Depois de perder a filha e a esposa em função do ataque brutal de um criminoso que acaba solto por um erro burocrático, um executivo belga decide buscar justiça por si mesmo, levando a um julgamento controverso.
Luc Segers, protagonista de O Veredito (2013), não encontrou em si a força para superar o trauma da morte da mulher, filha e também carreira após um ato de violência arbitrária perpetrado por um delinquente. Pior: este foi liberado da prisão por causa da falta de assinatura do promotor, erro procedimental que, na ótica do sistema judiciário belga, inviabiliza todas as provas colhidas e inviabiliza nova instrução penal. Por causa disso, Luc pratica justiça com as próprias mãos não só para vingar-se, mas para expor a injustiça do império das leis democrático, e não tarda para Luc sentar no banco dos réus, lutando por sua liberdade.
Drama de tribunal que não faria feio às obras de John Grisham, O Veredito, que em nada se confunde com o trabalho soberbo de Sidney Lumet, manipula-nos a todo instante como faz a opinião pública. Isto não é de todo ruim, pois não é a finalidade da narrativa mas o meio que o diretor e roteirista Jan Verheyen encontrou para expor seu dilema - que não é lá dos mais difíceis em entendimento apesar de sua complexidade filosófica. Parte de nós crê que Luc, homem de reputação ilibada, ao praticar a máxima bíblica do olho por olho, saldou sua dívida e livrou a sociedade de um criminoso. Outra parte, no entanto, insiste em apontar que Luc cometeu um assassinato premeditado e não amparado por nada que o isentasse das consequências (como a legítima defesa), e libertá-lo significa afrontar a segurança jurídica que rege nossa sociedade. Lógico ainda que estes pontos de vistas serão explorados pelos advogados nas alegações finais - cuja roteirização deve equiparar-se à sensação de ter orgasmos múltiplos.
Eficiente dentro do gênero e não mais do que isso, O Veredito poderia dispensar os minutos finais pois, além de redundantes, o resultado por que todos anseiam já estava estampado no rosto daqueles que protagonizam a novela da democracia: o julgamento criminal por seus pares.
Boa crítica sobre as debilidades do sistema judiciário.
Luc Segers, protagonista de O Veredito (2013), não encontrou em si a força para superar o trauma da morte da mulher, filha e também carreira após um ato de violência arbitrária perpetrado por um delinquente. Pior: este foi liberado da prisão por causa da falta de assinatura do promotor, erro procedimental que, na ótica do sistema judiciário belga, inviabiliza todas as provas colhidas e inviabiliza nova instrução penal. Por causa disso, Luc pratica justiça com as próprias mãos não só para vingar-se, mas para expor a injustiça do império das leis democrático, e não tarda para Luc sentar no banco dos réus, lutando por sua liberdade.
Drama de tribunal que não faria feio às obras de John Grisham, O Veredito, que em nada se confunde com o trabalho soberbo de Sidney Lumet, manipula-nos a todo instante como faz a opinião pública. Isto não é de todo ruim, pois não é a finalidade da narrativa mas o meio que o diretor e roteirista Jan Verheyen encontrou para expor seu dilema - que não é lá dos mais difíceis em entendimento apesar de sua complexidade filosófica. Parte de nós crê que Luc, homem de reputação ilibada, ao praticar a máxima bíblica do olho por olho, saldou sua dívida e livrou a sociedade de um criminoso. Outra parte, no entanto, insiste em apontar que Luc cometeu um assassinato premeditado e não amparado por nada que o isentasse das consequências (como a legítima defesa), e libertá-lo significa afrontar a segurança jurídica que rege nossa sociedade. Lógico ainda que estes pontos de vistas serão explorados pelos advogados nas alegações finais - cuja roteirização deve equiparar-se à sensação de ter orgasmos múltiplos.
Eficiente dentro do gênero e não mais do que isso, O Veredito poderia dispensar os minutos finais pois, além de redundantes, o resultado por que todos anseiam já estava estampado no rosto daqueles que protagonizam a novela da democracia: o julgamento criminal por seus pares.