PAULO LIMA DA COSTA NETO
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Fortaleza - (🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

PAULO LIMA DA COSTA NETO
½
1 dia atrás

Reassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.

Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.

Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.

#revisitando

PAULO LIMA DA COSTA NETO
½
2 dias atrás

Para começo, gostaria de partir de um pensamento que tenho: uma guerra nada mais é do que uma batalha de narrativas, onde ninguém realmente vence, porque todo sangue humano derramado é um grande desperdício de vida. Uma pena que, em alguns casos, ela pareça necessária, mas isso não deixa de torná-la um desperdício.

Dito isso, Entre Irmãos é um filme muito tocante sobre como determinadas ações podem mudar uma pessoa para sempre. O arco do personagem principal, vivido por Tobey Maguire, gira justamente em torno disso. Ele é uma pessoa correta, que sempre conduziu a vida de forma íntegra, mas, ao ser colocado em uma situação extrema e completamente contrária aos seus valores, toma uma decisão que o marca para sempre. Depois disso, ele simplesmente não consegue voltar a ser quem era.

O final do filme me pareceu muito acertado. Há uma frase que ele diz nos momentos finais que, parafraseando, seria algo como: "Só os mortos veem o fim da guerra". Em seguida, surge a grande questão: será que ele conseguirá reaprender a viver? E essa é justamente a essência do filme. Reaprender a viver após o trauma.

O que ele vivenciou o fez desacreditar de tudo aquilo em que acreditava. É um retrato muito forte das cicatrizes invisíveis deixadas pela guerra.

Natalie Portman está muito bem em seu papel, assim como Jake Gyllenhaal, que também entrega uma ótima atuação. Mas o grande destaque é Tobey Maguire, que carrega o peso emocional da história de forma impressionante.

Um filme muito bom, que vale a pena ter na coleção e que certamente merece ser revisitado.
#rumoaos2000

editado

Sabrina (1954)

O filme é muito mais romântico e menos sagaz do que A Princesa e o Plebeu. Ainda assim, tem uma dinâmica muito boa, daquelas em que você nem percebe o tempo passar.

Mais uma vez, assim como em A Princesa e o Plebeu, existe aquela pegada mais teatral dos primeiros anos da Hollywood clássica, especialmente dos filmes das décadas de 30, 40 e 50. Os diálogos são muito bem executados, o roteiro é muito bom e o filme consegue prender bastante a atenção.

A atuação da Audrey Hepburn é excelente. Já a atuação do irmão mais velho também é boa, mas senti que escalaram um ator velho demais para o papel. Acho que funcionaria melhor se a diferença de idade entre os irmãos fosse menor — algo como o mais novo com 26 ou 27 anos e o mais velho na casa dos 30 e poucos. Em alguns momentos, essa diferença me pareceu exagerada.

Mas, ignorando isso, o filme passa muito bem. É uma comédia romântica leve e agradável. Os personagens não têm um background tão aprofundado, mas isso não chega a atrapalhar. A história funciona, é divertida e conta com uma trilha sonora muito boa, com destaque para "La Vie en Rose".

No geral, gostei bastante. É um filme muito bom e uma ótima comédia romântica da era clássica de Hollywood.

#rumoaos2000