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Data de lançamento
15 Maio 2020Duração
Em 1985, o agente do DEA "Kiki" Camarena foi sequestrado, torturado e assassinado pelos mais conhecidos chefes do tráfico do México. Trinta e cinco anos depois, três ex-informantes do cartel revelam detalhes inéditos. Esta é a história de Camarena, do cartel de drogas no qual ele se infiltrou e do agente da Narcóticos que arriscou tudo para descobrir a verdade.
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Fui ver isso com as expectativas baixíssimas, achando que seria um monte de pataquada e americanismos acríticos. Recebi, na verdade, uma visão anti sistema, que colocou mais uma camada na falácia da guerra às drogas.
Já vi muito documentário mostrando os absurdos do governo dos EUA e achava que já tinha visto de tudo. Inclusive, até o terceiro episódio eu tava achando meia boca. Mas o último episódio me pegou de surpresa. Eh muito chocante o desfecho dessa história.
Tenho dito: tem que acabar o americanismo!
Como entender tanta maldade? Tou meio deprimida com tudo que vi, ainda mais sabendo que o
próprio governo e o DEA estavam envolvidos na morte dele
Comecei a assistir a essa série hoje, e já recomendo. Vale a pena saber mais sobre a história de "Kiki" Camarena. Só lamento a série ser tão pouco conhecida e também pouco comentada.
Se você assistiu a primeira temporada de Narcos: México, conheceu a história trágica do agente da DEA Kiki Camarena, capturado, torturado e assassinado pelo cartel de Guadalajara em retaliação de uma apreensão e destruição do campo de maconha construído no deserto. Entretanto, também deve ter ficado frustrado em saber como a investigação de seu assassinato deu com os burros n'água, apesar da resposta do governo norte-americano ter sido rápida, incisiva e brutal formalizando, de vez, a guerra das drogas dentro do México.
Este documentário desenvolve uma teoria da conspiração oportuna de quem tenha sido o mandatório do assassinato de Kiki a partir dos relatos de 5 pessoas: Hector Berrellez, ex-agente da DEA, Geneva Camarena, a esposa de Kiki, e de mais três policiais mexicano que mantinham relação com os cartéis de drogas. É aí que a narrativa fica interessante porque serve tanto de maneira de expiação tardia dos pecados desses homens, que testemunharam assassinatos brutais e desumanos (qual que não é, pensando bem), quanto de informação privilegiada do que de fato aconteceu com Kiki.
São testemunhas preciosas, mas cuja palavra, desacompanhada das provas concretas do que afirmam, termina por conferir menor valor ou esta característica conspiratória ao relato deles, que não é menos do que teatral (sobretudo de Jorge Godoy, que muitas vezes parece possuído e seus olhos reviram nas órbitas enquanto confessa). É óbvio, no entanto, que se pensarmos na estrutura de poder latino-americana e na influência norte-americana na região para superar a interferência soviética, a verdade apresentada não parece muito absurda e que poderosos também tinham interesse em calar a boca de Kiki.
De todo modo, The Last Narc é um complemento bem-vindo a quem curtiu Narcos: México, para discernir fatos de ficção, ou mesmo para quem não é familiarizado com a guerra às drogas. Afinal, a hipocrisia e maldade estão no DNA humano desde sempre, e quando poder, dinheiro e drogas começam a se misturar, você pode apostar que há algo de muito podre neste reino.