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Duração
"Sagrado é aquilo que está salvo. É o que resta quando não há mais nada." Estas são as palavras que Serge (Daniel Duval) ouve do amigo revolucionário ao ouvi-lo falar sobre o que acha das mulheres. Enquanto escuta os relatos sobre Maio de 68 e lhe percebe a áspera vida que sobrou, Serge reflete sobre seu difícil relacionamento com Hèléne (Catherine Deneuve), uma mulher casada que começa a considerar o suicídio como uma solução para seu interior conturbado.
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"Eu não sei se sempre ocorre o mesmo com aqueles que querem se suicidar...mas tenho a impressão de que eles já se foram. Como se já estivessem do outro lado."
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A existência na perda, dizem como Bergman em "Através do Espelho" que a única saída ao silêncio de Deus e a história perdida é o Amor, e quando este amor se vai, o ser já não se basta, não importa dizer "você ainda nãi viu tudo" como diz o Personagem Paul, mas sim, o que já me basta, pois tudo é perda. Em vez de filmar uma Europa bonita, filma ruas de bairros simples, casarões que já foram habitados, Casteloes que nunca chegaram ao seu fim. Nada chegou a lugar algum, e se chegou já foi. Nada Liberta, LSD, Sexo, Vinho, amizade, amor, tudo se perde, utopias, e é disso que o filme trata, da perda, ou talvez da mudança de uma coisa por outra.