Após se rebelar contra o tirânico Oda, Murashige se vê sitiado em seu próprio castelo, onde misteriosos crimes espalham medo e desconfiança. Com o exército inimigo se aproximando e um traidor entre seus homens, ele precisa se aliar ao perigoso estrategista Kanbei para descobrir a verdade antes que seja tarde demais.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Kiyoshi Kurosawa é outro diretor frequente na Mostra de SP. Cineasta japonês premiado (ele não tem parentesco com Akira), ele realiza obras originais de terror misturado com scifi e dramas históricos, como é o caso deste “O samurai e o prisioneiro”, uma adaptação do romance “Kokurojo (The Samurai and the Prisoner)”, de Honobu Yonezawa, de 2020. A trama se passa no Japão Feudal, em uma região longínqua de domínio de um tirânico imperador, Nobunaga Oda. Um dia, lorde Murashige Araki se rebela contra ele e se encastela nas muralhas de sua casa, ao lado de samurais e familiares. O exército de Oda segue com tudo para destruir Araki, então ele faz um pacto com um prisioneiro de guerra, Kanbei Kuroda, considerado traidor, trancafiado no porão do castelo. Paralelo a isto, crimes misteriosos ocorrem debaixo do nariz de Araki, o que acende o alerta de um inimigo infiltrado na própria casa. É um filmão épico, com todos os elementos do cinema samurai do Japão Feudal, como disputa de território e poder, estratégias de guerra, jogos psicológicos e alianças improváveis para derrotar o inimigo. Preste atenção, pois são inúmeros diálogos, personagens com diversas camadas e subtramas envolventes. Exibido nos festivais de Cannes e Sydney, o filme integra a Mostra Perspectiva Internacional da 50ª Mostra, com exibição nos dias 25, 26 e 28/10. POR FELIPE BRIDA - Publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom, em 18/10/2026
Assisti hoje na cabine de imprensa da Mostra de Cinema de SP. Tava muito ansioso pra assistir e acabei me decepcionando. Um filme que, por mais que tenha ideias interessantes (uma espécie de filme investigativo envelopado pelo período Sengoku do Japão), é excessivamente longo e com personagens desinteressantes/com pouca profundidade (você só se identifica e se aprofunda neles na quarta e última parte). Visualmente é interessante, a direção também, preferindo por planos longos e abertos, quase como se estivéssemos vendo a um teatro, mas peca nos personagens e ritmo.