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Data de lançamento
10 Abril 2019Duração
Em um mundo pós-apocalíptico, uma família luta para sobreviver em um cenário completamente devastado por algum tipo de espécie desconhecida. Aprendendo a caçar para comer, eles contam apenas uns com os outros em um planeta onde agora quase ninguém é confiável. Enquanto a iminência de um desconhecido ataque final assola seus pensamentos, só lhes resta tentar entender as circunstâncias.
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Razoável. Chupado de um lugar silencioso, mas não é ruim.
⚠️ Alerta de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme, corre daqui.
"O Silêncio" não é apenas um filme ruim; é um atestado de ruindade intelectual emitido pela fábrica de salsichas da Netflix. Dirigido por John R. Leonetti — cara que aparentemente ganha a vida tentando adivinhar como se faz cinema de horror —, o longa é uma cópia descarada, desalmada e vagabunda do classico moderno "Um Lugar Silencioso". A diferença é que, enquanto o filme do John Krasinski usa o silêncio para criar tensão claustrofóbica, esta tralha usa o barulho para esconder a total incompetência de seu roteiro.
A premissa é a clássica indústria chupa-chupa pega o sucesso do vizinho, troca o monstro do espaço por morcegos pré-históricos de caverna e bota uma família pra fugir de carro. Stanley Tucci, Miranda Otto e Kiernan Shipka coitados, parecem ter aceitado o papel só pra pagar a fatura do cartão. Eles entram no modo de sobrevivência contra os "Vesps", mas a verdadeira ameaça da trama é a estupidez crônica dos próprios protagonistas.
Mas o cérebro deles evapora, a jumentice atinge o topo quando a família chega na casa da idosa. A velha transformou a propriedade num bunker com arame farpado e alarme atrai-bicho, só pra ela virar janta da própria armadilha numa cena patética, pro roteiro sem razão abrir as portas do refúgio pra familia. O melhor vem depois: após a família entrar na casa e se acomodar, eles simplesmente não fecham os portões, não trancam a porta da frente e nem lacraram a grade do túnel. Eles ficaram ali quietinhos, acho que assistindo a Netflix, esperando a morte vir ali, sentar a bunda na sala e levar eles depois.
E quando você acha que o roteiro já bateu no fundo do poço, ele encontra um alçapão: surge do nada o "Culto dos Sem-Língua". Em menos de quatro dias de apocalipse, um padre local em tempo recorde arrebanhou dezenas de malucos, passou a peixeira na língua deles e decidiu sequestrar a garota surda (Kiernan Shipka) porque ela é fértil. Qual o critério que esse cara usou? De onde que ele tirou essa porra? Ninguém sabe. Mas é de uma logística religiosa invejável pra quem teve apenas três dias de apocalipse.
E fica a dúvida: se o silêncio é sagrado, o que acontece quando alguém do culto tem uma crise de espirro ou solta um peido alto? Amputam o tóba do coitado? E pra fechar essa desgraça, os fanáticos decidem invadir a casa colando iPhones com fita crepe nas janelas tocando alarme. Assassinar por Bluetooth é a nova fronteira do terror. Caramba... pra comprar celular agora vai ser preciso tirar porte se arma.
Historicamente, Hollywood sempre teve essa tara infeliz de lançar clones baratos de grandes ideias — vide o que fizeram na época de "O Segredo do Abismo" do Cameron. Mas a Netflix elevou o plágio à categoria de arte descartável. "O Silêncio" é um filme que não merece análise séria, apenas o escárnio. Não vale nem o ódio. É o tipo de ruindade que a única utilidade real da obra é nos fazer aplaudir a coragem do cara que deu o "Play" na câmera.
Visto Ontem na Netflix, Achei Regular!
Eu adorei.
Só achei desnecessária a situação
com aquele culto. Eu entendo foi que pra colocar conflito, mas não precisava. Tava bom DEMAIS o núcleo familiar.
E o final foi bem tosco. Preferia ter visto
eles se adaptando no refúgio do que só ver a Ally e o Rob virando Katniss.
Mas no geral, o filme é bem bom. E achei legal que nesse
teve internet e comunicação, coisa que normalmente não
filme muito perdido.
The Silence começa com uma proposta boa, clima tenso e aquela sensação de que vem algo grandioso, mas vai se perdendo no próprio roteiro. As criaturas supostamente pré-históricas viveram milênios no escuro e simplesmente se adaptam ao mundo moderno sem medo de luz ou fogo, como se nada fosse, e ninguém explica direito do que elas se alimentavam nas cavernas sendo carnívoras. As pessoas também parecem esquecer qualquer noção básica de sobrevivência, ninguém pensa em reforçar a casa direito ou usar o ambiente a favor, e na cena da chuva com trovões — que deveria confundir totalmente seres que caçam por som — tudo continua funcionando perfeitamente para elas. O filme tinha potencial, mas escorrega em várias incoerências e termina deixando mais frustração do que impacto.