O começo focado na Batgirl é horrível: inflado, arrastado e extremamente chato. Parece uma introdução que nunca termina e que pouco acrescenta ao que realmente interessa.
A história de origem do Coringa também não ajuda. É igualmente chata e não consegue prender a atenção. Em nenhum momento achei divertida, envolvente ou interessante o suficiente para justificar o tempo de tela.
Enfim, é isso. Um filme que pega um material famoso e consegue transformá-lo em algo cansativo e sem graça.
Para mim é um filme Ok de super-herói, nada que acrescente muito, mas também nada que atrapalhe o filme. Ele flui de forma interessante. E sinto como se funcionasse muito mais como um filme de ligação mas diverte.
Vou fazer aqui a minha análise de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar.
Bem, o filme não é melhor do que a trilogia original, né? Aquela que inclui A Maldição do Pérola Negra, O Baú da Morte e No Fim do Mundo. Não ganha da trilogia original, mas é consideravelmente melhor, em vários aspectos, do que Navegando em Águas Misteriosas.
Também acho que ele funciona como um fechamento interessante para a série de filmes. Eu li que o nosso amigo Johnny Depp não tem mais interesse em retornar ao papel de Jack Sparrow e, para mim, não faz sentido continuar a franquia sem ele. Então é isso, não vejo muito para onde ir.
Outro ponto é que trocaram o dublador do Jack Sparrow, e isso foi uma porcaria. O dublador escolhido não tem um timbre de voz que combine com o personagem. Isso acabou me fazendo assistir ao filme legendado, o que não é um problema. Mas, como eu comecei a assistir a essa franquia dublada quando era criança, prefiro manter a experiência dessa forma.
Dito isso, a minha nota é 3,5 de 5.
Três pontos porque acredito que ele cumpriu bem o papel dele, sem grandes problemas. É um filme ok, que entrega aquilo que se propõe. E esse meio ponto extra vem por conta do background que deram ao Capitão Barbossa. Eu achei essa parte muito interessante e, para mim, foi um dos destaques do filme.
Um Lugar Silencioso é uma produção quase em família de John Krasinski e Emily Blunt que, infelizmente, não me pegou.
A proposta da tensão constante de precisar permanecer em silêncio é muito interessante, e as atuações são muito boas. John Krasinski e Emily Blunt entregam ótimos trabalhos, e as duas crianças também cumprem muito bem seus papéis. O problema, para mim, foi outro: o filme simplesmente não conseguiu me envolver.
Cheguei a dividir a sessão em três partes para conseguir terminar. Em muitos momentos, tive a sensação de que pouca coisa acontecia. E não é uma questão de falta de ação, mas de conexão com a história e com os personagens.
Resumindo de forma bem simples, o filme começa com a morte do filho mais novo. Depois acompanhamos a família tentando sobreviver, a gravidez da personagem da Emily Blunt, o pai ensinando o filho a se tornar mais independente, a filha lidando com seus conflitos e, quando a mãe fica sozinha em casa, tudo começa a dar errado. A partir daí, a trama acelera até o desfecho.
O que senti falta foi justamente de um aprofundamento maior dos personagens. Não precisava ser algo que enrolasse a narrativa, mas pequenos flashbacks ou momentos que mostrassem melhor quem aquelas pessoas eram antes de tudo acontecer. Gostaria de ter visto mais sobre o impacto da morte do menino na família, principalmente na filha, ou até mesmo conhecer melhor o passado dos personagens de John Krasinski e Emily Blunt. Acho que isso teria dado mais peso emocional à história.
Curiosamente, apesar de ter apenas uma hora e meia de duração, tive a sensação de que o filme passou rápido demais em alguns aspectos. Muitos acontecimentos parecem atravessados, sem tempo suficiente para serem desenvolvidos, o que acabou me deixando um pouco distante da narrativa.
Por isso, minha nota é 3 de 5. E faço questão de dizer que essa nota não significa que o filme seja ruim. Muito pelo contrário: ele entrega uma proposta interessante, tem boas atuações e funciona para muita gente. Apenas não é o tipo de filme que costuma me envolver.
Durante a sessão, em alguns momentos, me senti assistindo algo parecido com A Quinta Onda, com a Chloë Grace Moretz, embora aqui as atuações sejam consideravelmente melhores.
No fim das contas, reconheço as qualidades de Um Lugar Silencioso, mas foi uma experiência que simplesmente não funcionou para mim.
Filme trash de cobras bem típico do começo dos anos 2000 e final da década de 90. A história do filme é totalmente sem sentido, mas se for cobrar coerência de um filme desse é melhor ir assistir ao NatGeo ou Discovery Channel. No demais, temos tudo que um trash entregaria, atuações ruins, roteiro ruim, gráficos ruins e ponto. Mas é isso que se espera de um filme desse tipo, contudo, apesar de todos esses defeitos, ele diverte e te prende durante todo o longa.
Homem-Aranha: Um Novo Dia é, para mim, o segundo melhor filme da franquia, ficando atrás apenas de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Assim como seu antecessor, ele aposta bastante no fan service, mas consegue encaixar isso dentro de uma história que funciona bem para um filme de super-herói.
O roteiro dedica um bom espaço ao desenvolvimento de alguns personagens, explorando melhor seus backgrounds e dando mais peso às suas motivações. Além disso, o filme conta com bons momentos de tensão e cenas de ação muito bem executadas, culminando em um clímax envolvente.
As atuações também ajudam a sustentar a experiência. Tom Holland entrega mais uma boa performance como Peter Parker, e Zendaya continua funcionando muito bem ao seu lado, mantendo a química que marcou os filmes anteriores.
No fim das contas, é um filme que cumpre o que promete e entrega um pouco mais do que o básico. Não chega ao nível de excelência que justificaria uma nota 4, mas é uma produção sólida, divertida e eficiente dentro da proposta.
Reassisti O Dia Depois de Amanhã em 12 de agosto de 2026, aproximadamente 22 anos após seu lançamento, e continuo achando impressionante como esse filme envelheceu bem. Dirigido por Roland Emmerich e estrelado por Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal, ele permanece extremamente atual, especialmente pela temática ligada às mudanças climáticas e aos desastres naturais.
As atuações são boas, os efeitos especiais continuam impressionando e várias cenas ainda conseguem transmitir a mesma sensação de grandiosidade que causavam na época. É um daqueles filmes-catástrofe que entregam um pouco mais do que o básico esperado do gênero, oferecendo não apenas destruição em larga escala, mas também personagens pelos quais o espectador consegue torcer.
Minha nota 4/5 se justifica justamente por isso: é um excelente filme de fim de mundo, muito acima da média do gênero e extremamente reassistível. Não conseguiria contar nos dedos quantas vezes já revi essa obra ao longo dos anos. E, pelo que vejo, não sou o único; muitos espectadores ainda destacam como o filme continua divertido e funcionando muito bem mesmo após mais de duas décadas.
Para mim, entra tranquilamente no meu Top 5 de filmes de fim de mundo. Também é um prazer tê-lo na coleção em sua edição de disco duplo. Qualquer dia desses pretendo explorar os conteúdos extras e descobrir ainda mais curiosidades sobre uma obra que, como disse no início, envelheceu muito bem e continua sendo uma das grandes referências quando o assunto é cinema-catástrofe.
Amor Impossível é uma comédia romântica que acaba ficando abaixo da média do gênero. Embora conte com boas atuações de Emily Blunt e Ewan McGregor, o filme apresenta uma história simples, personagens pouco desenvolvidos e uma narrativa que dificilmente prende a atenção do espectador.
O maior problema é justamente falhar naquilo que se propõe: há pouco romance e poucas situações realmente engraçadas, deixando a sensação de que falta o encanto esperado de uma boa comédia romântica. Ainda assim, não chega a ser um filme ruim. É uma produção leve, agradável para passar o tempo e que se beneficia do carisma de seus protagonistas.
No fim, é um filme assistível e até interessante em alguns momentos, mas que dificilmente ficará marcado na memória. Minha nota é 2 de 5 estrelas.
Conheci Band of Brothers por causa da série The Ranch. O personagem Bo, pai de Colt e Gallo, assistia à minissérie constantemente, e aquele nome ficou na minha cabeça por muito tempo. Quando surgiu a oportunidade de adquirir a série em um leilão, finalmente pude assisti-la por completo.
E que obra extraordinária. É difícil lembrar de outra produção de guerra tão bem realizada. Apesar de ter apenas dez episódios, cada um deles é cuidadosamente construído. A direção e a filmagem oferecem uma imersão impressionante, fazendo o espectador sentir o peso de eventos como o Dia D, a ocupação da França e a Batalha de Bastogne.
A fotografia é belíssima, captando paisagens e momentos marcantes com enorme sensibilidade. Mas o grande destaque, para mim, é o roteiro. A série trata seus personagens e os acontecimentos históricos com profundo respeito, trazendo diálogos e reflexões que permanecem na memória muito depois do episódio terminar.
Um dos momentos que mais me marcou envolve um soldado que admite ter ficado paralisado após saltar na Normandia por estar com medo. Seu superior responde que todos ali estavam com medo, mas que o verdadeiro problema era a esperança de sair ileso. Segundo ele, um soldado precisa aceitar a possibilidade da própria morte para agir com rapidez e cumprir sua missão. É uma reflexão dura, mas extremamente poderosa, e representa bem a maturidade com que a série aborda a guerra.
Outro mérito da minissérie é desenvolver diferentes perspectivas ao longo dos episódios. Cada capítulo destaca personagens distintos, permitindo que o espectador os conheça e se conecte com eles, algo impressionante para uma produção tão curta.
Band of Brothers entrega muito mais do que uma simples história de guerra. É uma obra sobre coragem, medo, sacrifício e companheirismo. Com personagens marcantes, roteiro excepcional, fotografia impecável e cenas de ação extremamente imersivas, a minissérie alcança tudo o que se propõe a fazer.
Para mim, é uma obra-prima e merece a nota máxima: 5 de 5.
Ontem fui assistir a A Odisseia, do Nolan, e devo dizer que ultimamente tenho sido muito criterioso nas notas que dou aqui no Filmow. Tanto que faz bastante tempo que não dou cinco estrelas para um filme.
Mas, de antemão, posso dizer: este filme vale cada estrela e cada centavo pago no ingresso. Pode ser considerado uma obra-prima que, com toda certeza, transcenderá o tempo, assim como outros grandes filmes.
Costumo dizer que um filme cinco estrelas, além de fazer bem o papel a que se propõe, precisa encaixar tudo perfeitamente. E este filme faz exatamente isso. O roteiro é muito bem adaptado, as atuações são excelentes (ao menos da grande maioria dos atores principais), a fotografia é lindíssima e os efeitos foram muito bem trabalhados.
O filme prende você à jornada de Odisseu do início ao fim. A luta moral e interna travada pelo personagem é muito bem desenvolvida, e as cenas de combate são extremamente bem coreografadas. A cena final, então, é fantástica.
E já vejo pelo menos quatro indicações certeiras ao Oscar: Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Ator para Matt Damon. Ele entrega muito no papel de Odisseu. Suas falas são profundas e pesadas, mas ao mesmo tempo fluem naturalmente, sem transformar o filme em uma sequência pragmática de lições de moral.
Excelente filme. Com certeza vou revê-lo, desta vez em IMAX.
Esse filme é tranquilamente mais um candidato ao Top 3 de piores filmes que vou assistir este ano. Ele é muito ruim, e vou explicar o porquê.
Vamos começar pela primeira farsa: os efeitos visuais. São ridículos, muito mal feitos e passam uma sensação de produção extremamente barata. Mas até isso eu conseguiria relevar se o filme se limitasse a fazer aquilo que se propõe, que é ser um filme sobre o fim do mundo. Seria honesto. Seria apenas um filme ruim dentro da sua proposta.
O problema é que ele começa a misturar tudo de uma forma completamente sem sentido. O filme pega toda a mística envolvendo os maias e o famoso calendário que apontaria para o fim do mundo em dezembro de 2012, mas, do nada, enfia elementos cristãos no meio da história. Há uma cruz, personagens desaparecem misteriosamente e a trama passa a flertar com a ideia do arrebatamento. A mãe da protagonista e o piloto do avião simplesmente somem, enquanto quatro pessoas são "guiadas" até as pirâmides maias por alguma força inexplicável.
O mais estranho é que as pirâmides maias não têm absolutamente nada a ver com o conceito cristão de arrebatamento, mas o filme insiste em empurrar essa mistura goela abaixo. Nada conversa com nada. Parece que pegaram várias ideias soltas e jogaram tudo dentro do mesmo roteiro sem qualquer preocupação em criar coerência.
As atuações são horrorosas. É triste de assistir. Os personagens não convencem em momento algum, e isso só piora um roteiro que já é extremamente fraco. Aliás, esse é um dos roteiros mais fracos que já vi em um filme de fim do mundo. Sinceramente, não consigo me lembrar de outro longa do gênero que tenha uma narrativa tão ruim quanto a de 2012: Doomsday.
Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (2011) — Nota: ⭐⭐⭐☆☆ (3/5)
Como costumo dizer, existe o excelente filme de ação, que consegue equilibrar um bom roteiro, boas atuações e grandes cenas de combate. E existe o filme mediano, que simplesmente sabe o que é e entrega exatamente isso: tiro, porrada e bomba. Sem mistério.
Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles se encaixa perfeitamente nessa segunda categoria. É um filme que vive da ação, das explosões, dos confrontos e do ritmo acelerado. Não é uma obra que vai revolucionar o gênero nem marcar a vida de ninguém, mas também está longe de ser um filme esquecível.
As atuações cumprem seu papel, as cenas de batalha são boas e a história consegue ser interessante o suficiente para prender a atenção. O filme ainda adiciona alguns dramas de fundo que ajudam a dar mais peso aos personagens. Inclusive, a cena em que o personagem do Aaron Eckhart cita o nome dos companheiros que morreram ao seu lado é um momento muito bom do clímax, contribuindo bastante para a ambientação e para a carga emocional da história.
No fim das contas, é um bom filme de ação. E, como eu costumo avaliar, se o filme entrega exatamente aquilo que se propõe a fazer e atende às expectativas do gênero, a nota é 3 de 5 estrelas.
Posso dizer sem exagero que Billy Pig entrou facilmente para o meu top 3 piores filmes que assisti este ano. É um filme que falha em praticamente tudo o que se propõe a fazer. Não consigo apontar nenhum aspecto realmente aproveitável. E o mais impressionante é ver um ator do calibre do Selton Mello envolvido em uma produção tão fraca, ao lado de outros bons nomes, como Milton Gonçalves.
As atuações, de forma geral, não me convenceram, e até algumas escolhas de personagens parecem artificiais. Um exemplo é o nome "Marinalda", que soa tão incomum que parece ter sido criado apenas para arrancar uma comicidade que nunca acontece. O problema é que o filme tenta ser engraçado, mas simplesmente não funciona.
A premissa já é difícil de engolir: personagens explorando a fé de um traficante para tentar tirar sua filha do coma. E veja bem, não é porque a ideia é absurda que ela necessariamente seria ruim. Existem várias comédias construídas sobre premissas absurdas que funcionam muito bem. O problema é que Billy Pig não consegue transformar essa ideia em algo divertido. Para mim, uma boa comédia nem precisa de um roteiro brilhante; ela precisa de ritmo, boas tiradas e situações engraçadas. Aqui não existe nada disso.
O filme é lento, arrastado e monótono durante boa parte do tempo, até o momento em que o personagem de Selton Mello resolve usar o padre para ganhar dinheiro. Mesmo assim, a narrativa nunca engrena. Em determinado momento, ainda encaixam um número musical da Grazi Massafera em um bar, algo que parece surgir do nada e reforça ainda mais a falta de coesão da obra.
Esse tipo de produção acaba alimentando muitos dos estereótipos negativos que existem sobre o cinema nacional. A sensação que tive é de que o roteiro foi escrito às pressas, sem qualquer refinamento. Hoje vejo uma curadoria muito mais rigorosa no mercado audiovisual brasileiro, e sinceramente acredito que um roteiro como esse dificilmente encontraria espaço em grandes plataformas de streaming. Simplesmente porque não vejo público para algo tão fraco.
E tem ainda o porco que dá nome ao filme. O animal é tratado como se fosse um elemento importante, mas, na prática, não serve para quase nada dentro da história. Sua presença parece completamente forçada e sem função narrativa relevante.
No fim das contas, achei Billy Pig um filme fraquíssimo em todos os aspectos: roteiro, humor, ritmo e desenvolvimento. É uma experiência que não funcionou para mim em momento algum. Minha nota é 0,5/5.
De longe, um dos piores filmes que já assisti. Aposta Radical (2010) falha praticamente em tudo o que se propõe a fazer. As atuações são extremamente fracas, com destaque para o personagem Monk, que parece uma tentativa de copiar Jackie Chan sem qualquer carisma ou talento. O roteiro praticamente não existe: o filme começa sem rumo e termina da mesma forma, sem desenvolver nada de relevante.
Como filme de ação, ainda consegue salvar uma ou duas cenas de luta razoavelmente bem coreografadas, mas é só. Todo o resto é esquecível, mal executado e sem qualquer impacto. Minha vontade era dar nota zero, mas como existe um mínimo de esforço em algumas sequências de ação, fico com 0,5/5 estrela.
Filme 1731/2000 – A Casa no Fim do Mundo (2004) ⭐⭐⭐☆☆ (3/5)
De longe, esse foi um dos filmes mais fora da minha bolha que eu já assisti. A temática, os relacionamentos e a forma como os personagens se conectam estão muito distantes do tipo de vida que eu levo e das experiências que costumo ter. E justamente por isso a experiência foi tão interessante.
Uma coisa que me chamou atenção foi a questão do lar. Durante boa parte do filme, eu cheguei a acreditar que existia um lapso temporal maior no final, mas, refletindo melhor sobre a história, percebi que o mais importante não é a passagem do tempo, e sim o significado daquele lugar para os personagens.
A cena final resume muito bem isso. Quando Bobby diz que Jonathan construiu um lar para eles, e Jonathan responde que foi Bobby quem fez isso, o filme deixa claro que um lar não é apenas uma casa. Quando Jonathan o acolheu após tantas perdas, ele abriu um mundo de possibilidades que Bobby talvez nunca tivesse encontrado sozinho. Para mim, a mensagem central do filme é justamente essa: um lar é aquilo que funciona para você, o lugar onde você se sente pertencente, feliz e em paz quando chega ao fim do dia.
Também vale destacar a trilha sonora, que é muito bonita e ajuda bastante a desenvolver os personagens e a dar o tom emocional de vários momentos da história. É um daqueles casos em que a música complementa perfeitamente o que está acontecendo em cena.
Nas atuações, Colin Farrell e Dallas Roberts entregam performances muito boas. Mas faço um destaque especial para o ator que interpreta Bobby jovem, que também faz um excelente trabalho e ajuda a construir toda a carga emocional do personagem.
No fim das contas, foi um filme interessante justamente por me apresentar uma realidade tão diferente da minha. Talvez eu não tenha me conectado totalmente com a proposta, mas consegui entender e apreciar a mensagem que ele queria transmitir.
Para começo de conversa, é bom entendermos que It – A Coisa (1990), a princípio, não foi feito para ser um filme. Na verdade, ele foi produzido como uma minissérie para a televisão, baseada na obra de Stephen King. Por conta disso, o Blu-ray que eu tenho está no formato de imagem 4:3, justamente por ter sido pensado para a TV e não para o cinema. Sendo assim, ele não foi disponibilizado em formato widescreen.
Dito isso, é notório perceber pequenos clímax distribuídos ao longo da obra, algo que acredito serem as pausas entre os episódios originais da minissérie. Achei interessante a forma como a narrativa mescla passado e presente, mas, em determinado momento, essa estrutura acaba ficando um pouco cansativa. Apesar disso, entendo que a adaptação mais recente acaba funcionando melhor nesse aspecto por ser dividida em duas partes, o que proporciona mais tempo de imersão. E aqui não estou falando de fidelidade entre livro e filme, já que ainda não li o livro — embora ele esteja na minha lista de leitura.
Falando do elenco, achei as atuações muito boas. Os efeitos práticos do começo da década de 90 são bastante interessantes e muito bem executados. Eles ainda conseguem prender a atenção e transmitir a atmosfera necessária. Obviamente, com os avanços da tecnologia, hoje temos sustos mais elaborados e efeitos mais sofisticados, mas, em compensação, a tensão neste filme permanece consistente durante praticamente toda a exibição.
Demorei um pouquinho para perceber que a Bev era a nossa querida Martha Kent de Smallville, o que acabou sendo uma surpresa divertida. No geral, gostei bastante do filme. Achei um ótimo passatempo e, principalmente, uma obra extremamente revisitável.
Eu já havia tentado assistir a essa versão algum tempo atrás, mas acabei pegando no sono e não consegui concluir. Agora, finalmente, consegui assistir tudo e finalizar a experiência 100%. Sou fã de It desde que assisti ao remake, que foi justamente o responsável por despertar meu interesse pela obra. Eu já gostava bastante dos filmes baseados nos contos e livros de Stephen King, e este acaba sendo mais um que entra para essa lista.
A respeito do filme Caçada ao Outubro Vermelho, eu gostei muito da temática em geral. Essa ideia de um capitão da União Soviética desertando e seguindo em direção aos Estados Unidos com uma arma que não é de conhecimento do inimigo, e que é muito mais avançada do que qualquer coisa existente naquele momento, é muito interessante.
Gostei bastante da dinâmica dos personagens, tanto do Alec Baldwin quanto do Sean Connery, e acho que ela foi muito bem dosada. Um destaque também para o personagem interpretado pelo nosso querido Sam O'Neill, que infelizmente faleceu esta semana, e para o grande James Earl Jones, que também entrega uma ótima atuação.
O filme é um pouco monótono em parte do seu desenvolvimento até chegar ao que eu chamaria de ápice. Talvez não seja exatamente um ápice na definição mais tradicional da palavra, mas é o momento em que a trama realmente alcança seu ponto mais alto. Por conta disso, se você assistir ao filme já cansado, pode acabar perdendo alguns detalhes importantes.
Mas, de modo geral, eu achei um bom filme. Foi também o primeiro filme baseado em uma obra do Tom Clancy que eu assisti, além do meu primeiro contato com o agente da CIA Jack Ryan.
Minha nota para Caçada ao Outubro Vermelho é 3,5 de 5.
Acabei de assistir a 30 Days of Night (Trinta Dias de Noite), um filme de terror baseado em vampiros. A premissa é interessante: uma cidade no Alasca passa trinta dias sem a luz do sol, e os vampiros resolvem transformar esse período em um verdadeiro banquete.
A ideia é muito boa, mas algo na execução me fez achar o filme um pouco monótono. Em vários momentos ele parece meio parado, principalmente por ser um filme para maiores de 18 anos. Eu esperava um pouco mais de gore, mais violência explícita e uma sensação maior de carnificina. Nesse aspecto, achei o filme um pouco tímido.
Não vou cobrar roteiro, porque esse tipo de filme normalmente não vive ou morre pela complexidade da história. A proposta é entregar tensão, sobrevivência e ataques brutais. Mas, para mim, faltou justamente um pouco mais de intensidade para justificar a classificação indicativa.
Ainda assim, não é um filme ruim. Cumpre o que promete, tem uma premissa forte e alguns momentos interessantes. Por isso, minhas três estrelas de cinco estão mais do que justificadas.
Acabei de assistir a Terapia do Amor. É uma comédia romântica de baixo orçamento, ao meu ver. O filme conta com atuações muito boas, tanto de Uma Thurman quanto de Meryl Streep. E isso é incrível, porque o roteiro é um pouco fraco. Ele não oferece a profundidade que o filme merece, nem a que as atuações das duas atrizes mereciam.
Um ponto positivo é que o filme não é clichê. Ele não termina com aquele final feliz utópico tão comum no gênero. Em vez disso, constrói um desfecho mais próximo da realidade, e isso é interessante. Apesar de eu gostar de comédias românticas com finais mais alegóricos, um pouco distantes da realidade, justamente por proporcionarem uma fuga do mundo em que vivemos e nos trazerem uma sensação de prazer e alegria, é muito bom quando um filme consegue retratar a realidade e, ainda assim, transmitir conforto.
Nesse aspecto, o filme funciona muito bem.
Minha nota é 3 de 5. É também um filme profundamente revisitadóvel: fácil de assistir, leve e agradável, perfeito para uma noite de sábado com uma chuvinha lá fora. Gostei bastante.
Reassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.
Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.
Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.
Para começo, gostaria de partir de um pensamento que tenho: uma guerra nada mais é do que uma batalha de narrativas, onde ninguém realmente vence, porque todo sangue humano derramado é um grande desperdício de vida. Uma pena que, em alguns casos, ela pareça necessária, mas isso não deixa de torná-la um desperdício.
Dito isso, Entre Irmãos é um filme muito tocante sobre como determinadas ações podem mudar uma pessoa para sempre. O arco do personagem principal, vivido por Tobey Maguire, gira justamente em torno disso. Ele é uma pessoa correta, que sempre conduziu a vida de forma íntegra, mas, ao ser colocado em uma situação extrema e completamente contrária aos seus valores, toma uma decisão que o marca para sempre. Depois disso, ele simplesmente não consegue voltar a ser quem era.
O final do filme me pareceu muito acertado. Há uma frase que ele diz nos momentos finais que, parafraseando, seria algo como: "Só os mortos veem o fim da guerra". Em seguida, surge a grande questão: será que ele conseguirá reaprender a viver? E essa é justamente a essência do filme. Reaprender a viver após o trauma.
O que ele vivenciou o fez desacreditar de tudo aquilo em que acreditava. É um retrato muito forte das cicatrizes invisíveis deixadas pela guerra.
Natalie Portman está muito bem em seu papel, assim como Jake Gyllenhaal, que também entrega uma ótima atuação. Mas o grande destaque é Tobey Maguire, que carrega o peso emocional da história de forma impressionante.
Um filme muito bom, que vale a pena ter na coleção e que certamente merece ser revisitado. #rumoaos2000
O filme é muito mais romântico e menos sagaz do que A Princesa e o Plebeu. Ainda assim, tem uma dinâmica muito boa, daquelas em que você nem percebe o tempo passar.
Mais uma vez, assim como em A Princesa e o Plebeu, existe aquela pegada mais teatral dos primeiros anos da Hollywood clássica, especialmente dos filmes das décadas de 30, 40 e 50. Os diálogos são muito bem executados, o roteiro é muito bom e o filme consegue prender bastante a atenção.
A atuação da Audrey Hepburn é excelente. Já a atuação do irmão mais velho também é boa, mas senti que escalaram um ator velho demais para o papel. Acho que funcionaria melhor se a diferença de idade entre os irmãos fosse menor — algo como o mais novo com 26 ou 27 anos e o mais velho na casa dos 30 e poucos. Em alguns momentos, essa diferença me pareceu exagerada.
Mas, ignorando isso, o filme passa muito bem. É uma comédia romântica leve e agradável. Os personagens não têm um background tão aprofundado, mas isso não chega a atrapalhar. A história funciona, é divertida e conta com uma trilha sonora muito boa, com destaque para "La Vie en Rose".
No geral, gostei bastante. É um filme muito bom e uma ótima comédia romântica da era clássica de Hollywood.
Batman: A Piada Mortal
3.3 497 Assista AgoraO filme é ruim. Muito ruim.
O começo focado na Batgirl é horrível: inflado, arrastado e extremamente chato. Parece uma introdução que nunca termina e que pouco acrescenta ao que realmente interessa.
A história de origem do Coringa também não ajuda. É igualmente chata e não consegue prender a atenção. Em nenhum momento achei divertida, envolvente ou interessante o suficiente para justificar o tempo de tela.
Enfim, é isso. Um filme que pega um material famoso e consegue transformá-lo em algo cansativo e sem graça.
Corações de Ferro
3.9 1,4K Assista AgoraBrutal. Um óti.o filme sobre guerra. Mostrando a visceral escolha entre manter sua humanidade e continuar vivo.
#revisitando
Homem-Formiga e a Vespa
3.6 994 Assista AgoraPara mim é um filme Ok de super-herói, nada que acrescente muito, mas também nada que atrapalhe o filme. Ele flui de forma interessante. E sinto como se funcionasse muito mais como um filme de ligação mas diverte.
#rumoaos2000
O Dilema
2.8 233O filme cumpre o que propõe, não é um filme com detalhes técnicos avantajados. Mas que ele entretém ele dá boas risadas e diverte. #rumo aos 2000
Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar
3.3 1,1K Assista AgoraVou fazer aqui a minha análise de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar.
Bem, o filme não é melhor do que a trilogia original, né? Aquela que inclui A Maldição do Pérola Negra, O Baú da Morte e No Fim do Mundo. Não ganha da trilogia original, mas é consideravelmente melhor, em vários aspectos, do que Navegando em Águas Misteriosas.
Também acho que ele funciona como um fechamento interessante para a série de filmes. Eu li que o nosso amigo Johnny Depp não tem mais interesse em retornar ao papel de Jack Sparrow e, para mim, não faz sentido continuar a franquia sem ele. Então é isso, não vejo muito para onde ir.
Outro ponto é que trocaram o dublador do Jack Sparrow, e isso foi uma porcaria. O dublador escolhido não tem um timbre de voz que combine com o personagem. Isso acabou me fazendo assistir ao filme legendado, o que não é um problema. Mas, como eu comecei a assistir a essa franquia dublada quando era criança, prefiro manter a experiência dessa forma.
Dito isso, a minha nota é 3,5 de 5.
Três pontos porque acredito que ele cumpriu bem o papel dele, sem grandes problemas. É um filme ok, que entrega aquilo que se propõe. E esse meio ponto extra vem por conta do background que deram ao Capitão Barbossa. Eu achei essa parte muito interessante e, para mim, foi um dos destaques do filme.
É isso.
#rumoaos2000
Um Lugar Silencioso
4.0 3,0K Assista AgoraUm Lugar Silencioso (2018) – Nota: 3/5
Um Lugar Silencioso é uma produção quase em família de John Krasinski e Emily Blunt que, infelizmente, não me pegou.
A proposta da tensão constante de precisar permanecer em silêncio é muito interessante, e as atuações são muito boas. John Krasinski e Emily Blunt entregam ótimos trabalhos, e as duas crianças também cumprem muito bem seus papéis. O problema, para mim, foi outro: o filme simplesmente não conseguiu me envolver.
Cheguei a dividir a sessão em três partes para conseguir terminar. Em muitos momentos, tive a sensação de que pouca coisa acontecia. E não é uma questão de falta de ação, mas de conexão com a história e com os personagens.
Resumindo de forma bem simples, o filme começa com a morte do filho mais novo. Depois acompanhamos a família tentando sobreviver, a gravidez da personagem da Emily Blunt, o pai ensinando o filho a se tornar mais independente, a filha lidando com seus conflitos e, quando a mãe fica sozinha em casa, tudo começa a dar errado. A partir daí, a trama acelera até o desfecho.
O que senti falta foi justamente de um aprofundamento maior dos personagens. Não precisava ser algo que enrolasse a narrativa, mas pequenos flashbacks ou momentos que mostrassem melhor quem aquelas pessoas eram antes de tudo acontecer. Gostaria de ter visto mais sobre o impacto da morte do menino na família, principalmente na filha, ou até mesmo conhecer melhor o passado dos personagens de John Krasinski e Emily Blunt. Acho que isso teria dado mais peso emocional à história.
Curiosamente, apesar de ter apenas uma hora e meia de duração, tive a sensação de que o filme passou rápido demais em alguns aspectos. Muitos acontecimentos parecem atravessados, sem tempo suficiente para serem desenvolvidos, o que acabou me deixando um pouco distante da narrativa.
Por isso, minha nota é 3 de 5. E faço questão de dizer que essa nota não significa que o filme seja ruim. Muito pelo contrário: ele entrega uma proposta interessante, tem boas atuações e funciona para muita gente. Apenas não é o tipo de filme que costuma me envolver.
Durante a sessão, em alguns momentos, me senti assistindo algo parecido com A Quinta Onda, com a Chloë Grace Moretz, embora aqui as atuações sejam consideravelmente melhores.
No fim das contas, reconheço as qualidades de Um Lugar Silencioso, mas foi uma experiência que simplesmente não funcionou para mim.
Veneno Mortal
1.6 8Filme trash de cobras bem típico do começo dos anos 2000 e final da década de 90. A história do filme é totalmente sem sentido, mas se for cobrar coerência de um filme desse é melhor ir assistir ao NatGeo ou Discovery Channel. No demais, temos tudo que um trash entregaria, atuações ruins, roteiro ruim, gráficos ruins e ponto. Mas é isso que se espera de um filme desse tipo, contudo, apesar de todos esses defeitos, ele diverte e te prende durante todo o longa.
#rumoaos2000
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 391Análise – Homem-Aranha: Um Novo Dia (2026)
Homem-Aranha: Um Novo Dia é, para mim, o segundo melhor filme da franquia, ficando atrás apenas de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Assim como seu antecessor, ele aposta bastante no fan service, mas consegue encaixar isso dentro de uma história que funciona bem para um filme de super-herói.
O roteiro dedica um bom espaço ao desenvolvimento de alguns personagens, explorando melhor seus backgrounds e dando mais peso às suas motivações. Além disso, o filme conta com bons momentos de tensão e cenas de ação muito bem executadas, culminando em um clímax envolvente.
As atuações também ajudam a sustentar a experiência. Tom Holland entrega mais uma boa performance como Peter Parker, e Zendaya continua funcionando muito bem ao seu lado, mantendo a química que marcou os filmes anteriores.
No fim das contas, é um filme que cumpre o que promete e entrega um pouco mais do que o básico. Não chega ao nível de excelência que justificaria uma nota 4, mas é uma produção sólida, divertida e eficiente dentro da proposta.
Nota: 3,5/5
#rumoaos2000
O Dia Depois de Amanhã
3.2 1,2K Assista AgoraO Dia Depois de Amanhã (2004) – Nota 4/5
Reassisti O Dia Depois de Amanhã em 12 de agosto de 2026, aproximadamente 22 anos após seu lançamento, e continuo achando impressionante como esse filme envelheceu bem. Dirigido por Roland Emmerich e estrelado por Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal, ele permanece extremamente atual, especialmente pela temática ligada às mudanças climáticas e aos desastres naturais.
As atuações são boas, os efeitos especiais continuam impressionando e várias cenas ainda conseguem transmitir a mesma sensação de grandiosidade que causavam na época. É um daqueles filmes-catástrofe que entregam um pouco mais do que o básico esperado do gênero, oferecendo não apenas destruição em larga escala, mas também personagens pelos quais o espectador consegue torcer.
Minha nota 4/5 se justifica justamente por isso: é um excelente filme de fim de mundo, muito acima da média do gênero e extremamente reassistível. Não conseguiria contar nos dedos quantas vezes já revi essa obra ao longo dos anos. E, pelo que vejo, não sou o único; muitos espectadores ainda destacam como o filme continua divertido e funcionando muito bem mesmo após mais de duas décadas.
Para mim, entra tranquilamente no meu Top 5 de filmes de fim de mundo. Também é um prazer tê-lo na coleção em sua edição de disco duplo. Qualquer dia desses pretendo explorar os conteúdos extras e descobrir ainda mais curiosidades sobre uma obra que, como disse no início, envelheceu muito bem e continua sendo uma das grandes referências quando o assunto é cinema-catástrofe.
Amor Impossível
3.2 352 Assista AgoraAmor Impossível é uma comédia romântica que acaba ficando abaixo da média do gênero. Embora conte com boas atuações de Emily Blunt e Ewan McGregor, o filme apresenta uma história simples, personagens pouco desenvolvidos e uma narrativa que dificilmente prende a atenção do espectador.
O maior problema é justamente falhar naquilo que se propõe: há pouco romance e poucas situações realmente engraçadas, deixando a sensação de que falta o encanto esperado de uma boa comédia romântica. Ainda assim, não chega a ser um filme ruim. É uma produção leve, agradável para passar o tempo e que se beneficia do carisma de seus protagonistas.
No fim, é um filme assistível e até interessante em alguns momentos, mas que dificilmente ficará marcado na memória. Minha nota é 2 de 5 estrelas.
Irmãos de Guerra
4.7 643 Assista AgoraConheci Band of Brothers por causa da série The Ranch. O personagem Bo, pai de Colt e Gallo, assistia à minissérie constantemente, e aquele nome ficou na minha cabeça por muito tempo. Quando surgiu a oportunidade de adquirir a série em um leilão, finalmente pude assisti-la por completo.
E que obra extraordinária. É difícil lembrar de outra produção de guerra tão bem realizada. Apesar de ter apenas dez episódios, cada um deles é cuidadosamente construído. A direção e a filmagem oferecem uma imersão impressionante, fazendo o espectador sentir o peso de eventos como o Dia D, a ocupação da França e a Batalha de Bastogne.
A fotografia é belíssima, captando paisagens e momentos marcantes com enorme sensibilidade. Mas o grande destaque, para mim, é o roteiro. A série trata seus personagens e os acontecimentos históricos com profundo respeito, trazendo diálogos e reflexões que permanecem na memória muito depois do episódio terminar.
Um dos momentos que mais me marcou envolve um soldado que admite ter ficado paralisado após saltar na Normandia por estar com medo. Seu superior responde que todos ali estavam com medo, mas que o verdadeiro problema era a esperança de sair ileso. Segundo ele, um soldado precisa aceitar a possibilidade da própria morte para agir com rapidez e cumprir sua missão. É uma reflexão dura, mas extremamente poderosa, e representa bem a maturidade com que a série aborda a guerra.
Outro mérito da minissérie é desenvolver diferentes perspectivas ao longo dos episódios. Cada capítulo destaca personagens distintos, permitindo que o espectador os conheça e se conecte com eles, algo impressionante para uma produção tão curta.
Band of Brothers entrega muito mais do que uma simples história de guerra. É uma obra sobre coragem, medo, sacrifício e companheirismo. Com personagens marcantes, roteiro excepcional, fotografia impecável e cenas de ação extremamente imersivas, a minissérie alcança tudo o que se propõe a fazer.
Para mim, é uma obra-prima e merece a nota máxima: 5 de 5.
A Odisseia
4.2 583Ontem fui assistir a A Odisseia, do Nolan, e devo dizer que ultimamente tenho sido muito criterioso nas notas que dou aqui no Filmow. Tanto que faz bastante tempo que não dou cinco estrelas para um filme.
Mas, de antemão, posso dizer: este filme vale cada estrela e cada centavo pago no ingresso. Pode ser considerado uma obra-prima que, com toda certeza, transcenderá o tempo, assim como outros grandes filmes.
Costumo dizer que um filme cinco estrelas, além de fazer bem o papel a que se propõe, precisa encaixar tudo perfeitamente. E este filme faz exatamente isso. O roteiro é muito bem adaptado, as atuações são excelentes (ao menos da grande maioria dos atores principais), a fotografia é lindíssima e os efeitos foram muito bem trabalhados.
O filme prende você à jornada de Odisseu do início ao fim. A luta moral e interna travada pelo personagem é muito bem desenvolvida, e as cenas de combate são extremamente bem coreografadas. A cena final, então, é fantástica.
E já vejo pelo menos quatro indicações certeiras ao Oscar: Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Ator para Matt Damon. Ele entrega muito no papel de Odisseu. Suas falas são profundas e pesadas, mas ao mesmo tempo fluem naturalmente, sem transformar o filme em uma sequência pragmática de lições de moral.
Excelente filme. Com certeza vou revê-lo, desta vez em IMAX.
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2012: O Ano da Profecia
1.7 293Esse filme é tranquilamente mais um candidato ao Top 3 de piores filmes que vou assistir este ano. Ele é muito ruim, e vou explicar o porquê.
Vamos começar pela primeira farsa: os efeitos visuais. São ridículos, muito mal feitos e passam uma sensação de produção extremamente barata. Mas até isso eu conseguiria relevar se o filme se limitasse a fazer aquilo que se propõe, que é ser um filme sobre o fim do mundo. Seria honesto. Seria apenas um filme ruim dentro da sua proposta.
O problema é que ele começa a misturar tudo de uma forma completamente sem sentido. O filme pega toda a mística envolvendo os maias e o famoso calendário que apontaria para o fim do mundo em dezembro de 2012, mas, do nada, enfia elementos cristãos no meio da história. Há uma cruz, personagens desaparecem misteriosamente e a trama passa a flertar com a ideia do arrebatamento. A mãe da protagonista e o piloto do avião simplesmente somem, enquanto quatro pessoas são "guiadas" até as pirâmides maias por alguma força inexplicável.
O mais estranho é que as pirâmides maias não têm absolutamente nada a ver com o conceito cristão de arrebatamento, mas o filme insiste em empurrar essa mistura goela abaixo. Nada conversa com nada. Parece que pegaram várias ideias soltas e jogaram tudo dentro do mesmo roteiro sem qualquer preocupação em criar coerência.
As atuações são horrorosas. É triste de assistir. Os personagens não convencem em momento algum, e isso só piora um roteiro que já é extremamente fraco. Aliás, esse é um dos roteiros mais fracos que já vi em um filme de fim do mundo. Sinceramente, não consigo me lembrar de outro longa do gênero que tenha uma narrativa tão ruim quanto a de 2012: Doomsday.
Dito isso, minha nota é 0,5/5.
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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles
2.9 1,1KInvasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (2011) — Nota: ⭐⭐⭐☆☆ (3/5)
Como costumo dizer, existe o excelente filme de ação, que consegue equilibrar um bom roteiro, boas atuações e grandes cenas de combate. E existe o filme mediano, que simplesmente sabe o que é e entrega exatamente isso: tiro, porrada e bomba. Sem mistério.
Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles se encaixa perfeitamente nessa segunda categoria. É um filme que vive da ação, das explosões, dos confrontos e do ritmo acelerado. Não é uma obra que vai revolucionar o gênero nem marcar a vida de ninguém, mas também está longe de ser um filme esquecível.
As atuações cumprem seu papel, as cenas de batalha são boas e a história consegue ser interessante o suficiente para prender a atenção. O filme ainda adiciona alguns dramas de fundo que ajudam a dar mais peso aos personagens. Inclusive, a cena em que o personagem do Aaron Eckhart cita o nome dos companheiros que morreram ao seu lado é um momento muito bom do clímax, contribuindo bastante para a ambientação e para a carga emocional da história.
No fim das contas, é um bom filme de ação. E, como eu costumo avaliar, se o filme entrega exatamente aquilo que se propõe a fazer e atende às expectativas do gênero, a nota é 3 de 5 estrelas.
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Billi Pig
1.6 349Posso dizer sem exagero que Billy Pig entrou facilmente para o meu top 3 piores filmes que assisti este ano. É um filme que falha em praticamente tudo o que se propõe a fazer. Não consigo apontar nenhum aspecto realmente aproveitável. E o mais impressionante é ver um ator do calibre do Selton Mello envolvido em uma produção tão fraca, ao lado de outros bons nomes, como Milton Gonçalves.
As atuações, de forma geral, não me convenceram, e até algumas escolhas de personagens parecem artificiais. Um exemplo é o nome "Marinalda", que soa tão incomum que parece ter sido criado apenas para arrancar uma comicidade que nunca acontece. O problema é que o filme tenta ser engraçado, mas simplesmente não funciona.
A premissa já é difícil de engolir: personagens explorando a fé de um traficante para tentar tirar sua filha do coma. E veja bem, não é porque a ideia é absurda que ela necessariamente seria ruim. Existem várias comédias construídas sobre premissas absurdas que funcionam muito bem. O problema é que Billy Pig não consegue transformar essa ideia em algo divertido. Para mim, uma boa comédia nem precisa de um roteiro brilhante; ela precisa de ritmo, boas tiradas e situações engraçadas. Aqui não existe nada disso.
O filme é lento, arrastado e monótono durante boa parte do tempo, até o momento em que o personagem de Selton Mello resolve usar o padre para ganhar dinheiro. Mesmo assim, a narrativa nunca engrena. Em determinado momento, ainda encaixam um número musical da Grazi Massafera em um bar, algo que parece surgir do nada e reforça ainda mais a falta de coesão da obra.
Esse tipo de produção acaba alimentando muitos dos estereótipos negativos que existem sobre o cinema nacional. A sensação que tive é de que o roteiro foi escrito às pressas, sem qualquer refinamento. Hoje vejo uma curadoria muito mais rigorosa no mercado audiovisual brasileiro, e sinceramente acredito que um roteiro como esse dificilmente encontraria espaço em grandes plataformas de streaming. Simplesmente porque não vejo público para algo tão fraco.
E tem ainda o porco que dá nome ao filme. O animal é tratado como se fosse um elemento importante, mas, na prática, não serve para quase nada dentro da história. Sua presença parece completamente forçada e sem função narrativa relevante.
No fim das contas, achei Billy Pig um filme fraquíssimo em todos os aspectos: roteiro, humor, ritmo e desenvolvimento. É uma experiência que não funcionou para mim em momento algum. Minha nota é 0,5/5.
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Aposta Radical
1.9 24De longe, um dos piores filmes que já assisti. Aposta Radical (2010) falha praticamente em tudo o que se propõe a fazer. As atuações são extremamente fracas, com destaque para o personagem Monk, que parece uma tentativa de copiar Jackie Chan sem qualquer carisma ou talento. O roteiro praticamente não existe: o filme começa sem rumo e termina da mesma forma, sem desenvolver nada de relevante.
Como filme de ação, ainda consegue salvar uma ou duas cenas de luta razoavelmente bem coreografadas, mas é só. Todo o resto é esquecível, mal executado e sem qualquer impacto. Minha vontade era dar nota zero, mas como existe um mínimo de esforço em algumas sequências de ação, fico com 0,5/5 estrela.
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Uma Casa no Fim do Mundo
3.5 132Filme 1731/2000 – A Casa no Fim do Mundo (2004) ⭐⭐⭐☆☆ (3/5)
De longe, esse foi um dos filmes mais fora da minha bolha que eu já assisti. A temática, os relacionamentos e a forma como os personagens se conectam estão muito distantes do tipo de vida que eu levo e das experiências que costumo ter. E justamente por isso a experiência foi tão interessante.
Uma coisa que me chamou atenção foi a questão do lar. Durante boa parte do filme, eu cheguei a acreditar que existia um lapso temporal maior no final, mas, refletindo melhor sobre a história, percebi que o mais importante não é a passagem do tempo, e sim o significado daquele lugar para os personagens.
A cena final resume muito bem isso. Quando Bobby diz que Jonathan construiu um lar para eles, e Jonathan responde que foi Bobby quem fez isso, o filme deixa claro que um lar não é apenas uma casa. Quando Jonathan o acolheu após tantas perdas, ele abriu um mundo de possibilidades que Bobby talvez nunca tivesse encontrado sozinho. Para mim, a mensagem central do filme é justamente essa: um lar é aquilo que funciona para você, o lugar onde você se sente pertencente, feliz e em paz quando chega ao fim do dia.
Também vale destacar a trilha sonora, que é muito bonita e ajuda bastante a desenvolver os personagens e a dar o tom emocional de vários momentos da história. É um daqueles casos em que a música complementa perfeitamente o que está acontecendo em cena.
Nas atuações, Colin Farrell e Dallas Roberts entregam performances muito boas. Mas faço um destaque especial para o ator que interpreta Bobby jovem, que também faz um excelente trabalho e ajuda a construir toda a carga emocional do personagem.
No fim das contas, foi um filme interessante justamente por me apresentar uma realidade tão diferente da minha. Talvez eu não tenha me conectado totalmente com a proposta, mas consegui entender e apreciar a mensagem que ele queria transmitir.
Nota: 3/5 estrelas.
#rumoaos2000
It: Uma Obra Prima do Medo
3.5 1,3KPara começo de conversa, é bom entendermos que It – A Coisa (1990), a princípio, não foi feito para ser um filme. Na verdade, ele foi produzido como uma minissérie para a televisão, baseada na obra de Stephen King. Por conta disso, o Blu-ray que eu tenho está no formato de imagem 4:3, justamente por ter sido pensado para a TV e não para o cinema. Sendo assim, ele não foi disponibilizado em formato widescreen.
Dito isso, é notório perceber pequenos clímax distribuídos ao longo da obra, algo que acredito serem as pausas entre os episódios originais da minissérie. Achei interessante a forma como a narrativa mescla passado e presente, mas, em determinado momento, essa estrutura acaba ficando um pouco cansativa. Apesar disso, entendo que a adaptação mais recente acaba funcionando melhor nesse aspecto por ser dividida em duas partes, o que proporciona mais tempo de imersão. E aqui não estou falando de fidelidade entre livro e filme, já que ainda não li o livro — embora ele esteja na minha lista de leitura.
Falando do elenco, achei as atuações muito boas. Os efeitos práticos do começo da década de 90 são bastante interessantes e muito bem executados. Eles ainda conseguem prender a atenção e transmitir a atmosfera necessária. Obviamente, com os avanços da tecnologia, hoje temos sustos mais elaborados e efeitos mais sofisticados, mas, em compensação, a tensão neste filme permanece consistente durante praticamente toda a exibição.
Demorei um pouquinho para perceber que a Bev era a nossa querida Martha Kent de Smallville, o que acabou sendo uma surpresa divertida. No geral, gostei bastante do filme. Achei um ótimo passatempo e, principalmente, uma obra extremamente revisitável.
Eu já havia tentado assistir a essa versão algum tempo atrás, mas acabei pegando no sono e não consegui concluir. Agora, finalmente, consegui assistir tudo e finalizar a experiência 100%. Sou fã de It desde que assisti ao remake, que foi justamente o responsável por despertar meu interesse pela obra. Eu já gostava bastante dos filmes baseados nos contos e livros de Stephen King, e este acaba sendo mais um que entra para essa lista.
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A Caçada ao Outubro Vermelho
3.7 166 Assista AgoraA respeito do filme Caçada ao Outubro Vermelho, eu gostei muito da temática em geral. Essa ideia de um capitão da União Soviética desertando e seguindo em direção aos Estados Unidos com uma arma que não é de conhecimento do inimigo, e que é muito mais avançada do que qualquer coisa existente naquele momento, é muito interessante.
Gostei bastante da dinâmica dos personagens, tanto do Alec Baldwin quanto do Sean Connery, e acho que ela foi muito bem dosada. Um destaque também para o personagem interpretado pelo nosso querido Sam O'Neill, que infelizmente faleceu esta semana, e para o grande James Earl Jones, que também entrega uma ótima atuação.
O filme é um pouco monótono em parte do seu desenvolvimento até chegar ao que eu chamaria de ápice. Talvez não seja exatamente um ápice na definição mais tradicional da palavra, mas é o momento em que a trama realmente alcança seu ponto mais alto. Por conta disso, se você assistir ao filme já cansado, pode acabar perdendo alguns detalhes importantes.
Mas, de modo geral, eu achei um bom filme. Foi também o primeiro filme baseado em uma obra do Tom Clancy que eu assisti, além do meu primeiro contato com o agente da CIA Jack Ryan.
Minha nota para Caçada ao Outubro Vermelho é 3,5 de 5.
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30 Dias de Noite
3.1 775 Assista AgoraAcabei de assistir a 30 Days of Night (Trinta Dias de Noite), um filme de terror baseado em vampiros. A premissa é interessante: uma cidade no Alasca passa trinta dias sem a luz do sol, e os vampiros resolvem transformar esse período em um verdadeiro banquete.
A ideia é muito boa, mas algo na execução me fez achar o filme um pouco monótono. Em vários momentos ele parece meio parado, principalmente por ser um filme para maiores de 18 anos. Eu esperava um pouco mais de gore, mais violência explícita e uma sensação maior de carnificina. Nesse aspecto, achei o filme um pouco tímido.
Não vou cobrar roteiro, porque esse tipo de filme normalmente não vive ou morre pela complexidade da história. A proposta é entregar tensão, sobrevivência e ataques brutais. Mas, para mim, faltou justamente um pouco mais de intensidade para justificar a classificação indicativa.
Ainda assim, não é um filme ruim. Cumpre o que promete, tem uma premissa forte e alguns momentos interessantes. Por isso, minhas três estrelas de cinco estão mais do que justificadas.
Terapia do Amor
3.1 358 Assista AgoraAcabei de assistir a Terapia do Amor. É uma comédia romântica de baixo orçamento, ao meu ver. O filme conta com atuações muito boas, tanto de Uma Thurman quanto de Meryl Streep. E isso é incrível, porque o roteiro é um pouco fraco. Ele não oferece a profundidade que o filme merece, nem a que as atuações das duas atrizes mereciam.
Um ponto positivo é que o filme não é clichê. Ele não termina com aquele final feliz utópico tão comum no gênero. Em vez disso, constrói um desfecho mais próximo da realidade, e isso é interessante. Apesar de eu gostar de comédias românticas com finais mais alegóricos, um pouco distantes da realidade, justamente por proporcionarem uma fuga do mundo em que vivemos e nos trazerem uma sensação de prazer e alegria, é muito bom quando um filme consegue retratar a realidade e, ainda assim, transmitir conforto.
Nesse aspecto, o filme funciona muito bem.
Minha nota é 3 de 5. É também um filme profundamente revisitadóvel: fácil de assistir, leve e agradável, perfeito para uma noite de sábado com uma chuvinha lá fora. Gostei bastante.
#rumoaos2000
O Auto da Compadecida
4.3 2,3K Assista AgoraReassisti O Auto da Compadecida e, para mim, continua sendo uma das maiores obras de arte do cinema brasileiro. É um filme extremamente completo: os personagens são muito bem construídos, o roteiro é brilhante, o regionalismo é executado com autenticidade e o figurino ajuda a dar ainda mais identidade à obra.
Tudo funciona de forma quase perfeita. É nítida a influência de Ariano Suassuna nos diálogos, na escolha das palavras e na maneira como os personagens se expressam. Existe uma riqueza cultural enorme em cada cena, sem que isso prejudique o humor ou a narrativa.
Para mim, está tranquilamente no Top 5 do cinema nacional. Um clássico atemporal que continua tão divertido e relevante hoje quanto na época em que foi lançado.
#revisitando
Entre Irmãos
3.6 995 Assista AgoraPara começo, gostaria de partir de um pensamento que tenho: uma guerra nada mais é do que uma batalha de narrativas, onde ninguém realmente vence, porque todo sangue humano derramado é um grande desperdício de vida. Uma pena que, em alguns casos, ela pareça necessária, mas isso não deixa de torná-la um desperdício.
Dito isso, Entre Irmãos é um filme muito tocante sobre como determinadas ações podem mudar uma pessoa para sempre. O arco do personagem principal, vivido por Tobey Maguire, gira justamente em torno disso. Ele é uma pessoa correta, que sempre conduziu a vida de forma íntegra, mas, ao ser colocado em uma situação extrema e completamente contrária aos seus valores, toma uma decisão que o marca para sempre. Depois disso, ele simplesmente não consegue voltar a ser quem era.
O final do filme me pareceu muito acertado. Há uma frase que ele diz nos momentos finais que, parafraseando, seria algo como: "Só os mortos veem o fim da guerra". Em seguida, surge a grande questão: será que ele conseguirá reaprender a viver? E essa é justamente a essência do filme. Reaprender a viver após o trauma.
O que ele vivenciou o fez desacreditar de tudo aquilo em que acreditava. É um retrato muito forte das cicatrizes invisíveis deixadas pela guerra.
Natalie Portman está muito bem em seu papel, assim como Jake Gyllenhaal, que também entrega uma ótima atuação. Mas o grande destaque é Tobey Maguire, que carrega o peso emocional da história de forma impressionante.
Um filme muito bom, que vale a pena ter na coleção e que certamente merece ser revisitado.
#rumoaos2000
Sabrina
4.1 345 Assista AgoraSabrina (1954)
O filme é muito mais romântico e menos sagaz do que A Princesa e o Plebeu. Ainda assim, tem uma dinâmica muito boa, daquelas em que você nem percebe o tempo passar.
Mais uma vez, assim como em A Princesa e o Plebeu, existe aquela pegada mais teatral dos primeiros anos da Hollywood clássica, especialmente dos filmes das décadas de 30, 40 e 50. Os diálogos são muito bem executados, o roteiro é muito bom e o filme consegue prender bastante a atenção.
A atuação da Audrey Hepburn é excelente. Já a atuação do irmão mais velho também é boa, mas senti que escalaram um ator velho demais para o papel. Acho que funcionaria melhor se a diferença de idade entre os irmãos fosse menor — algo como o mais novo com 26 ou 27 anos e o mais velho na casa dos 30 e poucos. Em alguns momentos, essa diferença me pareceu exagerada.
Mas, ignorando isso, o filme passa muito bem. É uma comédia romântica leve e agradável. Os personagens não têm um background tão aprofundado, mas isso não chega a atrapalhar. A história funciona, é divertida e conta com uma trilha sonora muito boa, com destaque para "La Vie en Rose".
No geral, gostei bastante. É um filme muito bom e uma ótima comédia romântica da era clássica de Hollywood.
#rumoaos2000