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Data de lançamento
15 Out. 2014Duração
Abril de 1945. Enquanto os Aliados fazem sua incursão final na guerra pela Europa, um sargento do exército endurecido pela guerra chamado Wardaddy (Brad Pitt) é responsável pelo comando de um tanque Sherman e uma equipe com cinco homens em uma missão mortal atrás das linhas inimigas. Em menor número, com pouco armamento, e lidando com um soldado novato em seu esquadrão, Wardaddy e seus homens encaram inúmeras adversidades em suas tentativas heróicas de atacar o coração da Alemanha nazista.
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não gosto muito de filme de guerra, mas esse aqui me fez sentir o peso de cada cena. fiquei presa naquela tensão do começo ao fim. não é só tiro e porrada, tem umas cenas que ficam na cabeça. gostei muito.
Brutal. Um óti.o filme sobre guerra. Mostrando a visceral escolha entre manter sua humanidade e continuar vivo.
#revisitando
Top d + 🤙🏻
Corações de ferro rejeita qualquer romantização da guerra. Em vez de celebrar heroísmo ou patriotismo, o filme mergulha na brutalidade física e psicológica do conflito, mostrando homens que já perderam grande parte da humanidade apenas para continuar vivos. O resultado é um dos retratos mais duros e realistas da Guerra.
A história acompanha Don "Wardaddy" Collier, comandante de um tanque americano nos final da Segunda Guerra Mundial. Ao receber um jovem soldado sem experiência para integrar sua equipe, ele conduz a equipe por uma missão em território inimigo. Enquanto enfrentam tropas alemãs, cada batalha se transforma em um teste de sobrevivência, lealdade e resistência emocional.
O filme vai além da ação ao discutir como a guerra destrói valores e transforma pessoas comuns em sobreviventes endurecidos. O roteiro explora a desumanização provocada pelo conflito, questionando até que ponto ainda é possível preservar princípios morais quando a violência se torna rotina.
Brad Pitt entrega um dos papéis mais maduros de sua carreira, construindo um líder respeitado não por discursos heroicos, mas pelas cicatrizes que carrega. A evolução do Norman é convincente e funciona como a porta de entrada para aquele universo brutal. O restante da tripulação também possui personalidade suficiente para tornar seus conflitos emocionais relevantes.
A fotografia acinzentada reforça o clima de desgaste constante, enquanto o som transforma cada disparo de tanque em um impacto visceral. As cenas de combate são caóticas sem perder clareza visual, transmitindo a sensação de confinamento e vulnerabilidade dentro do blindado. O que me deixou desconfortável foi a coloração aplicada nos rastros dos tiros. Sempre com cores esverdeadas e avermelhadas durante os confrontos. Em dado momento, cheguei a cogitar que estava vendo Star Wars.
A experiência é intensa do início ao fim. O ritmo alterna momentos de silêncio desconfortável com explosões repentinas de violência, permitindo que o compreender tanto o desgaste psicológico quanto o horror físico enfrentado pelos soldados.
Corações de Ferro é um estudo sobre liderança, culpa, sobrevivência e os efeitos irreversíveis da violência sobre o ser humano. Sem buscar discursos patrióticos ou finais confortáveis, entrega uma obra madura, brutal e emocionalmente marcante. Um dos melhores filmes de guerra do século XXI, sustentado por atuações excelentes, direção segura e uma representação implacável da brutalidade dos campos de batalha.
Nota: 9,8
Dirigido por David Ayer, "Corações de Ferro" é, sem dúvida, um retrato brutal da Segunda Guerra Mundial, mostrando os duros efeitos que o conflito provocou em civis e militares - não poupando sequer aqueles que estavam do lado vitorioso. Em meio a várias qualidades do filme, creio, no entanto, que a produção pecou, de maneira considerável, na história abordada - que, mesmo inserida em um contexto real, é fictícia - e no desenvolvimento dos personagens.
Irei começar aqui por tudo aquilo que considero que Ayer acertou. A sua direção, em primeiro lugar, bem como todos os aspectos técnicos do longa metragem, é algo que não pode ser ignorado, sobretudo pela sua precisão nas cenas de batalha. O diretor consegue, de maneira competente, retratar os conflitos com realismo e fidelidade histórica e, ao mesmo tempo, transmitir ao espectador a tensão sentida pelos personagens.
Quanto a mensagem repassada pela película, é bem claro que corresponde a uma mensagem contra a guerra de uma maneira geral, mostrando a destruição que provoca no mundo e em cada soldado individualmente. Colocados dentro de uma carnificina, os homens, em sua maioria, ou são extremamente frios e desprovidos de emoções, ou são entregues aos seus instintos mais primitivos, como resultado de traumas sofridos em batalha.
O problema é que, independente da mensagem que alguém queira repassar em um filme, ela deve ser sempre acompanhada de uma história e personagens consistentes e interessantes, e é esse o ponto em que esta obra falha. A começar pelos personagens, confesso que, com exceção do Norman e do Boyd, eu não senti interesse por absolutamente nenhum dos que estão representados na trama. E eu diria que todos os personagens, até mesmo aqueles aos quais tive uma maior conexão, são muito mal desenvolvidos e, em diversos momentos, extremamente genéricos e caricatos.
Aliás, quanto ao personagem interpretado por John Bernthal, ele é tão repugnante que, em dado momento, até me faz torcer para que algum nazista o mate. Como mencionei antes, o objetivo do filme é exatamente mostrar os efeitos da guerra nos soldados, mas, no caso deste personagem em particular, passou-se bastante do ponto. Os roteiristas miraram em alguém traumatizado e transformado pela guerra, mas acabaram acertando em alguém que, convenhamos, mais parece meramente um completo imbecil e sem qualquer característica para ser elogiada.
E, com relação à história em si, o filme é repleto de cenas que ou falham em repassar a mensagem desejada ou pecam pela inconsistência. Por exemplo, existe uma cena em o comandante leva Norman a uma sala repleta de nazistas mortos e diz algo no sentido de que "ideais são pacíficos, mas a realidade é violenta" e depois ambos saem do local sem falar mais alguma palavra, e confesso que não entendi o que uma coisa tem haver com a outra. Pareceu-me uma tentativa do filme ser mais profundo do que realmente os roteiristas são capazes de entregar em profundidade.
Outro momento desses é aquele em, novamente, o comandante e Logan estão juntos, dessa vez com duas mulheres alemãs em um apartamento. A intenção, creio, era procurar trazer uma maior leveza à história para, em seguida, mostrar a perversão sexual dos outros soldados, já completamente afetados pela guerra, que chegaram depois. No entanto, o resultado foi apenas uma cena extremamente desconfortável, grotesca e que prolongou-se mais do que deveria por motivos que desconheço - o comandante, inclusive, poderia ter, logo no começo, impedido os seus subordinados de agir de maneira mal educada com a garota, mas permitiu a situação continuar bem além do aceitável.
E, para completar, a cena final, que é absurda. Apesar do comandante, no começo do filme, dizer que nada mais importava para ele do que manter os seus companheiros vivos, ele não vê problema algum em arriscar a sua própria vida e a dos outros ao enfrentar, apenas com seu tanque atolado, uma tropa de trezentos soldados alemães, quando ele poderia simplesmente recuar e retornar ao combate com reforços. Um comportamento, no mínimo, inconsistente por parte do personagem. E, por incrível que pareça, apesar de toda a desvantagem numérica, os alemães são derrotados no confronto, o que seria impossível na vida real.
Não me levem a mal, o filme tem uma direção, no aspecto técnico, exemplar, além de uma excelente fotografia, boas atuações e cenas de batalha eletrizantes. Porém, o fraco roteiro, bem como o praticamente nulo desenvolvimento dos personagens - com a exceção de Norman, acaba, sem dúvida, atrapalhando a mensagem que a obra queria passar e ofuscando as qualidades apresentadas. Veredito: não é ruim e dá para passar o tempo, mas está longe de ser essa obra prima que vi vários comentando.