Últimas opiniões enviadas
Como pode o Wagner Moura estar no melhor filme que vi ano passado e no pior filme que vi esse ano?
É tudo muito ruim, a começar pelo roteiro que mal estabelece o núcleo familiar e já vai trancando todo mundo dentro da casa com menos de 10 minutos de filme. Seria interessante entendermos o que os personagens estão perdendo quando não conseguem sair de lá: as amizades, rotinas, relações profissionais... Do jeito que foi feito, parece que a família simplesmente não existe fora daquela casa.
A direção do Louis Leterrier também não ajuda. O sujeito não consegue conduzir uma simples cena de diálogo sem meter uns 5 cortes entre uma fala e outra, sempre em planos fechados que só ressaltam a canastrice dos atores.
Sim, canastrice. Wagner Moura e Greta Lee são dois dos atores mais talentosos da atualidade, mas aqui não dá para defender. Os dois, sem falar nos atores que interpretaram os filhos, só sabem se comunicar gritando e exagerando demais nas emoções. Em alguns momentos eu só desviava os olhos da tela de tanta vergonha alheia. Apesar disso, a regra é clara: quando há uma atuação ruim, a culpa é do ator, já quando todo mundo atua mal, a culpa é do diretor.
Mais do que um filme terrível, A Última Casa é uma lição de humildade. Em um momento podemos estar concorrendo ao Oscar por um dos melhores filmes brasileiros já feitos e no momento seguinte podemos estar usando um copo de liquidificador para pescar um gambá.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Gosto de chamar esses filmes de serial killer lançados na segunda metade dos anos 90 e começo dos anos 2000 de "mamãe quero ser Seven" e esse aqui não foge à regra. Apresenta umas ideias interessantes, como o conceito de suspeito zero (que apesar de divertido, pode ser refutado com 10 segundos de reflexão), mas a condução duvidosa não consegue desenvolver ele de forma competente e interessante. No geral, é uma bagunça e me parece muito o tipo de filme que foi resolvido na sala de edição, basta notar que certas coisas são resolvidas com sobreposição de cenas e narração em off.