, muito parecidos. E essa constatação, somada a natural atração física mútua entre eles, é, sem dúvida, um fator que ajuda a explicar como eles acabam iniciando um relacionamento.

    Vejamos bem: ambos, desde cedo, jamais tiveram a oportunidade de uma infância e adolescência, digamos, normais. No caso de Padmé, devido a sua carreira política, primeiro como rainha e depois como senadora. No caso de Anakin, devido primeiro ao fato de ter sido um escravo até os nove anos de idade e, depois, em decorrência de seu treinamento Jedi. Os dois, logo, jamais tiveram tempo para se divertir, para relaxar e, como consequência, para amar, sendo duas almas jovens, porém solitárias - ou, pelo menos, solitárias até se reencontrarem.

    Também vale a pena mencionar que os dois possuem mentalidades muito parecidas, sendo marcadas pela impulsividade e pela tendência em se colocar em situações arriscadas. Nenhum dos dois, portanto, possui qualquer medo ou receio do perigo, da aventura ou daquilo que é considerado proibido. Padmé já havia demonstrado isso no filme anterior, em seu retorno à Naboo para salvar o seu planeta em uma missão quase suicida e demonstra tal comportamento novamente logo no início deste episódio, ao recusar diversas tentativas de reforçar a sua segurança não obstante as tentativas de assassinato contra a sua pessoa. E Anakin, por sua vez, demonstra essa atitude de forma contínua, sobretudo em seu desdém pelas regras da Ordem Jedi e pelas instruções de seu mestre, Obi-Wan.

    Logo, levando tudo isso em consideração, e também colocando na balança que ambos passaram vários dias sozinhos em Naboo, um dos locais mais românticos da galáxia, e que logo em seguida passaram, juntos, por experiências impactantes em suas vidas, primeiro em Tatooine e depois em Geonosis, é tão irrealista, improvável e incompreensível, como alguns apontam, que essa dupla se apaixone e forme um casal? Muito pelo contrário: a paixão entre os dois é algo perfeitamente natural.

    O filme também dá mais um importante passo na transformação de Anakin e na sua gradativa atração pelo Lado Negro da força. A perda de sua mãe, de uma forma traumática e brutal, e o fato de não ter sido capaz, mesmo com todo o seu treinamento Jedi e dos seus poderes, de salvar a sua vida, é um dos eventos mais importantes de sua trajetória nesta trilogia. Muitas das decisões que o protagonista toma daqui pra frente serão, direto ou indiretamente, influenciadas por esse fato, sobretudo a sua busca incessante por aumentar o seu poder, mesmo que seguindo caminhos além da tradicional educação fornecida pelos Jedi e por seu mestre, Obi-Wan, e por proteger aqueles que ama - carregando, consigo, a culpa de não ter salvado Shmi.

    Também vale a pena mencionar Conde Dookan (ou Dooku), um dos personagens mais fascinantes e subestimados, em minha visão, da Prequela, cujo único defeito, digamos, é ter aparecido muito pouco. Isso por que ele não é um Sith, digamos, tradicional. Ele é um ex-mestre Jedi, elegante e sábio, que anteriormente era bastante respeitado pela Ordem tanto pela sua sabedoria quanto pela sua habilidade em duelo, porém que se desiludiu com a corrupção e ineficiência da República e com a subserviência dos Jedi a uma democracia falha, o que inevitavelmente o levou a ser seduzido por Sidious. Este, por sua vez, o encarregou de comandar a Confederação Separatista como a sua liderança pública, enquanto ele ficaria sendo a liderança "de facto", escondido nas sombras. Obviamente, além do personagem em si ser muito interessante, ajuda o fato da atuação de Christopher Lee ser espetacular.

    Em linhas gerais, é um bom filme e uma competente continuação, dando prosseguimento, de forma satisfatória, a história e levemente elevando o nível em relação ao filme anterior. Além disso, também serve como ponte ao episódio final, que, em minha avaliação, é o melhor da trilogia e um dos melhores da franquia - no entanto, somente é capaz disso pois muitos elementos fundamentais da trama são começam a se construídos e aprofundados aqui. Para quem quiser acompanhar pela primeira vez ou rever, também recomendo ver as cenas deletadas - que, pessoalmente, gostaria que tivessem sido incluídas - e a novelização do filme, escrita por R. A. Salvatore, que fornecem maiores detalhes da história e complementam/aprofundam diversos aspectos presentes no longa metragem.

  • André
    2 semanas atrás

    Revisitando a Trilogia Prequela (Parte 1).

    É seguro dizer que, em 1999, George Lucas lançava um dos filmes mais esperados da história do cinema. Eu era ainda muito jovem na época e, dessa maneira, não posso dizer que vivenciei isso na pele, mas basta acompanhar qualquer vídeo disponível na internet - como, por exemplo, reportagens e entrevistas - que mostrem a expectativa dos fãs para se ter um pouco de noção do tamanho do evento que foi o lançamento deste longa. Após mais de 15 anos de espera, finalmente Star Wars retornaria à tela dos cinemas e, desta vez, contando a história que antecedeu o início da saga.

    Igualmente, também é seguro dizer que este foi um dos filmes mais controversos já feitos. E não digo isso no sentido de que esta produção tocou em assuntos polêmicos ou algo do tipo, mas no sentido de que dividiu - e até hoje divide - os apaixonados pela franquia. Direção, roteiro e até mesmo a escolha do elenco foram - e continuam sendo - motivo de debate. Tendo este sido o primeiro filme de Star Wars que eu assisti - e, na ocasião, amei - e tendo crescido acompanhando as prequelas, talvez seja suspeito para falar, pois sempre as defenderei e prosseguirei defendendo, no entanto vou aqui dissecar alguns elementos que considero importante.

    Em primeiro lugar, acredito que boa parte da reação negativa a "Ameaça Fantasma" vem de um descompasso entre o que George Lucas enxergava para a saga e o que muitos fãs, na época, queriam e esperavam. Aliás, em muitas séries e filmes, é comum ver que, sempre que uma história não segue o rumo desejado por boa parte do público, tal história é, imediatamente, taxada como "ruim", quando meramente seguiu um caminho diferente. Com os seus pontos positivos e negativos, é claro, mas apenas... diferente.

    Quando "Episódio I" foi lançado, toda a compreensão que os fãs tinham do universo de Star Wars provinha dos filmes originais, isto é, de uma galáxia mergulhada na escuridão, sob a tirania do Império Galáctico, e tendo uma pequena e com poucos recursos, porém corajosa e valente, Rebelião, lutando pela liberdade. Em outras palavras, é a história de como um grupo seleto de heróis, desafiando toda as probabilidades, levantou-se contra os tiranos e, seguindo o caminho correto e mais difícil ao invés do mais fácil, alcançou a vitória. É a história do triunfo do bem contra o mal.

    Na história abordada durante as prequelas, no entanto, o rumo é completamente outro. E tem de ser outro. Aqui a trama ocorre mais de três décadas antes do início da saga de Luke Skywalker, então em um cenário diametralmente oposto. Não há Império, e sim uma - defeituosa, porém ainda estável -República. Os Jedis não desapareçam, mas ainda existem em milhares, e centralizados em uma forte Ordem. Não há guerra civil, e sim um dos períodos de maior estabilidade na galáxia. Os personagens são outros e os conflitos são outros, então é natural que, mesmo ainda inserido no mesmo universo e carregando a mesma "essência de Star Wars", a história seja diferente.

    Nesta trilogia, é abordado como o mal inicialmente derrotou o bem e como uma democracia falha se tornou uma tirania sanguinária exatamente pelas ações daqueles que se diziam os defensores mais fervorosos da democracia. Nesta trilogia, vemos o triunfo da corrupção, da sede pelo poder e da guerra diante da virtude, do diálogo e da paz. Em linhas gerais, George Lucas, enquanto o criador da saga e a mente por trás de tudo, arrisca-se e expande o universo que ele próprio deu origem anos antes, apresentando novos planetas, novos cenários e novas histórias. É apresentando um mundo completamente diferente, com mais cores e com mais vida. Enquanto muitos fãs queriam era apenas uma repetição daquilo que já havia sido feito, Lucas nos apresenta algo inédito. E tudo isto começa em "Ameaça Fantasma".

    Dessa maneira, muitos elementos que foram criticados na época são, na realidade, não apenas muito interessantes, mas também fundamentais para o desenvolvimento da trama e para a compreensão da história, tal qual as discussões políticas. É fundamental compreender as intrigas no Senado e a corrupção na República para, de tal modo, entender como uma longínqua República democrática tornou-se em um Império ditatorial. A política das prequelas - incluindo este filme - não é "chata", mas brilhante. O "Episódio I" também nos apresenta a antiga Ordem Jedi, e o papel dos cavaleiros não como guerreiros, mas como diplomatas e mediadores da paz, em um período de vasta estabilidade que, aos poucos, fica diante de desafios há muito tempo não vistos, como um possível retorno dos Sith.

    Os efeitos especiais, para a época, foram espetaculares. Aliás, digo que, até mesmo observando com os olhos de hoje, envelheceram muito bem. A única crítica - que considero justa, diga-se de passagem - é que Lucas poderia ter usado mais efeitos práticos e que talvez tenha usado o CGI um pouco em excesso. Também é justa a crítica a Jar Jar Binks, que, no começo, é engraçado e até "fofo", porém é tão forçado, pelo diretor, a ser um alívio cômico que, no decorrer do longa, sem dúvida torna-se irritante. O próprio, logo, não foi personagem em si, mas a maneira como foi utilizado, sobretudo, na segunda metade do filme.

    No entanto, tais elementos negativos não superam os inúmeros elementos positivos, tais quais a trilha sonora, os belíssimos efeitos visuais e a história, que considero boa, interessante e consistente. Além disso, somos presenteados com uma das maiores e mais intensas lutas com sabre de luz em toda a saga, no épico duelo entre Qui Gon e Obi Wan contra Darth Maul. Em linhas gerais, foi um bom começo para a nova trilogia.

    Sendo assim, "Ameaça Fantasma" poderia ter sido melhor caso algumas pequenas mudanças tivessem sido feitas? Sim, mas apesar de tudo, o saldo final continua sendo positivo para este que, mesmo passando longe de ser o melhor filme da franquia, ainda é uma agradável experiência e uma boa produção.

  • André
    3 meses atrás

    Em "13 Horas", Michael Bay demonstra que é capaz de, ao amenizar seus vícios, entregar um bom trabalho. Sob uma direção sóbria e competente, o cineasta dá aula de como conduzir um filme de ação, garantindo um ritmo eletrizante e, ao mesmo tempo, contando a história com clareza. Baseado no livro homônimo, de Mitchell Zuckoff, a obra retrata os acontecimentos reais do ataque terrorista ao centro diplomático americano na Líbia e como um pequeno grupo de indivíduos, que sequer pertenciam oficialmente ao governo, evitaram, de maneira heroica, o que seria um massacre.

    Um dos aspectos mais interessantes desta película, em minha avaliação, é retratar os eventos em questão sob a perspectiva dos homens que participaram dos combates, aqui representados por um elenco que cumpre bem o seu papel. No caso, refiro-me ao grupo de combatentes paramilitares, contratados pelo governo dos EUA, encarregado da segurança de um complexo secreto da CIA em território líbio, e que acabaram no olho do furacão de um dos acontecimentos recentes mais trágicos da política externa americana.

    Nesse sentido, o filme transmite, com competência, ao público, os mesmos sentimentos de tensão, confusão e ansiedades vivenciados, na pele, pelos soldados que lá estavam. Isso, por sua vez, ocorre graças ao trabalho de qualidade não somente do diretor, mas também da edição e som, prendendo a atenção do espectador, do começo ao fim, em uma narrativa angustiante e frenética. Por exemplo, em determinadas cenas, os soldados sequer sabem quem é inimigo e quem é aliado e encontram-se cercados por pessoas que não conhecem e não sabem se podem confiar, e o suspense gerado por esse fato é muito bem repassado a quem assiste.

    No entanto, a ação eletrizante - e muito bem construída - não impede o longa de nos apresentar detalhes dos personagens, desenvolvê-lo e nos conectar a eles. A frase, dita por Jack, "Eu imagino o que minhas filhas pensariam de mim. Morrer em um local em que ele nem deveria estar, por uma causa que não compreendia e por um país que ele pouco se importava", é simplesmente brutal e resume bem o sentimento dos combatentes inseridos naquela trágica situação.

    Mesmo incapazes de compreender, por completo, o que ocorria e abandonados por seus superiores, prosseguiam esforçando-se para cumprir a sua missão e em salvar as suas respectivas vidas e as daqueles ao seu redor. Se, por um lado, o grau de complexidade do contexto e a tensão sentida trazem um elemento dramático forte ao roteiro, igualmente engrandecem, por outro, o sacrifício e o heroísmo dos soldados presentes e trazem um maior impacto emocional às cenas de ação que, sem isso, seriam apenas meras cenas de ação.

    O filme, além de cumprir todos os requisitos de um bom filme de ação, é, sem dúvida, um dos melhores trabalhos de Michael Bay, que mostra como é capaz de entregar mais do que normalmente se vê em suas produções. No mais, serve como uma bela homenagem aos soldados, sobreviventes e mortos, participantes desses acontecimentos e um registro de erros graves cometidos pelo governo americano sob uma, naquele momento, desastrosa política externa comandada por Obama e Clinton.

    editado
  • vagnerfoxx 2 anos atrás

    Amizade aceita André. Seja bem vindo, brother!

  • Ivan Sousa 7 anos atrás

    Seja bem-vindo.

  • Filmow 9 anos atrás

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/