Reassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.
Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.
Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.
Para começo, gostaria de partir de um pensamento que tenho: uma guerra nada mais é do que uma batalha de narrativas, onde ninguém realmente vence, porque todo sangue humano derramado é um grande desperdício de vida. Uma pena que, em alguns casos, ela pareça necessária, mas isso não deixa de torná-la um desperdício.
Dito isso, Entre Irmãos é um filme muito tocante sobre como determinadas ações podem mudar uma pessoa para sempre. O arco do personagem principal, vivido por Tobey Maguire, gira justamente em torno disso. Ele é uma pessoa correta, que sempre conduziu a vida de forma íntegra, mas, ao ser colocado em uma situação extrema e completamente contrária aos seus valores, toma uma decisão que o marca para sempre. Depois disso, ele simplesmente não consegue voltar a ser quem era.
O final do filme me pareceu muito acertado. Há uma frase que ele diz nos momentos finais que, parafraseando, seria algo como: "Só os mortos veem o fim da guerra". Em seguida, surge a grande questão: será que ele conseguirá reaprender a viver? E essa é justamente a essência do filme. Reaprender a viver após o trauma.
O que ele vivenciou o fez desacreditar de tudo aquilo em que acreditava. É um retrato muito forte das cicatrizes invisíveis deixadas pela guerra.
Natalie Portman está muito bem em seu papel, assim como Jake Gyllenhaal, que também entrega uma ótima atuação. Mas o grande destaque é Tobey Maguire, que carrega o peso emocional da história de forma impressionante.
Um filme muito bom, que vale a pena ter na coleção e que certamente merece ser revisitado. #rumoaos2000
O filme é muito mais romântico e menos sagaz do que A Princesa e o Plebeu. Ainda assim, tem uma dinâmica muito boa, daquelas em que você nem percebe o tempo passar.
Mais uma vez, assim como em A Princesa e o Plebeu, existe aquela pegada mais teatral dos primeiros anos da Hollywood clássica, especialmente dos filmes das décadas de 30, 40 e 50. Os diálogos são muito bem executados, o roteiro é muito bom e o filme consegue prender bastante a atenção.
A atuação da Audrey Hepburn é excelente. Já a atuação do irmão mais velho também é boa, mas senti que escalaram um ator velho demais para o papel. Acho que funcionaria melhor se a diferença de idade entre os irmãos fosse menor — algo como o mais novo com 26 ou 27 anos e o mais velho na casa dos 30 e poucos. Em alguns momentos, essa diferença me pareceu exagerada.
Mas, ignorando isso, o filme passa muito bem. É uma comédia romântica leve e agradável. Os personagens não têm um background tão aprofundado, mas isso não chega a atrapalhar. A história funciona, é divertida e conta com uma trilha sonora muito boa, com destaque para "La Vie en Rose".
No geral, gostei bastante. É um filme muito bom e uma ótima comédia romântica da era clássica de Hollywood.
Para começar, achei Jogo de Espiões um filme muito maçante. Não quero usar a palavra "chato", porque acho que seria simplificar demais a questão, mas a sensação que tive durante boa parte da exibição foi justamente essa: um ritmo excessivamente arrastado.
O grande destaque do filme, para mim, é a atuação de Robert Redford. Ele sustenta boa parte da narrativa com sua presença e entrega uma interpretação muito competente. Já o personagem de Brad Pitt me pareceu pouco relevante dentro do conjunto da obra. Sinceramente, ele poderia ter sido interpretado por praticamente qualquer outro ator sem alterar de forma significativa o resultado final. Chamá-lo de coadjuvante importante talvez até fosse um elogio.
Apesar disso, reconheço que o filme tem qualidades. As histórias que são contadas ao longo da trama são interessantes, o roteiro possui boas ideias e a premissa é bastante sólida. Há mérito no que o filme se propõe a fazer.
Ainda assim, minha experiência foi negativa. E não digo isso por ter dificuldade com filmes lentos ou mais contemplativos. Pelo contrário: gosto de obras como Stalker e Possession, que também exigem paciência do espectador e possuem um ritmo desafiador. Mesmo assim, Jogo de Espiões me pareceu excessivamente arrastado.
Curiosamente, saí com a sensação de que talvez precise assisti-lo novamente no futuro. É um daqueles casos em que consigo enxergar as qualidades da obra, mas, nesta primeira experiência, elas não foram suficientes para me envolver.
No fim das contas, achei o filme ruim. Essa é uma opinião extremamente pessoal, claro, mas foi a impressão que ficou após a sessão. Reconheço seus méritos, mas simplesmente não funcionou para mim.
Bem, primeiramente, para a gente entender melhor o filme, temos que pensar no período em que ele foi feito. Estamos falando de uma produção da década de 1950, ainda sob toda a política de censura de Hollywood, e realizada em um mundo completamente diferente daquele em que vivemos hoje, em 2026.
Dito isso, o filme trabalha muito bem as questões da época. Ele mostra o anseio da princesa em ser algo mais do que apenas um papagaio da própria coroa e a vontade que ela tem de experimentar uma vida real.
Em determinado momento, eu me lembrei de uma cena de Os Estagiários, quando os personagens do Owen Wilson e do Vince Vaughn estão diante dos entrevistadores e são questionados sobre um suposto programa social que realizam. Eles respondem que pegam crianças de classe média e ensinam como é ser pobre. Às vezes, o filme me passou um pouco essa sensação quando a princesa pega o dinheiro do personagem do Gregory Peck e sai por Roma gastando, tomando sorvete e vivendo a cidade. Parece uma pessoa que tem tudo aprendendo como é não ter nada, mas, ao mesmo tempo, continuando a ter tudo. Porque dinheiro sem liberdade não adianta muita coisa. E o filme constrói essa narrativa de forma muito bem feita.
Existe todo um certo teatrismo por trás da obra, algo muito ligado à época. As atuações são mais teatrais, mais pausadas, os diálogos são mais longos e rebuscados, mas funcionam muito bem dentro da proposta. O filme não fica enfadonho. A história é contada de forma rápida para os padrões da época e mantém o interesse do começo ao fim.
O desfecho também é muito bom. Não é necessariamente um final feliz, mas também não é um final triste. É simplesmente um final que parece o mais provável. Se uma situação como aquela realmente acontecesse, provavelmente terminaria daquela forma. Inclusive, enquanto eu assistia à cena em que Gregory Peck caminha em direção à saída, pensei: "Pô, o final tem que ser assim". Pouco depois vieram os letreiros, e eu percebi que realmente não havia outro encerramento possível para que o filme permanecesse coeso e satisfatório.
Quanto às atuações, tanto Audrey Hepburn quanto Gregory Peck dão uma verdadeira aula. Não é o primeiro filme que assisto de nenhum dos dois, e posso dizer que ambos possuem um preciosismo muito grande, oriundo daquela escola de interpretação das décadas de 30, 40 e 50. É uma atuação mais teatral, herdada dos palcos e incorporada ao cinema. Quando o cinema sonoro surgiu, muito dessa tradição veio junto, e isso fica evidente aqui.
Há uma musicalidade muito bonita na forma como os diálogos são conduzidos. O inglês soa mais limpo, mais elegante, e isso contribui bastante para o charme do filme. Gostei muito da atuação dos dois.
A fotografia também é lindíssima. Foi muito interessante ver Roma em preto e branco. Estamos acostumados a enxergar a Itália através de produções mais modernas, como Para Roma, com Amor, do Woody Allen, ou até Cartas para Julieta, que não se passa em Roma, mas mostra outras paisagens italianas. Ver Roma registrada daquela forma, na década de 1950, foi uma experiência muito interessante.
No fim das contas, é um filme muito bom, extremamente revisitável, com grandes atuações, uma ótima história e um final que respeita a própria narrativa.
O último filme que assisti nesse fim de noite foi Cry Wolf, um terror B de assassino em série.
O filme me surpreendeu positivamente. Não é It: A Coisa, do Stephen King, mas também está longe de ter um roteiro ruim. Como acontece com muitos filmes de terror, é preciso relevar alguns absurdos ao longo da história. Ainda assim, o desfecho entrega um plot interessante e a narrativa consegue sustentar o mistério até o final.
A tensão é constante. Você passa boa parte do filme tentando descobrir quem está por trás de tudo, e essa dúvida é justamente o que mantém o suspense funcionando.
Foi um daqueles filmes que comprei porque vinha junto com outros pelos quais eu realmente tinha interesse. Acabou sendo uma surpresa agradável e, sinceramente, vai permanecer na coleção.
Dentro da proposta de um terror B com elementos de suspense, o filme entrega mais do que eu esperava. Claro que existem situações que exigem certa boa vontade do espectador, mas nada que comprometa a experiência.
Vale a revisita. É um bom terror para o final da noite: não é pesado demais, mas também não é esquecível. Um suspense simples, competente e que consegue prender a atenção do começo ao fim.
Primeiro, eu sou fã do Morgan Freeman. Antes de assistir ao filme, inclusive, fiz um post no meu Instagram dizendo que o Morgan Freeman nunca me decepcionou. Até hoje, não assisti a nenhum filme dele que tenha me decepcionado, e com esse não foi diferente.
Cara, que filme. É um filme claustrofóbico, com uma sensação de pressão constante a todo momento. As atuações são perfeitas, tanto do Gene Hackman quanto do Morgan Freeman, misturadas com uma atuação mais distante e contida da Monica Bellucci, que combina muito com a personagem.
O filme explora bastante os segredos dentro dos relacionamentos e até onde uma pessoa pode chegar para escondê-los ou protegê-los. A tensão do interrogatório é trabalhada de forma excelente do início ao fim, mantendo o espectador preso à história.
E a reviravolta final foi perfeita. Funcionou muito bem e deu ainda mais força para tudo o que o filme vinha construindo ao longo da trama.
Foi uma grata surpresa. Peguei esse filme sem pretensão nenhuma em um leilão e, para ser sincero, cheguei até a cogitar vendê-lo. Depois de assistir, não tem a menor chance. Vai permanecer na minha coleção.
Um filme muito bom, com atuações impecáveis, uma atmosfera sufocante na medida certa e uma história que prende do começo ao fim. Faltou muito pouco para eu considerá-lo excelente, mas ainda assim foi uma baita aquisição para a coleção.
Bem, primeiro, eu adoro os filmes do Tarantino. Pra mim, ele está facilmente numa prateleira de top 5 diretores de Hollywood. Inclusive, foi isso que me fez comprar o box dele, muito por conta de virem filmes como Pulp Fiction e Kill Bill, porque eu queria muito assistir Pulp Fiction. E nesse box veio junto Jackie Brown.
Então resolvi começar justamente por aquele sobre o qual eu tinha menos conhecimento. E foi uma grata surpresa.
O filme é muito bem roteirizado. A história dá reviravoltas e apresenta acontecimentos importantes o tempo todo, mantendo o interesse do espectador do início ao fim. A personagem Jackie é muito bem construída e a atriz está de parabéns pela atuação. Samuel L. Jackson, mais uma vez, está fenomenal. Sinceramente, eu não me lembro de ter assistido a um filme com ele em que eu pudesse dizer que ele foi ruim. O cara é muito bom.
Inclusive, senti algumas semelhanças nesse personagem dele com outro papel que ele fez em um filme de agente secreto, cujo nome eu simplesmente não estou conseguindo lembrar agora. Mas, de alguma forma, me passou uma energia parecida.
Agora, uma coisa que me incomodou um pouco foi a utilização de alguns personagens. Temos um grande nome como Michael Keaton interpretando um policial que praticamente não aparece no filme. O outro policial, parceiro dele, também não tem influência significativa na história. Sinceramente, eles poderiam nem existir que pouca coisa mudaria. Poderiam ter sido interpretados por atores desconhecidos que o impacto seria praticamente o mesmo. O arco dos dois é muito fraco.
O mesmo vale para o personagem do Robert De Niro. Durante boa parte do filme, eu fiquei me perguntando qual era exatamente a função dele na trama. Não enxerguei tanta utilidade para o personagem, e me pareceu que ele poderia ter sido melhor aproveitado.
Mas esses questionamentos não tiram a qualidade do filme. Muito pelo contrário. Jackie Brown continua sendo um excelente filme, muito bem escrito e extremamente agradável de assistir.
E tem a reviravolta final, que é um pouco previsível em alguns aspectos, mas muito bem executada. No fim das contas, gostei bastante do filme e recomendo assistir.
Esse filme eu assisti no cinema no ano do lançamento, que deve ter sido em 2011 ou 2012, não lembro ao certo. E foi uma grata surpresa. O que talvez nem fosse tão surpreendente assim, já que o Jim Carrey é um fenômeno. E aqui não foi diferente: ele pegou o filme debaixo do braço e carregou nas costas.
O filme é muito divertido, engraçado e leve. É um filmão daqueles que vai mudar a sua vida? Não, não é. Mas é exatamente o tipo de filme que vai cumprir aquilo que se propõe a fazer: divertir e fazer você passar um bom tempo.
Às vezes as pessoas falam: "Ah, esse filme é mais do mesmo". Mas qual é o problema disso? Tem uma frase que diz que, se tudo for extraordinário, nada mais será extraordinário. E eu concordo. A gente também precisa desses filmes mais ou menos para aqueles dias em que nós estamos mais ou menos.
Tem dias em que você só quer sentar em frente à televisão, colocar um filme tranquilo e relaxar. E esse filme faz isso muito bem. As piadas são bem colocadas, a dinâmica familiar funciona, e os pinguins roubam a cena praticamente o tempo todo, deixando o timing cômico ainda mais afiado.
É um filme leve, divertido e despretensioso. Ideal para um fim de noite, quando você não está procurando uma obra que vá impactar sua vida ou transformar seu mindset. Você só quer relaxar, talvez comer uma pipoca e dar algumas risadas. Mas, ao mesmo tempo, o filme também consegue trazer pequenas reflexões sobre família, relacionamentos e prioridades.
Pra mim, é um filme muito bem-feito dentro daquilo que se propõe. Sim, ele é mais do mesmo em vários aspectos, mas nem sempre isso é um defeito. Às vezes, tudo o que a gente precisa é justamente de um filme simples, divertido e confortável. E Os Pinguins do Papai entrega exatamente isso.
Analisar um filme baseado em fatos reais sempre é complicado para mim. Principalmente quando se trata de um acontecimento tão trágico quanto os atentados de 11 de setembro, que ceifaram a vida de inúmeras pessoas e causaram uma comoção mundial.
Eu me lembro, mesmo que vagamente, daquele dia. Lembro de chegar em casa e ver as notícias na televisão. Talvez por isso seja tão difícil assistir a um filme como Voo United 93 e tentar separar completamente o lado emocional da análise. Fica difícil olhar apenas para aspectos técnicos, como atuação, direção ou roteiro.
O filme tem uma abordagem quase documental. Eu não sei exatamente o quanto ele é fiel aos acontecimentos reais, nem quais fontes foram utilizadas para reconstruir a história — se recorreram às caixas-pretas, às ligações feitas pelos passageiros ou a outros registros da época. Mas a sensação que fica é de estar acompanhando algo muito próximo do que aconteceu.
É um filme muito bom, e fico feliz de tê-lo na minha coleção. Acredito que a primeira vez que o assisti tenha sido por volta de 2006, quando aluguei o DVD. Desde então, ele ficou marcado na minha memória.
O que mais me chama atenção é como o filme é rápido. Nada é explicado para o espectador. As coisas simplesmente acontecem, da mesma forma que aconteceram naquele dia. Não há tempo para apresentações longas ou para desenvolver grandes histórias paralelas. O foco está no acontecimento em si.
No fim das contas, eu vejo Voo United 93 como um filme sobre dor. Ele mostra o desespero dos passageiros, as ligações para os familiares, a incredulidade das autoridades, das forças armadas, das agências aéreas e de todos que tentavam entender o que estava acontecendo. Mostra a mobilização, mas principalmente o impacto humano daquela tragédia.
Também acho acertada a decisão de não apostar em grandes estrelas de Hollywood. O foco nunca foi fazer um blockbuster. A proposta era contar aquela história da forma mais crua e realista possível, em uma abordagem muito mais próxima de um documentário do que de um filme tradicional. E talvez seja justamente isso que faz Voo United 93 funcionar tão bem.
A proposta de Armadilha é interessante: dois ladrões se encontram para realizar um grande roubo, misturando suspense, ação e algumas reviravoltas ao longo da história. No papel, parece um filme que tinha tudo para funcionar. Mas, na minha opinião, ele acaba ficando muito abaixo do que poderia ser.
O principal problema está no roteiro. Existem algumas reviravoltas interessantes no final, mas elas não são bem construídas durante o filme. Quando chegam, até surpreendem em certa medida, mas faltou uma base mais sólida para que realmente tivessem impacto.
Outro ponto que me incomodou bastante foi a atuação dos protagonistas. Sean Connery e Catherine Zeta-Jones são ótimos atores, isso é inegável, mas aqui simplesmente não me convenceram. A química entre os personagens não funciona tão bem quanto o filme parece acreditar que funciona.
Também me chamou atenção a sexualização excessiva da personagem da Catherine Zeta-Jones. E não, não estou falando isso por ser uma pessoa puritana. Eu acredito que cenas desse tipo podem funcionar quando ajudam a desenvolver a trama, os personagens ou o contexto da história. O problema é que aqui elas parecem existir apenas por existir.
Tem momentos que chegam a ser estranhos. Como quando os personagens mal se conhecem, estão dividindo o mesmo quarto, e ela simplesmente vai dormir nua como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Ou a famosa cena do museu, que acaba chamando mais atenção pela forma como foi filmada do que pela tensão do roubo em si.
E tudo bem quando esse tipo de exagero aparece em uma comédia besteirol, porque você já espera isso. Mas em um filme que tenta se levar mais a sério, essas escolhas acabam deixando algumas cenas involuntariamente cômicas. Em vez de aumentar a imersão, me fizeram pensar várias vezes: "isso é ridículo".
No fim das contas, Armadilha é um filme que tinha potencial para ser muito melhor. A premissa é boa, o elenco é excelente, mas tudo acaba esbarrando em um roteiro fraco, personagens pouco convincentes e escolhas que mais atrapalham do que ajudam a narrativa. #rumoaos2000
A meu ver, esse é um dos melhores thrillers psicológicos — e eu acredito que posso definir o filme dessa maneira — que eu já assisti.
A construção dos elementos dentro da narrativa é muito boa, porque a todo momento o roteiro gera uma certa ambiguidade. O filme constantemente te apresenta mais de um caminho possível pra seguir dentro da interpretação da história. E eu mesmo fui por uma vertente completamente diferente daquela que o final realmente entrega. Quando veio a revelação, fui surpreendido de verdade.
E um bom thriller psicológico, principalmente um suspense psicológico, precisa justamente fazer isso: brincar com a percepção do espectador, fazer você montar teorias o tempo inteiro e ainda assim conseguir te desestabilizar no final.
Gostei muito do filme. Pra uma produção da década de 50, achei excelente. As atuações são muito boas, principalmente as da Elizabeth Taylor e da Katherine Hepburn, que carregam o filme de uma maneira impressionante. Tudo é muito bem encaixado e existe uma atmosfera extremamente desconfortável durante praticamente toda a duração.
A única coisa que não me agradou tanto — e isso é muito uma característica da época — foi a necessidade de inserir um romance de background entre o médico e a paciente. Não é algo tão explícito, mas existe ali. E sinceramente, eu acredito que esse elemento não era necessário. Não contribui muito pra narrativa principal e o filme funcionaria perfeitamente sem isso. Talvez até deixasse a obra mais “casada” e mais coesa dentro da proposta psicológica que ela apresenta.
Ainda assim, achei um filme excelente e facilmente um dos thrillers psicológicos mais interessantes que já assisti.
Para uma pessoa que é fã do trabalho do Johnny Depp, assisti esse filme foi extremamente frustrante. Eu protelei por anos para assisti-lo já vislumbrando que seria uma grande porcaria. Definitivamente eu não me senti assistindo um filme de Piratas do Caribe. O roteiro do filme é fraquíssimo, a busca por essa Fonte da Juventude é bisonha. Para mim faltou ao filme aquela ação cômica característica dos Piratas do Caribe e que vinham também em filmes do Jackie Chan por exemplo. Faltou humor que quebrasse a ação como tem nos outros três filmes da franquia. E que faziam com que a proposta do filme fosse tão boa. Agora vamos falar das atuações, o Johnny Depp foi muito bem e trouxe esse pirata novamente de uma forma bem ajustada mas o roteiro não ajudou. A personagem da Penélope Cruz eu Senti ela muito perdida durante o filme e muito por culpa do roteiro fraquíssimo. A volta do Capitão Barbosa e sua Incrível Jornada em busca de matar o Barba Negra para mim foi enfadonha demais, Além de que ele vestido como Corsário mano tava dando gastura. E o ápice de tudo quando todos estão afim da Fonte da Juventude o governo espanhol o governo Inglês e o Jack Sparrow e todo mundo e o Barba Negra chegam os espanhóis e destrói um negócio porque só quem dá a vida eterna é Cristo. Se existir algo mais anti clímax do que isso eu não sei. Enfim o filme é muito fraco. #rumoaos2000
Esse filme é de uma beleza excepicional. A atuação, os elementos de filmagem são puro suco do cinema. Eu consigo me lembrar a primeira vez que assisti esse filme, não a data, ou se foi em uma segunda feira, mas a sensação. Na época, não sabia que estava assistindo uma das grandes obras de Robin Williams, para mim tinha sido um filme que encontrei na promoção em uma gondola da Americanas junto com minha irmã. A maneira como os personagens principais, os alunos, são contruídos é excelente. Cada membro do D.P.S tem um papel de dismistificar algo, não sei se mais alguém percebeu isso. Aquele pano de fundo do Knox Overstreet é muito mais do que um simples caso de paixão juvenil. O telefonema de deus é muito mais do que um simples caso de rebeldia e afronta. O Neil na peça é muito mais do que um jovem buscando desobedecer seu pai. E a morte dele, é muito maior do que simplesmente a angustia de passar mais 10 anos em outra escola. E já no fim, quando Todd sobre na cadeira e fala a celebre fala: Oh Captain, my captain. É muito mais do que respeito e admiração, é ruptura. E na cena final, depois de um longo silêncio, quando o Sr. Keating responde: Thank you Boys é uma amostra de mutualidade gigantesca. E para falar da atuação do Robin, eu digo que esse filme nunca teria sucesso fazendo um remake, pois não teriamos mais o Robin, ele encaixou de forma tão formidável no papel que é difícil de explicar. Enfim. Esse filme é uma obra prima do cinema e fico feliz em fazer parte da minha coleção. #revisitando
Para mim uma das melhores comédias românticas que já fizeram. E por que simplesmente funciona, você tem personagens com uma química legal, personagens caricatos com ótimas atuações, um roteiro razoável para bom que consegue conduzir bem o filme. E às vezes um filme tem que funcionar, não adianta coisas muito mirabolantes se não funcionar. #revisitando
Esse filme é excelente. Muito melhor do que aquela versão esteriotipada de 2013. Uma atuação excelente de todos os envolvidos. Sem falar de um roteiro excepicional feito pelo Copolla. O filme de 2013, do DiCaprio, deveria ter mirado nessa pegada de filme, mas o Baz Luhrmann insiste e dar essa pegada aos filmes, que a meu ver, não funciona de forma genérica. Tenho algumas críticas pontuais, mas vou deixar de lado dado a época que o filme foi feito. #rumoaos2000
E, como todo mundo fala, iniciar uma franquia bem e terminar bem é quase impossível. E com Alien Resurrection não foi diferente.
A maneira como inventam coisas aqui pra justificar e prolongar a vida dos personagens é bizarra. O filme inteiro é bizonho. A transformação do Alien em uma mistura de criatura extraterrestre com ser humano ficou triste. A mãe Alien sentindo dores de parto é pior ainda, e o nascimento do Alien metade humano resume perfeitamente o tom desse filme.
Apesar disso, como filme de ação, ele funciona. As cenas de ação são boas, existe aquele sentimento constante de luta contra o inimigo, e nisso o filme consegue entreter.
O grande problema está no roteiro. A forma como tentaram encaixar todos esses elementos pra justificar a narrativa ficou muito forçada. E entra exatamente naquele velho ditado: ou você morre fazendo um filme bem feito, ou vive o suficiente pra fazer uma continuação muito ruim.
O terceiro já tinha sido decepcionante, mas esse aqui conseguiu ser ainda pior. Ainda assim, isso não apaga a qualidade dos dois primeiros filmes. Tanto Alien: O Oitavo Passageiro quanto Aliens: O Resgate continuam sendo excelentes. Mas esse daqui deixou muito a desejar.
O personagem de Harvey Dent em Batman O Cavaleiro das Trevas fala que ou você morre Herói ou vive o suficiente para se tornar um vilão, no contexto de filmes e suas sequências, ou você morre fazendo dois bons filmes, ou vive o suficiente para fazer um terceiro muito ruim. Falar que é muito ruim é um certo exagero, mas definitivamente muito abaixo dos dois primeiros. O filme em uma hora simplesmente não faz nada, e nos últimos 30 minutos do filme Quer tentar entregar tudo. O clima claustrofóbico do final de perseguição lembra muito o oitavo passageiro. Atuação da Sigourney Weaver segue impecável, mas o roteiro desse filme não colabora nem um pouco. Com certeza até agora o pior da franquia, vale a visita pela questão de respeito aos outros filmes. Espero que subam de novo nível no próximo. <br/><br/>#rumoaos2000
O segundo filme também é muito bom. Aqui ele muda um pouco de proposta e vira um filme de ação com temática sci-fi. O roteiro do filme é muito bem encaixado, eu assisti a versão estendida, e sustenta bem o filme. Atuação da Sigourney Weaver é muito boa. É muito interessante ver como ela conseguiu escalar o personagem dela de uma simples cientista para algo mais. Quando ela pega as armas e usa o Silver tape foi icônico, no final das contas o gato até agora não teve nada a ver. Mas ainda acho que ele aparecerá. Pensar que um filme desse foi lançado em 1986, e ele consegue manter essa qualidade, mesmo após muitos anos, isso é um sinônimo de um trabalho muito bem feito.
Primeiramente, eu entendo toda a Mística em cima de Mortal Kombat, Eu também cresci nessa geração, mas não consegui ver nesse filme A Essência dos jogos. Num filme desse porte Acho até injusto falar sobre roteiro, até porque o roteiro não existiu. Talvez se fôssemos contar palavras por palavras não daria talvez duas laudas ou três. Levando isso em consideração e deixando o roteiro de lado, não senti um filme para maiores de 18, a parte das lutas poderia ter sido melhor explorada e com mais carnificina. Falem o que quiser mas o Urban não combina no personagem do Johnny Cage, ele é muito velho, e aquele cabelo pintado de loiro ficou horroroso. Agora vamos para a pior parte de todas, eu me senti na p**** de um stand up, toda hora piadinhas e piadinhas e referências a outros filmes enche o saco. Quando leva em consideração que o arco do personagem ele é chamado para defender a terra de uma possível escravização por parte de um tirano, eu não sinto essa sua seriedade, Sim e eu sei que isso faz parte do personagem do Johnny Cage, mas aqui foi escrachado demais. Eu não vou nem mencionar a maneira como o Johnny Cage finaliza a sua atuação e como ele ganha o respeito da tribo (me esqueci o nome). Não sei se é um filme que vale a revisita, um adendo que eu assisti o filme dublado, infelizmemte, porque no cinema que eu fui só tinha assim. Enfim... #rumoaos2000
Depois de muito negligenciar essa franquia, decidi iniciar a maratona para terminar. Esse primeiro filme me surpreendeu bastante, vou fechar os olhos aqui para algumas pequenas falhas. Pois Vale destacar o pioneirismo e a criatividade em pleno 1979. É nítido ver como outros filmes com o mesmo tema pegaram diversos gatilhos desse filme. Os personagens são muito bons, com uma coisa mais para o Ash e Ripley. Como eu disse não tive nenhum contato com esse filme, essw foi o primeiro, e acho que o gato vai aprontar alguma. É incrível o que eles conseguiram fazer em termos de qualidade de locação em plena década de 80. Salva as devidas proporções obviamente, não deixa a desejar dos filmes atuais. Com certeza merece uma revisita. #rumoaos2000.
Depois de muito negligenciar essa franquia, decidi iniciar a maratona para terminar. Esse primeiro filme me surpreendeu bastante, vou fechar os olhos aqui para algumas pequenas falhas. Pois Vale destacar o pioneirismo e a criatividade em pleno 1979. É nítido ver como outros filmes com o mesmo tema pegaram diversos gatilhos desse filme. Os personagens são muito bons, com uma coisa mais para o Ash e Ripley. Como eu disse não tive nenhum contato com esse filme, essw foi o primeiro, e acho que o gato vai aprontar alguma. É incrível o que eles conseguiram fazer em termos de qualidade de locação em plena década de 80. Salva as devidas proporções obviamente, não deixa a desejar dos filmes atuais. Com certeza merece uma revisita. #rumoaos2000.
Filme austríaco que estava na minha lista de filmes assistir a um certo tempo e resolvi tirá-lo da gaveta. A premissa do filme é muito boa, e Mira em um certo tipo de filme que normalmente dá certo. Uma nuvem de poeira cobre a terra impede a vida e faz com que busquemos solução no espaço. O problema é o que acontece no meio, um filme caótico, com roteiro fraquíssimo e atuações que deixam muito a desejar. O filme termina como começou, entregando muito pouco. Sem sombra de dúvidas, esse filme não vale a revisita. #rumoaos2000
Vou começar já de um ponto muito importante, odeio filmes de assassinos em série ou coisas do tipo que entregam o personagem principal de bandeja já no começo. O roteiro do filme é ridículo, inventam no começo do filme Uma pegada de fantasmas que não tem nada a ver. Talvez criaram isso apenas para justificar a entrada dos jovens na casa do assassino. A morte do amigo na escada é triste, pessoas com Galaxy Pocket fazem uma morte melhor. Depois disso o filme vai cair no Ladeira abaixo ainda mais. A atuação do Denis é pífia. E a dos demais protahonistas conseguem setr pior ainda. Um filme para esquecer. #rumoaos2000
O Auto da Compadecida
4.3 2,3K Assista AgoraReassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.
Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.
Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.
#revisitando
Entre Irmãos
3.6 991 Assista AgoraPara começo, gostaria de partir de um pensamento que tenho: uma guerra nada mais é do que uma batalha de narrativas, onde ninguém realmente vence, porque todo sangue humano derramado é um grande desperdício de vida. Uma pena que, em alguns casos, ela pareça necessária, mas isso não deixa de torná-la um desperdício.
Dito isso, Entre Irmãos é um filme muito tocante sobre como determinadas ações podem mudar uma pessoa para sempre. O arco do personagem principal, vivido por Tobey Maguire, gira justamente em torno disso. Ele é uma pessoa correta, que sempre conduziu a vida de forma íntegra, mas, ao ser colocado em uma situação extrema e completamente contrária aos seus valores, toma uma decisão que o marca para sempre. Depois disso, ele simplesmente não consegue voltar a ser quem era.
O final do filme me pareceu muito acertado. Há uma frase que ele diz nos momentos finais que, parafraseando, seria algo como: "Só os mortos veem o fim da guerra". Em seguida, surge a grande questão: será que ele conseguirá reaprender a viver? E essa é justamente a essência do filme. Reaprender a viver após o trauma.
O que ele vivenciou o fez desacreditar de tudo aquilo em que acreditava. É um retrato muito forte das cicatrizes invisíveis deixadas pela guerra.
Natalie Portman está muito bem em seu papel, assim como Jake Gyllenhaal, que também entrega uma ótima atuação. Mas o grande destaque é Tobey Maguire, que carrega o peso emocional da história de forma impressionante.
Um filme muito bom, que vale a pena ter na coleção e que certamente merece ser revisitado.
#rumoaos2000
Sabrina
4.1 344 Assista AgoraSabrina (1954)
O filme é muito mais romântico e menos sagaz do que A Princesa e o Plebeu. Ainda assim, tem uma dinâmica muito boa, daquelas em que você nem percebe o tempo passar.
Mais uma vez, assim como em A Princesa e o Plebeu, existe aquela pegada mais teatral dos primeiros anos da Hollywood clássica, especialmente dos filmes das décadas de 30, 40 e 50. Os diálogos são muito bem executados, o roteiro é muito bom e o filme consegue prender bastante a atenção.
A atuação da Audrey Hepburn é excelente. Já a atuação do irmão mais velho também é boa, mas senti que escalaram um ator velho demais para o papel. Acho que funcionaria melhor se a diferença de idade entre os irmãos fosse menor — algo como o mais novo com 26 ou 27 anos e o mais velho na casa dos 30 e poucos. Em alguns momentos, essa diferença me pareceu exagerada.
Mas, ignorando isso, o filme passa muito bem. É uma comédia romântica leve e agradável. Os personagens não têm um background tão aprofundado, mas isso não chega a atrapalhar. A história funciona, é divertida e conta com uma trilha sonora muito boa, com destaque para "La Vie en Rose".
No geral, gostei bastante. É um filme muito bom e uma ótima comédia romântica da era clássica de Hollywood.
#rumoaos2000
Jogo de Espiões
3.5 132 Assista AgoraJogo de Espiões
Para começar, achei Jogo de Espiões um filme muito maçante. Não quero usar a palavra "chato", porque acho que seria simplificar demais a questão, mas a sensação que tive durante boa parte da exibição foi justamente essa: um ritmo excessivamente arrastado.
O grande destaque do filme, para mim, é a atuação de Robert Redford. Ele sustenta boa parte da narrativa com sua presença e entrega uma interpretação muito competente. Já o personagem de Brad Pitt me pareceu pouco relevante dentro do conjunto da obra. Sinceramente, ele poderia ter sido interpretado por praticamente qualquer outro ator sem alterar de forma significativa o resultado final. Chamá-lo de coadjuvante importante talvez até fosse um elogio.
Apesar disso, reconheço que o filme tem qualidades. As histórias que são contadas ao longo da trama são interessantes, o roteiro possui boas ideias e a premissa é bastante sólida. Há mérito no que o filme se propõe a fazer.
Ainda assim, minha experiência foi negativa. E não digo isso por ter dificuldade com filmes lentos ou mais contemplativos. Pelo contrário: gosto de obras como Stalker e Possession, que também exigem paciência do espectador e possuem um ritmo desafiador. Mesmo assim, Jogo de Espiões me pareceu excessivamente arrastado.
Curiosamente, saí com a sensação de que talvez precise assisti-lo novamente no futuro. É um daqueles casos em que consigo enxergar as qualidades da obra, mas, nesta primeira experiência, elas não foram suficientes para me envolver.
No fim das contas, achei o filme ruim. Essa é uma opinião extremamente pessoal, claro, mas foi a impressão que ficou após a sessão. Reconheço seus méritos, mas simplesmente não funcionou para mim.
#rumoaos2000
A Princesa e o Plebeu
4.3 428 Assista AgoraBem, primeiramente, para a gente entender melhor o filme, temos que pensar no período em que ele foi feito. Estamos falando de uma produção da década de 1950, ainda sob toda a política de censura de Hollywood, e realizada em um mundo completamente diferente daquele em que vivemos hoje, em 2026.
Dito isso, o filme trabalha muito bem as questões da época. Ele mostra o anseio da princesa em ser algo mais do que apenas um papagaio da própria coroa e a vontade que ela tem de experimentar uma vida real.
Em determinado momento, eu me lembrei de uma cena de Os Estagiários, quando os personagens do Owen Wilson e do Vince Vaughn estão diante dos entrevistadores e são questionados sobre um suposto programa social que realizam. Eles respondem que pegam crianças de classe média e ensinam como é ser pobre. Às vezes, o filme me passou um pouco essa sensação quando a princesa pega o dinheiro do personagem do Gregory Peck e sai por Roma gastando, tomando sorvete e vivendo a cidade. Parece uma pessoa que tem tudo aprendendo como é não ter nada, mas, ao mesmo tempo, continuando a ter tudo. Porque dinheiro sem liberdade não adianta muita coisa. E o filme constrói essa narrativa de forma muito bem feita.
Existe todo um certo teatrismo por trás da obra, algo muito ligado à época. As atuações são mais teatrais, mais pausadas, os diálogos são mais longos e rebuscados, mas funcionam muito bem dentro da proposta. O filme não fica enfadonho. A história é contada de forma rápida para os padrões da época e mantém o interesse do começo ao fim.
O desfecho também é muito bom. Não é necessariamente um final feliz, mas também não é um final triste. É simplesmente um final que parece o mais provável. Se uma situação como aquela realmente acontecesse, provavelmente terminaria daquela forma. Inclusive, enquanto eu assistia à cena em que Gregory Peck caminha em direção à saída, pensei: "Pô, o final tem que ser assim". Pouco depois vieram os letreiros, e eu percebi que realmente não havia outro encerramento possível para que o filme permanecesse coeso e satisfatório.
Quanto às atuações, tanto Audrey Hepburn quanto Gregory Peck dão uma verdadeira aula. Não é o primeiro filme que assisto de nenhum dos dois, e posso dizer que ambos possuem um preciosismo muito grande, oriundo daquela escola de interpretação das décadas de 30, 40 e 50. É uma atuação mais teatral, herdada dos palcos e incorporada ao cinema. Quando o cinema sonoro surgiu, muito dessa tradição veio junto, e isso fica evidente aqui.
Há uma musicalidade muito bonita na forma como os diálogos são conduzidos. O inglês soa mais limpo, mais elegante, e isso contribui bastante para o charme do filme. Gostei muito da atuação dos dois.
A fotografia também é lindíssima. Foi muito interessante ver Roma em preto e branco. Estamos acostumados a enxergar a Itália através de produções mais modernas, como Para Roma, com Amor, do Woody Allen, ou até Cartas para Julieta, que não se passa em Roma, mas mostra outras paisagens italianas. Ver Roma registrada daquela forma, na década de 1950, foi uma experiência muito interessante.
No fim das contas, é um filme muito bom, extremamente revisitável, com grandes atuações, uma ótima história e um final que respeita a própria narrativa.
É isso. #rumoaos2000
Cry Wolf: O Jogo da Mentira
3.1 388O último filme que assisti nesse fim de noite foi Cry Wolf, um terror B de assassino em série.
O filme me surpreendeu positivamente. Não é It: A Coisa, do Stephen King, mas também está longe de ter um roteiro ruim. Como acontece com muitos filmes de terror, é preciso relevar alguns absurdos ao longo da história. Ainda assim, o desfecho entrega um plot interessante e a narrativa consegue sustentar o mistério até o final.
A tensão é constante. Você passa boa parte do filme tentando descobrir quem está por trás de tudo, e essa dúvida é justamente o que mantém o suspense funcionando.
Foi um daqueles filmes que comprei porque vinha junto com outros pelos quais eu realmente tinha interesse. Acabou sendo uma surpresa agradável e, sinceramente, vai permanecer na coleção.
Dentro da proposta de um terror B com elementos de suspense, o filme entrega mais do que eu esperava. Claro que existem situações que exigem certa boa vontade do espectador, mas nada que comprometa a experiência.
Vale a revisita. É um bom terror para o final da noite: não é pesado demais, mas também não é esquecível. Um suspense simples, competente e que consegue prender a atenção do começo ao fim.
#rumoaos2000
Sob Suspeita
3.1 42Primeiro, eu sou fã do Morgan Freeman. Antes de assistir ao filme, inclusive, fiz um post no meu Instagram dizendo que o Morgan Freeman nunca me decepcionou. Até hoje, não assisti a nenhum filme dele que tenha me decepcionado, e com esse não foi diferente.
Cara, que filme. É um filme claustrofóbico, com uma sensação de pressão constante a todo momento. As atuações são perfeitas, tanto do Gene Hackman quanto do Morgan Freeman, misturadas com uma atuação mais distante e contida da Monica Bellucci, que combina muito com a personagem.
O filme explora bastante os segredos dentro dos relacionamentos e até onde uma pessoa pode chegar para escondê-los ou protegê-los. A tensão do interrogatório é trabalhada de forma excelente do início ao fim, mantendo o espectador preso à história.
E a reviravolta final foi perfeita. Funcionou muito bem e deu ainda mais força para tudo o que o filme vinha construindo ao longo da trama.
Foi uma grata surpresa. Peguei esse filme sem pretensão nenhuma em um leilão e, para ser sincero, cheguei até a cogitar vendê-lo. Depois de assistir, não tem a menor chance. Vai permanecer na minha coleção.
Um filme muito bom, com atuações impecáveis, uma atmosfera sufocante na medida certa e uma história que prende do começo ao fim. Faltou muito pouco para eu considerá-lo excelente, mas ainda assim foi uma baita aquisição para a coleção.
#rumoaos2000
Jackie Brown
3.8 763 Assista AgoraBem, primeiro, eu adoro os filmes do Tarantino. Pra mim, ele está facilmente numa prateleira de top 5 diretores de Hollywood. Inclusive, foi isso que me fez comprar o box dele, muito por conta de virem filmes como Pulp Fiction e Kill Bill, porque eu queria muito assistir Pulp Fiction. E nesse box veio junto Jackie Brown.
Então resolvi começar justamente por aquele sobre o qual eu tinha menos conhecimento. E foi uma grata surpresa.
O filme é muito bem roteirizado. A história dá reviravoltas e apresenta acontecimentos importantes o tempo todo, mantendo o interesse do espectador do início ao fim. A personagem Jackie é muito bem construída e a atriz está de parabéns pela atuação. Samuel L. Jackson, mais uma vez, está fenomenal. Sinceramente, eu não me lembro de ter assistido a um filme com ele em que eu pudesse dizer que ele foi ruim. O cara é muito bom.
Inclusive, senti algumas semelhanças nesse personagem dele com outro papel que ele fez em um filme de agente secreto, cujo nome eu simplesmente não estou conseguindo lembrar agora. Mas, de alguma forma, me passou uma energia parecida.
Agora, uma coisa que me incomodou um pouco foi a utilização de alguns personagens. Temos um grande nome como Michael Keaton interpretando um policial que praticamente não aparece no filme. O outro policial, parceiro dele, também não tem influência significativa na história. Sinceramente, eles poderiam nem existir que pouca coisa mudaria. Poderiam ter sido interpretados por atores desconhecidos que o impacto seria praticamente o mesmo. O arco dos dois é muito fraco.
O mesmo vale para o personagem do Robert De Niro. Durante boa parte do filme, eu fiquei me perguntando qual era exatamente a função dele na trama. Não enxerguei tanta utilidade para o personagem, e me pareceu que ele poderia ter sido melhor aproveitado.
Mas esses questionamentos não tiram a qualidade do filme. Muito pelo contrário. Jackie Brown continua sendo um excelente filme, muito bem escrito e extremamente agradável de assistir.
E tem a reviravolta final, que é um pouco previsível em alguns aspectos, mas muito bem executada. No fim das contas, gostei bastante do filme e recomendo assistir.
Um plus aí para a trilha sonora, muito boaa!
#rumoaos2000
Os Pinguins do Papai
3.1 1,3K Assista AgoraOs Pinguins do Papai
Esse filme eu assisti no cinema no ano do lançamento, que deve ter sido em 2011 ou 2012, não lembro ao certo. E foi uma grata surpresa. O que talvez nem fosse tão surpreendente assim, já que o Jim Carrey é um fenômeno. E aqui não foi diferente: ele pegou o filme debaixo do braço e carregou nas costas.
O filme é muito divertido, engraçado e leve. É um filmão daqueles que vai mudar a sua vida? Não, não é. Mas é exatamente o tipo de filme que vai cumprir aquilo que se propõe a fazer: divertir e fazer você passar um bom tempo.
Às vezes as pessoas falam: "Ah, esse filme é mais do mesmo". Mas qual é o problema disso? Tem uma frase que diz que, se tudo for extraordinário, nada mais será extraordinário. E eu concordo. A gente também precisa desses filmes mais ou menos para aqueles dias em que nós estamos mais ou menos.
Tem dias em que você só quer sentar em frente à televisão, colocar um filme tranquilo e relaxar. E esse filme faz isso muito bem. As piadas são bem colocadas, a dinâmica familiar funciona, e os pinguins roubam a cena praticamente o tempo todo, deixando o timing cômico ainda mais afiado.
É um filme leve, divertido e despretensioso. Ideal para um fim de noite, quando você não está procurando uma obra que vá impactar sua vida ou transformar seu mindset. Você só quer relaxar, talvez comer uma pipoca e dar algumas risadas. Mas, ao mesmo tempo, o filme também consegue trazer pequenas reflexões sobre família, relacionamentos e prioridades.
Pra mim, é um filme muito bem-feito dentro daquilo que se propõe. Sim, ele é mais do mesmo em vários aspectos, mas nem sempre isso é um defeito. Às vezes, tudo o que a gente precisa é justamente de um filme simples, divertido e confortável. E Os Pinguins do Papai entrega exatamente isso.
#revisitando
Vôo United 93
3.4 231 Assista AgoraAnalisar um filme baseado em fatos reais sempre é complicado para mim. Principalmente quando se trata de um acontecimento tão trágico quanto os atentados de 11 de setembro, que ceifaram a vida de inúmeras pessoas e causaram uma comoção mundial.
Eu me lembro, mesmo que vagamente, daquele dia. Lembro de chegar em casa e ver as notícias na televisão. Talvez por isso seja tão difícil assistir a um filme como Voo United 93 e tentar separar completamente o lado emocional da análise. Fica difícil olhar apenas para aspectos técnicos, como atuação, direção ou roteiro.
O filme tem uma abordagem quase documental. Eu não sei exatamente o quanto ele é fiel aos acontecimentos reais, nem quais fontes foram utilizadas para reconstruir a história — se recorreram às caixas-pretas, às ligações feitas pelos passageiros ou a outros registros da época. Mas a sensação que fica é de estar acompanhando algo muito próximo do que aconteceu.
É um filme muito bom, e fico feliz de tê-lo na minha coleção. Acredito que a primeira vez que o assisti tenha sido por volta de 2006, quando aluguei o DVD. Desde então, ele ficou marcado na minha memória.
O que mais me chama atenção é como o filme é rápido. Nada é explicado para o espectador. As coisas simplesmente acontecem, da mesma forma que aconteceram naquele dia. Não há tempo para apresentações longas ou para desenvolver grandes histórias paralelas. O foco está no acontecimento em si.
No fim das contas, eu vejo Voo United 93 como um filme sobre dor. Ele mostra o desespero dos passageiros, as ligações para os familiares, a incredulidade das autoridades, das forças armadas, das agências aéreas e de todos que tentavam entender o que estava acontecendo. Mostra a mobilização, mas principalmente o impacto humano daquela tragédia.
Também acho acertada a decisão de não apostar em grandes estrelas de Hollywood. O foco nunca foi fazer um blockbuster. A proposta era contar aquela história da forma mais crua e realista possível, em uma abordagem muito mais próxima de um documentário do que de um filme tradicional. E talvez seja justamente isso que faz Voo United 93 funcionar tão bem.
#revisitando
Armadilha
3.2 171 Assista AgoraA proposta de Armadilha é interessante: dois ladrões se encontram para realizar um grande roubo, misturando suspense, ação e algumas reviravoltas ao longo da história. No papel, parece um filme que tinha tudo para funcionar. Mas, na minha opinião, ele acaba ficando muito abaixo do que poderia ser.
O principal problema está no roteiro. Existem algumas reviravoltas interessantes no final, mas elas não são bem construídas durante o filme. Quando chegam, até surpreendem em certa medida, mas faltou uma base mais sólida para que realmente tivessem impacto.
Outro ponto que me incomodou bastante foi a atuação dos protagonistas. Sean Connery e Catherine Zeta-Jones são ótimos atores, isso é inegável, mas aqui simplesmente não me convenceram. A química entre os personagens não funciona tão bem quanto o filme parece acreditar que funciona.
Também me chamou atenção a sexualização excessiva da personagem da Catherine Zeta-Jones. E não, não estou falando isso por ser uma pessoa puritana. Eu acredito que cenas desse tipo podem funcionar quando ajudam a desenvolver a trama, os personagens ou o contexto da história. O problema é que aqui elas parecem existir apenas por existir.
Tem momentos que chegam a ser estranhos. Como quando os personagens mal se conhecem, estão dividindo o mesmo quarto, e ela simplesmente vai dormir nua como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Ou a famosa cena do museu, que acaba chamando mais atenção pela forma como foi filmada do que pela tensão do roubo em si.
E tudo bem quando esse tipo de exagero aparece em uma comédia besteirol, porque você já espera isso. Mas em um filme que tenta se levar mais a sério, essas escolhas acabam deixando algumas cenas involuntariamente cômicas. Em vez de aumentar a imersão, me fizeram pensar várias vezes: "isso é ridículo".
No fim das contas, Armadilha é um filme que tinha potencial para ser muito melhor. A premissa é boa, o elenco é excelente, mas tudo acaba esbarrando em um roteiro fraco, personagens pouco convincentes e escolhas que mais atrapalham do que ajudam a narrativa.
#rumoaos2000
De Repente, No Último Verão
4.1 101 Assista AgoraA meu ver, esse é um dos melhores thrillers psicológicos — e eu acredito que posso definir o filme dessa maneira — que eu já assisti.
A construção dos elementos dentro da narrativa é muito boa, porque a todo momento o roteiro gera uma certa ambiguidade. O filme constantemente te apresenta mais de um caminho possível pra seguir dentro da interpretação da história. E eu mesmo fui por uma vertente completamente diferente daquela que o final realmente entrega. Quando veio a revelação, fui surpreendido de verdade.
E um bom thriller psicológico, principalmente um suspense psicológico, precisa justamente fazer isso: brincar com a percepção do espectador, fazer você montar teorias o tempo inteiro e ainda assim conseguir te desestabilizar no final.
Gostei muito do filme. Pra uma produção da década de 50, achei excelente. As atuações são muito boas, principalmente as da Elizabeth Taylor e da Katherine Hepburn, que carregam o filme de uma maneira impressionante. Tudo é muito bem encaixado e existe uma atmosfera extremamente desconfortável durante praticamente toda a duração.
A única coisa que não me agradou tanto — e isso é muito uma característica da época — foi a necessidade de inserir um romance de background entre o médico e a paciente. Não é algo tão explícito, mas existe ali. E sinceramente, eu acredito que esse elemento não era necessário. Não contribui muito pra narrativa principal e o filme funcionaria perfeitamente sem isso. Talvez até deixasse a obra mais “casada” e mais coesa dentro da proposta psicológica que ela apresenta.
Ainda assim, achei um filme excelente e facilmente um dos thrillers psicológicos mais interessantes que já assisti.
#rumoaos2000
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
3.6 2,7K Assista AgoraPara uma pessoa que é fã do trabalho do Johnny Depp, assisti esse filme foi extremamente frustrante. Eu protelei por anos para assisti-lo já vislumbrando que seria uma grande porcaria. Definitivamente eu não me senti assistindo um filme de Piratas do Caribe. O roteiro do filme é fraquíssimo, a busca por essa Fonte da Juventude é bisonha. Para mim faltou ao filme aquela ação cômica característica dos Piratas do Caribe e que vinham também em filmes do Jackie Chan por exemplo. Faltou humor que quebrasse a ação como tem nos outros três filmes da franquia. E que faziam com que a proposta do filme fosse tão boa. Agora vamos falar das atuações, o Johnny Depp foi muito bem e trouxe esse pirata novamente de uma forma bem ajustada mas o roteiro não ajudou. A personagem da Penélope Cruz eu Senti ela muito perdida durante o filme e muito por culpa do roteiro fraquíssimo. A volta do Capitão Barbosa e sua Incrível Jornada em busca de matar o Barba Negra para mim foi enfadonha demais, Além de que ele vestido como Corsário mano tava dando gastura. E o ápice de tudo quando todos estão afim da Fonte da Juventude o governo espanhol o governo Inglês e o Jack Sparrow e todo mundo e o Barba Negra chegam os espanhóis e destrói um negócio porque só quem dá a vida eterna é Cristo. Se existir algo mais anti clímax do que isso eu não sei. Enfim o filme é muito fraco. #rumoaos2000
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4K Assista AgoraEsse filme é de uma beleza excepicional. A atuação, os elementos de filmagem são puro suco do cinema. Eu consigo me lembrar a primeira vez que assisti esse filme, não a data, ou se foi em uma segunda feira, mas a sensação. Na época, não sabia que estava assistindo uma das grandes obras de Robin Williams, para mim tinha sido um filme que encontrei na promoção em uma gondola da Americanas junto com minha irmã. A maneira como os personagens principais, os alunos, são contruídos é excelente. Cada membro do D.P.S tem um papel de dismistificar algo, não sei se mais alguém percebeu isso. Aquele pano de fundo do Knox Overstreet é muito mais do que um simples caso de paixão juvenil. O telefonema de deus é muito mais do que um simples caso de rebeldia e afronta. O Neil na peça é muito mais do que um jovem buscando desobedecer seu pai. E a morte dele, é muito maior do que simplesmente a angustia de passar mais 10 anos em outra escola. E já no fim, quando Todd sobre na cadeira e fala a celebre fala: Oh Captain, my captain. É muito mais do que respeito e admiração, é ruptura. E na cena final, depois de um longo silêncio, quando o Sr. Keating responde: Thank you Boys é uma amostra de mutualidade gigantesca. E para falar da atuação do Robin, eu digo que esse filme nunca teria sucesso fazendo um remake, pois não teriamos mais o Robin, ele encaixou de forma tão formidável no papel que é difícil de explicar. Enfim. Esse filme é uma obra prima do cinema e fico feliz em fazer parte da minha coleção. #revisitando
Casamento Grego
3.1 447Para mim uma das melhores comédias românticas que já fizeram. E por que simplesmente funciona, você tem personagens com uma química legal, personagens caricatos com ótimas atuações, um roteiro razoável para bom que consegue conduzir bem o filme. E às vezes um filme tem que funcionar, não adianta coisas muito mirabolantes se não funcionar. #revisitando
O Grande Gatsby
3.6 138 Assista AgoraEsse filme é excelente. Muito melhor do que aquela versão esteriotipada de 2013. Uma atuação excelente de todos os envolvidos. Sem falar de um roteiro excepicional feito pelo Copolla. O filme de 2013, do DiCaprio, deveria ter mirado nessa pegada de filme, mas o Baz Luhrmann insiste e dar essa pegada aos filmes, que a meu ver, não funciona de forma genérica. Tenho algumas críticas pontuais, mas vou deixar de lado dado a época que o filme foi feito. #rumoaos2000
Alien: A Ressurreição
3.1 521 Assista AgoraE, como todo mundo fala, iniciar uma franquia bem e terminar bem é quase impossível. E com Alien Resurrection não foi diferente.
A maneira como inventam coisas aqui pra justificar e prolongar a vida dos personagens é bizarra. O filme inteiro é bizonho. A transformação do Alien em uma mistura de criatura extraterrestre com ser humano ficou triste. A mãe Alien sentindo dores de parto é pior ainda, e o nascimento do Alien metade humano resume perfeitamente o tom desse filme.
Apesar disso, como filme de ação, ele funciona. As cenas de ação são boas, existe aquele sentimento constante de luta contra o inimigo, e nisso o filme consegue entreter.
O grande problema está no roteiro. A forma como tentaram encaixar todos esses elementos pra justificar a narrativa ficou muito forçada. E entra exatamente naquele velho ditado: ou você morre fazendo um filme bem feito, ou vive o suficiente pra fazer uma continuação muito ruim.
O terceiro já tinha sido decepcionante, mas esse aqui conseguiu ser ainda pior. Ainda assim, isso não apaga a qualidade dos dois primeiros filmes. Tanto Alien: O Oitavo Passageiro quanto Aliens: O Resgate continuam sendo excelentes. Mas esse daqui deixou muito a desejar.
#rumoaos2000
Alien 3
3.2 585 Assista AgoraO personagem de Harvey Dent em Batman O Cavaleiro das Trevas fala que ou você morre Herói ou vive o suficiente para se tornar um vilão, no contexto de filmes e suas sequências, ou você morre fazendo dois bons filmes, ou vive o suficiente para fazer um terceiro muito ruim. Falar que é muito ruim é um certo exagero, mas definitivamente muito abaixo dos dois primeiros. O filme em uma hora simplesmente não faz nada, e nos últimos 30 minutos do filme Quer tentar entregar tudo. O clima claustrofóbico do final de perseguição lembra muito o oitavo passageiro. Atuação da Sigourney Weaver segue impecável, mas o roteiro desse filme não colabora nem um pouco. Com certeza até agora o pior da franquia, vale a visita pela questão de respeito aos outros filmes. Espero que subam de novo nível no próximo. <br/><br/>#rumoaos2000
Aliens: O Resgate
4.0 867 Assista AgoraO segundo filme também é muito bom. Aqui ele muda um pouco de proposta e vira um filme de ação com temática sci-fi. O roteiro do filme é muito bem encaixado, eu assisti a versão estendida, e sustenta bem o filme. Atuação da Sigourney Weaver é muito boa. É muito interessante ver como ela conseguiu escalar o personagem dela de uma simples cientista para algo mais. Quando ela pega as armas e usa o Silver tape foi icônico, no final das contas o gato até agora não teve nada a ver. Mas ainda acho que ele aparecerá. Pensar que um filme desse foi lançado em 1986, e ele consegue manter essa qualidade, mesmo após muitos anos, isso é um sinônimo de um trabalho muito bem feito.
#rumoaos2000
Mortal Kombat 2
3.2 188Primeiramente, eu entendo toda a Mística em cima de Mortal Kombat, Eu também cresci nessa geração, mas não consegui ver nesse filme A Essência dos jogos. Num filme desse porte Acho até injusto falar sobre roteiro, até porque o roteiro não existiu. Talvez se fôssemos contar palavras por palavras não daria talvez duas laudas ou três. Levando isso em consideração e deixando o roteiro de lado, não senti um filme para maiores de 18, a parte das lutas poderia ter sido melhor explorada e com mais carnificina.
Falem o que quiser mas o Urban não combina no personagem do Johnny Cage, ele é muito velho, e aquele cabelo pintado de loiro ficou horroroso. Agora vamos para a pior parte de todas, eu me senti na p**** de um stand up, toda hora piadinhas e piadinhas e referências a outros filmes enche o saco. Quando leva em consideração que o arco do personagem ele é chamado para defender a terra de uma possível escravização por parte de um tirano, eu não sinto essa sua seriedade, Sim e eu sei que isso faz parte do personagem do Johnny Cage, mas aqui foi escrachado demais. Eu não vou nem mencionar a maneira como o Johnny Cage finaliza a sua atuação e como ele ganha o respeito da tribo (me esqueci o nome).
Não sei se é um filme que vale a revisita, um adendo que eu assisti o filme dublado, infelizmemte, porque no cinema que eu fui só tinha assim. Enfim... #rumoaos2000
Alien: O Oitavo Passageiro
4.1 1,4K Assista AgoraDepois de muito negligenciar essa franquia, decidi iniciar a maratona para terminar. Esse primeiro filme me surpreendeu bastante, vou fechar os olhos aqui para algumas pequenas falhas. Pois Vale destacar o pioneirismo e a criatividade em pleno 1979. É nítido ver como outros filmes com o mesmo tema pegaram diversos gatilhos desse filme. Os personagens são muito bons, com uma coisa mais para o Ash e Ripley. Como eu disse não tive nenhum contato com esse filme, essw foi o primeiro, e acho que o gato vai aprontar alguma. É incrível o que eles conseguiram fazer em termos de qualidade de locação em plena década de 80. Salva as devidas proporções obviamente, não deixa a desejar dos filmes atuais. Com certeza merece uma revisita.
#rumoaos2000.
Alien: O Oitavo Passageiro
4.1 1,4K Assista AgoraDepois de muito negligenciar essa franquia, decidi iniciar a maratona para terminar. Esse primeiro filme me surpreendeu bastante, vou fechar os olhos aqui para algumas pequenas falhas. Pois Vale destacar o pioneirismo e a criatividade em pleno 1979. É nítido ver como outros filmes com o mesmo tema pegaram diversos gatilhos desse filme. Os personagens são muito bons, com uma coisa mais para o Ash e Ripley. Como eu disse não tive nenhum contato com esse filme, essw foi o primeiro, e acho que o gato vai aprontar alguma. É incrível o que eles conseguiram fazer em termos de qualidade de locação em plena década de 80. Salva as devidas proporções obviamente, não deixa a desejar dos filmes atuais. Com certeza merece uma revisita.
#rumoaos2000.
Rubikon: Ponto Sem Retorno
2.2 35Filme austríaco que estava na minha lista de filmes assistir a um certo tempo e resolvi tirá-lo da gaveta. A premissa do filme é muito boa, e Mira em um certo tipo de filme que normalmente dá certo. Uma nuvem de poeira cobre a terra impede a vida e faz com que busquemos solução no espaço. O problema é o que acontece no meio, um filme caótico, com roteiro fraquíssimo e atuações que deixam muito a desejar. O filme termina como começou, entregando muito pouco. Sem sombra de dúvidas, esse filme não vale a revisita. #rumoaos2000
Além da Escuridão
2.1 165Vou começar já de um ponto muito importante, odeio filmes de assassinos em série ou coisas do tipo que entregam o personagem principal de bandeja já no começo. O roteiro do filme é ridículo, inventam no começo do filme Uma pegada de fantasmas que não tem nada a ver. Talvez criaram isso apenas para justificar a entrada dos jovens na casa do assassino. A morte do amigo na escada é triste, pessoas com Galaxy Pocket fazem uma morte melhor. Depois disso o filme vai cair no Ladeira abaixo ainda mais. A atuação do Denis é pífia. E a dos demais protahonistas conseguem setr pior ainda. Um filme para esquecer. #rumoaos2000