Um grupo de gregos expatriados foge do avanço do Exército Vermelho em Odessa, na Ucrânia, em 1919. Eles finalmente se estabelecem perto de Tessalônica, na Grécia. Na comunidade, há uma pequena órfã, Eleni, que é adotada pela família de outro menino, Alexis. Os dois crescem juntos e se apaixonam. A jovem dá à luz filhos gêmeos de Alexis, mas os bebês são dados para adoção. Quando Spyros, pai de Alexis, fica viúvo, Eleni aceita casar-se com ele. Antes mesmo do fim do banquete do casamento, Eleni e Alexis acabam fugindo, partindo o coração de Spyros. Alexis vive como músico itinerante e se envolve com militância política de esquerda, o que precipitará novos dramas na vida do casal. Primeira parte de uma trilogia em que o cineasta Theo Angelopoulos discute as raízes da Grécia no século XX.
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Nunca um filme de Angelopoulos foi tão avassalador emocionalmente quanto esse, tirando o Apicultor, que se aproxima em paixão o que Vale dos Lamentes oferece em desolação. A paisagem de Vale dos Lamentos, em especial as sequências das embarcações com bandeiras negras na aldeia alagada remete diretamente ao cenário das embarcações dos guerrilheiros de esquerda em Os Caçadores. Na revisão política da história grega dos períodos fascistas dos dias de 36, a ocupação nazista e a hegemonia dos colaboracionistas, guerra civil dentre 1947-1949, Vale dos Lamentos evoca a primeira trilogia do autor, focada na história grega formada pelos filmes Os Caçadores, Viagem dos Comediantes e Dias de 36: como neste conjunto fílmico, em O Vale dos Lamentos o contexto é o autoritarismo, as guerras civis e dos artistas que se unem aos sindicatos (Vale dos Lamentos) e a Resistência antinazista e anticolaboracionista (Viagem dos comediantes), embora sempre haja dissidências e informantes traidores (nos dois filmes).
Não tenho dúvidas: trata-se do filme mais triste do mundo!
Reza a lenda que:
A cena da lã (vermelha, cor do amor) que separa o casal no mar, onde a moça diz: "Não tive tempo para terminar", não é sobre a costura, mas sobre o sentimento incompleto.
Um crítico estado-unidense teria dito para o outro, numa exibição na Europa: "Trata-se de uma puta poesia! Uma puta poesia, não é um filme!" Ao que seu colega respondeu: "A pior das poesias, a que lhe arranca o coração do peito."
O cinema de Angelopoulos é uma facada mesmo.
Filme chato sem pé nem cabeça. Eleni não deu pra aguentar. Dramalhão sem nenhum roteiro.
Combo da desgraça infinita
não entendi: é um filme ou uma peça de teatro filmada?
olha, poderia tecer várias críticas, mas fica só esta (preguiça): como fazer (melo)drama com personagens tão planos, sabe? não me convenceu, nem envolveu; tudo muito artificial etc, não dá