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Data de lançamento
5 Fev. 1993Duração
Jeff (Kiefer Sutherland) e Diane (Sandra Bullock) são um casal de namorados que decidem passar as férias juntos, mas repentinamente ela desaparece em um posto de gasolina. Jeff a procura por três anos, a ponto de ficar obcecado. Após este período Rita (Nancy Travis), a atual namorada de Jeff, decide ajudá-lo a descobrir o que aconteceu, pois deste jeito a relação deles está ficando insustentável. É quando surgem indícios do paradeiro de Diane.
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Esse filme me fez ter pesadelos por dias...
Visto em 24.08.2026.
fujam disso e vejam apenas a versão original
Antes de mais nada, é preciso analisar o contexto da época em que esse filme foi lançado. A obra original, vinda do cinema europeu, possui um tom bem mais sombrio e pessimista, algo bastante incomum no cinema hollywoodiano do início da década de 1990. Nesse sentido, a existência de um remake pouco tempo após o lançamento do filme original acaba se justificando.
Ainda assim, a história mantém a sua essência. O protagonista Jeff (Kieffer Sutherland) entra em uma espiral obsessiva após o desaparecimento de sua namorada, Diane, sequestrada por Barney (vivido por Jeff Bridges), um homem aparentemente comum, com família, trabalho em uma escola ou universidade e acima de qualquer suspeita. Sua motivação é simplesmente testar seus próprios limites morais, o que acaba chocando ainda mais dada tamanha banalização da violência e da apatia em relação ao ser humano. A busca incessante de Jeff, mesmo sem qualquer pista do paradeiro de Diane após anos de desaparecimento, leva o vilão a novamente testar os limites de humanidade — tanto os de Jeff quanto os seus próprios.
Rita, a nova namorada de Jeff — personagem com características diferentes do filme original — funciona como um elemento de esperança, representando a possibilidade de superação do profundo trauma vivido pelo protagonista.
Posto tudo isso, considero que se trata de um bom thriller. Acredito que muitas das críticas negativas venham principalmente de quem esperava uma cópia exata do filme holandês original. Se o remake tivesse sido lançado alguns anos mais tarde, talvez tivesse se beneficiado de uma liberdade maior por parte do estúdio para tratar a trama de forma mais sombria e desesperançosa. Afinal, filmes como Se7en e Arlington Road — este último também estrelado por Jeff Bridges — ajudaram a pavimentar o caminho para uma maior aceitação, tanto pelo público quanto pelos executivos de Hollywood, de thrillers com tons mais sombrios e finais menos conciliadores.
Filme hollywoodiano bem fraco em comparação com o original que é holândes, esqueçam esses pastiche e vão direto para o ouro que é o original de 88, que muda praticamente tudo e tem um dos finais mais macabros que já vi em filmes.