O Rio Fuefuki

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O Rio Fuefuki (1960)
Fuefukigawa Outros títulos
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 11 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
11 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Keisuke Kinoshita
Data de lançamento 19 Out. 1960 Outras datas
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 117 min (1h57)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

19 Out. 1960

Duração

117 minutos
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Sinopse

No período de guerras, próximo a Ponte de Fuefuki há uma casa de um pobre agricultor que vive com seu genro Hanpei e os netos Take, Hisa e Hanzo. História de 5 gerações de pai e filho que se estende por 60 anos. Baseado no romance realista de Shichiro Fukazawa.

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Comentários 5029
amigos querem ver
rodrigobovary
rodrigo,
½
12 anos atrás

Arrisco dizer que todo estudante de cinema ou todo aspirante devia passar pelo cinema de Kinoshita, pelo menos com "Balada de Narayama" e este peculiar "Fuefukigawa" e meditar com mais afinco sobre a semiótica e o experimentalismo cinematográfico. Mas, ao mesmo tempo, todos deviam ver os filmes do Kinoshita. Aprende-se muito aqui. A delicada relação pai-filho de Sadahei e Sozo, ou um pai que tenta proteger seu filho na concha (a mesma poesia das relações pai-filho de "A Balada de Narayama", que temos o oposto, o filho tentando proteger a mãe Orin no seu ninho). A recepção e efeito da guerra (mais neste e menos em "Vinte e Quatro Olhos"). O rio, ou a travessia do rio que é a travessia da vida (ou, como diz o off: a travessia do véu da vida). Os encontros e os desencontros (uma fala extremamente brilhante neste filme é: "O encontro já é separação").

Concordo com uma pesquisadora do cinema japonês, Maria Novielli (livro "História do Cinema Japonês", Editora UnB), quando diz que Kinoshita recorre à pintura para compor este filme, assim como ele recorre ao teatro para compor o "Balada de Narayama". Quando eu falo em semiótica neste filme não é por mero acaso. Basta ver como a cor azul

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

está sempre em torno dos cadáveres ( e se eu não estiver louco, como isso dialoga com o tom azulado dos filmes experimentais do georgiano Sergei Paradjanov).

.
Certamente este filme é grandioso, só não me encantei tanto quanto os filmes anteriores que vi. Não consegui entrar em sintonia com as muitas gerações que foram passando nas modulações da guerra. Mas não tira a beleza do filme nem minha simpatia por ele.

gustavocampello9
Gustavo Campello
12 anos atrás

Um filme sobre o ciclo da violência das guerras feudais em uma família. Não sei porque, mas em alguns momentos, me lembrou Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez (Acho que devido a mostrar várias gerações, vários personagens, e que em alguns momentos você chega até a confundir quem é quem). Tem horas que o filme dá uma empacada e fica arrastado e monótono, mas no geral ele é bem interessante. Foi usado uma técnica para colocar cor em algumas cenas que ficou bem tosco, completamente desnecessário. Interessante notar que a cultura oriental é bem parecida com a ocidental no quesito "siga o líder como um animal estúpido" (e viva a Rede Globo!). O teor crítico e ácido é descarado e nisso o filme sobe muitos pontos.

http://oraculoalcoolico.blogspot.com.br/

daniel_blood
Daniel Chigurh
13 anos atrás

Possivelmente a única vez em que um consagrado diretor japonês da corrente mais tradicional se aventurou em um filme com a cara na "Nuberu Bagu". Pois em Fuefukigawa , Kinoshita flerta com as novas possibilidades do cinema japonês que na virada dos anos 1950 para os 1960, mudou completamente.

Fuefukigawa é um exercício de linguagem visual bastante incomum, embora o uso de cores aplicadas às imagens em preto e branco não fosse tão original. Mesmo no clássico Nosferatu do Murnau ou Broken Blossoms do D.W. Griffith, as cores serviam para reforçar o estado de espírito dos personagens, da situação mostrada em tela.

Um trabalho notável, e intrigante de um diretor que merece ser mais conhecido. Ótimo filme.

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5

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