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Data de lançamento
30 Abril 1999Duração
Bela agente de seguros (Catherine Zeta-Jones) é escalada para descobrir se o velho e charmoso ladrão Robert MacDougal (Sean Connery) foi o responsável pelo roubo de valiosa obra de arte. Mas os dois acabam se unindo para aplicar um ousado e bilionário golpe no mercado financeiro internacional.
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IMPRIMATUR - visto no cinema em 1999:
Na tela grande conseguia ser um razoável passatempo.
Avaliação em nota: 4.0
A proposta de Armadilha é interessante: dois ladrões se encontram para realizar um grande roubo, misturando suspense, ação e algumas reviravoltas ao longo da história. No papel, parece um filme que tinha tudo para funcionar. Mas, na minha opinião, ele acaba ficando muito abaixo do que poderia ser.
O principal problema está no roteiro. Existem algumas reviravoltas interessantes no final, mas elas não são bem construídas durante o filme. Quando chegam, até surpreendem em certa medida, mas faltou uma base mais sólida para que realmente tivessem impacto.
Outro ponto que me incomodou bastante foi a atuação dos protagonistas. Sean Connery e Catherine Zeta-Jones são ótimos atores, isso é inegável, mas aqui simplesmente não me convenceram. A química entre os personagens não funciona tão bem quanto o filme parece acreditar que funciona.
Também me chamou atenção a sexualização excessiva da personagem da Catherine Zeta-Jones. E não, não estou falando isso por ser uma pessoa puritana. Eu acredito que cenas desse tipo podem funcionar quando ajudam a desenvolver a trama, os personagens ou o contexto da história. O problema é que aqui elas parecem existir apenas por existir.
Tem momentos que chegam a ser estranhos. Como quando os personagens mal se conhecem, estão dividindo o mesmo quarto, e ela simplesmente vai dormir nua como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Ou a famosa cena do museu, que acaba chamando mais atenção pela forma como foi filmada do que pela tensão do roubo em si.
E tudo bem quando esse tipo de exagero aparece em uma comédia besteirol, porque você já espera isso. Mas em um filme que tenta se levar mais a sério, essas escolhas acabam deixando algumas cenas involuntariamente cômicas. Em vez de aumentar a imersão, me fizeram pensar várias vezes: "isso é ridículo".
No fim das contas, Armadilha é um filme que tinha potencial para ser muito melhor. A premissa é boa, o elenco é excelente, mas tudo acaba esbarrando em um roteiro fraco, personagens pouco convincentes e escolhas que mais atrapalham do que ajudam a narrativa.
#rumoaos2000
18.01.2001
Bem legal.
Um passatempo que tem o seu charme, apesar das pataquadas da época. Catherine Zeta-Jones e Sean Connery funcionam surpreendentemente bem juntos, a ponto de me fazer deixar de estranhar o casal para começar a torcer para que eles ficassem juntos. As cenas de ação até que são bastante competentes, contanto que você deixe de prestar atenção nos dublês que nitidamente não são o ex-007.
Pouco antes dos créditos subirem tem uma cena que achei muito bonita pela simplicidade dela. É aquela em que
, logo após possibilitar a fuga Gin, Mac se senta num banco e a câmera se aproxima aos poucos mostrando a expressão dele ir de uma amarga frustração por ter deixado ir a única pessoa que o entendia para uma satisfação por ela ter se safado.