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Data de lançamento
7 Dez. 2015Duração
Inverno de 1820. O navio baleeiro Essex parte em busca de óleo de baleia. O navio é liderado pelo nada experiente capitão George Pollard (Benjamin Walker), que tem Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Owen sonha em ser capitão e tem o objetivo de superar a meta traçada por seu empregador. Eles navegam por meses em busca de baleias, mas quando encontram se deparam com uma grande ameaça, uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará atacando o navio e sua tripulação.
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Assisti novamente hoje dia 23/08/26.
E está cena define o filme.
Pollard:
-Somos criaturas supremas, feitas à imagem de Deus. Reis da Terra… destinados a dobrar a natureza à nossa vontade.
Chase:
-Você realmente se sente um rei da Terra depois de tudo pelo que passamos?
-Nós não somos nada. Somos… pequenos grãos de areia e pó.
Resumindo:
Não se pode “dobrar a natureza à vontade do homem”
Baita filme.
O filme é até legal, mas que ideia foi essa de usar aquele filtro verde o tempo inteiro. O filme ficou com um tom super artificial que até quebra a imersão.
Assistido em 29/6/26
Quem vê esse filme com elenco estrelado (Chris Hemsworth no auge, Cillian Murphy antes da fama e um Tom Holland juvenil) nem acredita que foi inspirado em um caso real e que um clássico da literatura estado-unidense nasceu daí. Me deu a sensação de realmente navegar no século XIX era uma aventura e tanto, mas tbm muito brutal - especialmente se você for um juvenil.
PS: Achei que a baleia ia aprontar mais pra cima dos marinheiros rs Tavam merecendo só pelo quanto que essa atividade "extrativista" (hoje proibida em meio mundo graças a Deus), prejudicava o equilíbrio do planeta.
Que experiência avassaladora! Uma jornada linda, brutal e inesquecível. O filme equilibra perfeitamente a aventura épica com o drama psicológico dos sobreviventes à deriva. A fotografia é uma obra de arte e a imponência da criatura impressiona demais.
Existe um charme estranho em ver um grupo de homens à deriva, queimados de sol, devorados pela fome e pelo próprio orgulho. In the Heart of the Sea é, acima de tudo, uma jornada sobre o naufrágio da vaidade. Não da baleia — que, coitada, só estava ali vivendo sua vida cetácea — mas de homens que, entre arpões e ambições, tentaram domar a natureza como se ela seguisse ordens de capitão. A história real que inspirou Moby Dick vira aqui um épico de sobrevivência com gosto salgado, cheiro de óleo de baleia e um toque de tragédia embrulhada em vento, água e filtros de gosto duvidoso.
Há uma tensão promissora entre os dois homens no comando: Owen Chase (Chris Hemsworth) é o herói do povo — sem sobrenome ilustre, mas com músculos, instinto e o olhar de quem já viu mais sangue no mar do que seria saudável. Já George Pollard (Benjamin Walker), capitão por direito de berço, tem o nome certo, mas não a fibra. A rivalidade entre os dois promete mares revoltos, mas o roteiro prefere águas mornas. Há cutucadas, trocas de farpas, uma birra contida — e só. É uma pena, porque o conflito entre mérito e privilégio merecia ondas mais altas.
Mas quando o leviatã entra em cena, o filme mergulha de vez. A baleia — uma força da natureza com um certo senso de vingança — transforma o oceano num palco de destruição quase mitológica. E aí a narrativa se desdobra num pesadelo flutuante: homens à deriva, barcos improvisados, carne racionada, sorteio para o sacrifício. É o tipo de desgraça que carrega peso narrativo, mas que também afasta revisitas. Um ótimo filme para ver uma vez. E nunca mais. Não por falta de qualidade, mas porque a experiência é intensa, áspera e sem respiro. Quase como engolir sal com areia.
Visualmente, há momentos belíssimos, mas também há o tal filtro esverdeado — uma escolha estilística que pretende traduzir a miséria e a decadência física dos personagens, mas que acaba gritando mais do que sussurrando. É feio. É eficaz. Mas é feio. Difícil não lembrar do filme justamente por esse verde doentio que toma conta das cenas de sofrimento, como se a desgraça precisasse de cor própria. Já os efeitos visuais oscilam: há instantes de imersão genuína e outros em que o CGI afunda feito âncora. Ainda assim, a sensação de estar perdido no mar, com corpos esqueléticos e vontades naufragadas, é genuína e incômoda — do jeito certo.
No fim das contas, In the Heart of the Sea é um épico marítimo que usa a baleia como metáfora, monstro e motor da ruína. É sobre ganância, é sobre ego, é sobre o que sobra quando tudo o que importa é caçado até o esgotamento. Com boas atuações — Cillian Murphy em modo magro e comprometido, Tom Holland como o jovem que vira memória — o filme segura firme o leme de uma tragédia real e bem contada. Faltou talvez um pouco mais de ambição na rivalidade humana, sobrou um pouco de filtro… Mas ainda assim, há grandeza: eles queriam iluminar o mundo com óleo de baleia — e terminaram à luz crua do próprio fracasso.