Um diário em vídeo sobre a guerra na Síria. O filme segue Obadiah Zytoon cruzando a fronteira da Turquia para a zona de guerra no início da guerra civil Síria.
Quando a Primavera Árabe atinge a Síria, em 2011, a radialista Obaidah Zytoon decide registrar com seus amigos os protestos nas ruas e a rebelião que logo tomaria conta do país. As 200 horas de material bruto produzidas durante este período mostram situações cotidianas bastante pessoais entre eles — um respiro aliviado para o tipo de narrativa que dificilmente esperaríamos ser menos do que brutal e dolorosa — e diversos eventos que antecedem o estado atual da região e sua população.
Dividido em sete capítulos, o documentário é um verdadeiro "antes e depois" dessa primeira revolta armada e de todos os efeitos provocados por ela. A câmera e a narração de Obaidah nos aproxima ainda mais dos personagens que lutam contra a repressão do governo de Bashar al-Assad e do exército sírio e tentam sobreviver aos ataques de grupos extremistas. A divisão dos capítulos constrói uma noção cronológica desses acontecimentos enquanto varia entre as cenas de guerra, os momentos privados passados com seus amigos e breves relatos de sírios que ocuparam as ruas com a genuína esperança de conquistar uma mudança de regime.
A destruição final não é realmente uma novidade e continua a ser estarrecedora, mas nos fornece novo significado após o contato íntimo e humanizado com alguns dos sírios que fazem parte do filme — relação que o noticiário seria incapaz de esboçar.
De todos os aspectos que se espera ver em um conflito como esse, nenhum supera a presença constante das crianças, algo que aparentemente nunca foi tão notável como agora. Algumas seguram armas com o treino do pai, muitas participam ativamente das manifestações e é comovente o tom racional e olhar amadurecido que elas, por falta de opção, acabam assumindo. Não é por acaso que o documentário começa com uma garotinha acompanhando um dos primeiros protestos e falando sobre vários temas sensíveis para ela e sua família. É essencial destacar essa escolha de edição da diretora, pois as tragédias vividas principalmente por essas crianças parecem não ter precedentes e mereciam mesmo um registro mais consistente.
Quando a Primavera Árabe atinge a Síria, em 2011, a radialista Obaidah Zytoon decide registrar com seus amigos os protestos nas ruas e a rebelião que logo tomaria conta do país. As 200 horas de material bruto produzidas durante este período mostram situações cotidianas bastante pessoais entre eles — um respiro aliviado para o tipo de narrativa que dificilmente esperaríamos ser menos do que brutal e dolorosa — e diversos eventos que antecedem o estado atual da região e sua população.
Dividido em sete capítulos, o documentário é um verdadeiro "antes e depois" dessa primeira revolta armada e de todos os efeitos provocados por ela. A câmera e a narração de Obaidah nos aproxima ainda mais dos personagens que lutam contra a repressão do governo de Bashar al-Assad e do exército sírio e tentam sobreviver aos ataques de grupos extremistas. A divisão dos capítulos constrói uma noção cronológica desses acontecimentos enquanto varia entre as cenas de guerra, os momentos privados passados com seus amigos e breves relatos de sírios que ocuparam as ruas com a genuína esperança de conquistar uma mudança de regime.
A destruição final não é realmente uma novidade e continua a ser estarrecedora, mas nos fornece novo significado após o contato íntimo e humanizado com alguns dos sírios que fazem parte do filme — relação que o noticiário seria incapaz de esboçar.
De todos os aspectos que se espera ver em um conflito como esse, nenhum supera a presença constante das crianças, algo que aparentemente nunca foi tão notável como agora. Algumas seguram armas com o treino do pai, muitas participam ativamente das manifestações e é comovente o tom racional e olhar amadurecido que elas, por falta de opção, acabam assumindo. Não é por acaso que o documentário começa com uma garotinha acompanhando um dos primeiros protestos e falando sobre vários temas sensíveis para ela e sua família. É essencial destacar essa escolha de edição da diretora, pois as tragédias vividas principalmente por essas crianças parecem não ter precedentes e mereciam mesmo um registro mais consistente.
R.I.P. Fifi