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O diretor iraniano Jafar Panahi lança seu olhar para um grupo de garotas que fazem de tudo para entrar no Azadi Stadium, em Teerã, a fim de assistir a uma partida de futebol. Com a política da República Islâmica do Irã proibe mulheres em eventos como esses, as jovens se arriscam a se vestir de meninos. Mas algumas delas são capturadas e presas.
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O diretor faz uso de um jogo de futebol para mostrar a misoginia que permeia o Irã, recorrendo a diversas situações e diálogos que confrontam o motivo das coisas serem como são.
As garotas, que encabeçam a estória, apenas queriam acompanhar o jogo e torcer pelo seu país que estava na disputar, mas justamente tal país as faz ficar detidas como se fossem animais ou bandidos perigosos.
É um pouco estranho como em meio a tanto percalço, as personagens ainda tenham animação pra querer torcer e está no meio da muvuca.
No fim, somos apresentados a um drama com leves toques de humor que crítica um sistema através de um evento esportivo, que escancara as mazelas de um povo.
Achei o filme chato, mas o final é bonito. Porém, Jafar Panahi não chega nem perto da sensibilidade de Abbas Kiarostami.
Senhor Panahi sempre me emocionando. Não tem jeito, o futebol tem mesmo esse poder que é mostrado no filme.
O filme é bonito e revoltante ao mesmo tempo. Bonito por trazer essa paixão ao futebol, simbolizado pelo esforço em conseguir alcançar um objetivo. Revoltante porque em certos momentos parece até burrice, afinal, por que se arriscar em ser presa para torcer por uma seleção que compactua com as normas imbecis de uma nação teocrática?
Sim, feras, comigo não tem papinho de relativismo cultural, não. O que se passa nesse país é um absurdo, e se a própria população não consegue resolver, então cabe a países democráticos mudarem isso a força. Chama-se respeito aos direitos humanos, que não pode ser limitado por fronteiras geopolíticas.
Mas, voltando ao filme, as personagens são tão carismáticas que ao longo da história realmente somos tragados para a magia que o futebol desperta, magia de união e de paz.
Emocionante o final! Paixão por Futebol mais uma vez provando ser um óleo que une a humanidade. Pena ser temporário!
Adorei ver os iranianos com as camisas de RONALDO. O Brasil em 2006 era um ícone do esporte para o mundo