Maio de 1940. A Alemanha invade a Europa. Julien Maroyeur (Jean-Louis Trintignant), um modesto reparador de rádios numa pequena cidade do norte da França, decide fugir com sua mulher grávida, Monique, e sua pequena filha. No trem eles são separados, e ele conhece Anna Kupfer (Romy Scheneider), uma jovem e bela alemã que foge de seus compatriotas por ser de origem judaica. Durante a viagem, eles se apaixonam.
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Co-produção franco-italiana em Eastmancolor que é um drama de guerra romântico da Lira Films, Capitolina Produzioni Cinematografiche e Fox-Lira. Também conhecido como "O trem" e "O trem do êxodo", foi baseado no romance homônimo de 1961, de Georges Simenon (1903-1989).
Como o diretor e roteirista Pierre Granier-Deferre (1927-2007) fez parte do Êxodo (aos 13 anos), ele pôde adicionar muitas observações pessoais à sua descrição do voo (como pessoas que permaneceram alegres apesar da tragédia da situação, freiras colhendo flores em um campo durante um bombardeio, ...). Foi a atriz Romy Schneider (1938-1982) quem contatou Granier-Deferre e expressou seu desejo de fazer um filme com ele. O nome do personagem de Jean Louis Trintignant (1930-2022) é Maroyeur, o mesmo nome de personagem que Jean Gabin tinha em outro filme de Granier Deferre: A droga (70), feito 3 anos antes. Último filme de Paul Amiot (1886-1979).
Eu também sempre tenho muita dificuldade com essas pessoas que se "apaixonam" quase instantaneamente, sem nem mesmo conhecerem o outro. Técnica interessante... curtas cenas de documentário em preto e branco nos flashbacks de guerra expandidas em cores para a história humana.
Lindo filme, música e fotografia fascinantes. Romy, como sempre, belíssima.
Quero assistir o filme,O último trem,com a Romy Schneider.Como faço para adquirir?
Nas situações mais improváveis e desesperadoras as almas gêmeas se reconhecem... ou será que é o medo diante do desconhecido e da morte que faz as pessoas descobrirem a si mesmas nos outros? De qualquer modo, o fator guerra tanto pode colocar irmão contra irmão quanto unir estranhos. E é diante de uma França invadida pelos nazistas, numa fuga incerta, que um francês e uma judia alemã iniciam um romance.
"O último trem" tem seus bons momentos, traz um Jean-Louis Trintignant muito bem em seu papel (o ator adequado para um personagem emocionalmente contido, que transmite muito com poucas palavras) e a bela Romy Schneider (a eterna imperatriz "Sissi") num desempenho que achei bom mas poderia render mais. É um romance que por pouco não descamba para um melodrama xaroposo (por isso mesmo achei que o filme deveria ter uma duração menor) porém o próprio contexto da história tratou de dar à narrativa um tom de suspense e tragédia iminente. Também lamentei por o filme não ter dado uma atenção maior aos atores coadjuvantes.
Por vezes moroso, por vezes emocionante (assim como as nossas vidas), "O último trem" não é um dos grandes filmes sobre as consequências de uma guerra. Mas é uma história envolvente. E gostei muito do final.
Acabei de ver o filme e acho que não irei mais esquecer essa cena final...
Os destaques ficam por conta da ótima produção, da trilha sonora (a música do Philippe Sarde é de doer no peito de tão linda) e, é claro, pela Romy Schneider, que como sempre, está esbanjando talento e beleza.