Enquanto tenta levantar dinheiro para recuperar seu carro, George é atraído por Lola, uma francesa que trabalha em um estabelecimento que aluga belas modelos para fotógrafos. Sua breve noite de amor dá a ambos a vontade de lidar com seus respectivos problemas.
Um dos filmes mais chatos que vi na vida.
Estranho esse título no Brasil (creio que deve ser pelo filme "Lola" do mesmo diretor,mas ainda assim não condiz com a obra),o filme é todinho focado no Jorge dirigindo e estacionando "seu" carro em diversos pontos da cidade,além dos seus pensamentos constantemente debatidos e contrariados.A utilidade do veículo é genial,compartilha o protagonismo com o personagem de Gary Lockwood,que aliás,está fantástico no papel,as indagações,o trejeitos (como colocar as mãos na passante e no bolso da calça),e as expressões dizem muito sobre o personagem.
Assisti:09/08/19
É uma pena que uma personagem tão legal como Lola tenha essa continuação tão preguiçosa. A intenção de Demy era que o filme fosse, guardadas as devidas proporções, um Europa '51 sobre Los Angeles. Não chega nem perto! Repetem-se alguns padrões de filmes anteriores, como o de sempre ter alguém indo ou voltando da guerra. Apesar de não ter o personagem da "mamãe gente boa". Já o personagem central, assim como o rapaz de "Lola (1961)" é, além de machista, um homem infantil e incerto de si. Largou o emprego, largou a arquitetura, não tem 100 pratas no bolso pra pagar suas contas, deve quase todos que conhece e está prestes a perder o carro pelas dívidas. Ele não sabe se assume um compromisso sério com a mulher com quem vive, não quer se casar nem ter filhos, que são os objetivos dela, mas sente ciúmes do contato dela com outros homens. Ela segura as pontas da casa e o primeiro empréstimo que ele consegue ao invés de sanar suas dividas, usa para perseguir a primeira mulher que vê na rua: Lola.
Se no filme Lola de 1961 esse tipo de personagem evolui, cresce e aprende com a "rejeição" dela, aqui ao final do filme Demy parece endorsar esse comportamento.
O cara conquista a mina com uma cantada que parece letra de pagode do Thiaguinho,
tipo "você já deu pra todo mundo, pode dar pra mim também." Talvez Demy estava em busca de um filme que refletisse as incertezas dos jovens da época, aquela transição entre anos 60 e 70, aquela instabilidade politica da guerra fria, aquela "geração Woodstock". Mas não precisava premiar um personagem babaca ao final do filme pra isso. Tudo bem que ela vai embora, mas é triste vê-lo usar uma de sua mais belas criações no cinema que foi Lola como troféu para o garotão indeciso. Imagino que a próxima mulher que ele encontrar pela frente substituirá o que ele sentia por Lola, assim como Lola substituiu o que ele sentia por Gloria.
Não é à toa que nem sua esposa Agnès Varda, achava grandes coisas dessa película.
Exibido pela Tv Globo na década de 1970 como "O Segredo Íntimo de Lola".