Tenho uma simpatia muito grande pelo diretor. E entendo que a proximidade da família Bressane faz com que ele queira emular o espírito belairiano o tempo inteiro. E admiro isso também. Mas ele rende-se ao pasticho nesta nova produção, no pior sentido do termo. Cita o romantismo godardiano, em chave invertida, para comentar as mazelas da especulação imobiliária urbana. Sai de um terreno que é seu (as provocações amorosas inicialmente pequeno-burguesas) em direção a uma contestação chapa-branca, que não se decide entre a intenção de experimentalismo de colagens e a crítica social chavonada. Fica abaixo do meio-termo em ambos os casos. Não respeita o espectador que se entretém (minha mãe gostou da "historinha"), pois não se decide acerca do rumo que tomará... Não acredita nos personagens (apesar da boa caracterização de Ingrid Guimarães - surpreendente, até!), o que redunda numa personificação extremamente deslocada de Chay Suede. Dá vergonha, até. Em sua curta duração, tem belos momentos, é contundente num ou noutro diálogo rememorativo. Mas não sabe o que quer. No meio de um clímax anti-policialesco, luzes estroboscópicas explodem na tela. Sem pujança, sem vigor, num automatismo assaz distante das provocações de quem ele tenta imitar... Não é mais tentativa, mas desgaste. Falência. O baixo orçamento não serve como desculpa aqui. Aplaude-se a persistência, mas faltou desejo. É concessivo demais! :( - WPC>
A própria sinopse que li no Festival no Ecrã já vende o filme como uma "paródia urbana". Daí as atuações serem meio caricatas em alguns momentos. Fiquei com aquele sabor de quem não sabe se gostou ou não. Talvez a ideia fosse melhor aproveitada em um curta de 20-25 minutos... Ainda sim, Sofá tem seus encantos.
Poxa, nao acho disponivel em lugar nenhum...
Maior surpresa dos filmes disponíveis no Festival Ecrã.
Tenho uma simpatia muito grande pelo diretor. E entendo que a proximidade da família Bressane faz com que ele queira emular o espírito belairiano o tempo inteiro. E admiro isso também. Mas ele rende-se ao pasticho nesta nova produção, no pior sentido do termo. Cita o romantismo godardiano, em chave invertida, para comentar as mazelas da especulação imobiliária urbana. Sai de um terreno que é seu (as provocações amorosas inicialmente pequeno-burguesas) em direção a uma contestação chapa-branca, que não se decide entre a intenção de experimentalismo de colagens e a crítica social chavonada. Fica abaixo do meio-termo em ambos os casos. Não respeita o espectador que se entretém (minha mãe gostou da "historinha"), pois não se decide acerca do rumo que tomará... Não acredita nos personagens (apesar da boa caracterização de Ingrid Guimarães - surpreendente, até!), o que redunda numa personificação extremamente deslocada de Chay Suede. Dá vergonha, até. Em sua curta duração, tem belos momentos, é contundente num ou noutro diálogo rememorativo. Mas não sabe o que quer. No meio de um clímax anti-policialesco, luzes estroboscópicas explodem na tela. Sem pujança, sem vigor, num automatismo assaz distante das provocações de quem ele tenta imitar... Não é mais tentativa, mas desgaste. Falência. O baixo orçamento não serve como desculpa aqui. Aplaude-se a persistência, mas faltou desejo. É concessivo demais! :( - WPC>
A própria sinopse que li no Festival no Ecrã já vende o filme como uma "paródia urbana". Daí as atuações serem meio caricatas em alguns momentos. Fiquei com aquele sabor de quem não sabe se gostou ou não. Talvez a ideia fosse melhor aproveitada em um curta de 20-25 minutos... Ainda sim, Sofá tem seus encantos.