Olga

Olga (2021)
Olga
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 77 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
77 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Elie Grappe
Data de lançamento 9 Julho 2021 Outras datas
Duração 85 min (1h25)

Dirigido por

Data de lançamento

9 Julho 2021

Duração

85 minutos
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Sinopse

Uma ginasta ucraniana de 15 anos exilada na Suíça, que trabalha para garantir uma vaga no Centro Esportivo Nacional do país. Quando a revolta Euromaiden irrompe no país, a ansiedade aumenta à medida que sua família se envolve.

Gênero:
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Comentários 0
amigos querem ver
fbiojosbatista2
Fábio
1 ano atrás

E os problemas da Ucrânia estavam apenas começando...

carlos-rocha
Carlos Eduardo
½
2 anos atrás

Pra mim, um filme mediano.

Não é ruim, não é sobre esporte, também não é necessariamente sobre o conflito político ucraniano, é sobre uma história real de alguém muito jovem em meio a dilemas pessoais.

Mas o grande problema, pra mim é não haver um clímax ou algo grandioso aqui

Elie Grape, um cineasta com menos de 30 anos, conseguiu algo fantástico aqui: com um domínio absurdo dos seus (não) atores, filma o cotididiano de Olga, uma ginasta Ucraniana, com ares superrealistas, em vários momentos pensei se tratar de um documentário mesmo, e da relação do esporte consegue dialogar com os regimes do leste europeu.
A mãe de Olga é uma jornalista, e o filme começa em 2013, no meio do que muitos historiadores consideram como a maior manifestação europeia da história (a favor da União Europeia e do livre comércio, no caso), e sofre um atentado no carro com sua filha, o que pode pôr em risco o futuro da ginasta. Por este motivo, Olga é levada para o país do pai dela (que morrera a esta altura), a Suíça, em cenas que marcam a força de vontade de Olga em vencer pelo esporte.
O filme, portanto, não é sobre superação individual ou qualquer coisa ligada ao individualismo e meritocracia de filmes de esporte. Ao manter contato com sua amiga ou nas videochamadas que faz com a mãe, fica clara a tensão que há na Ucrânica, transbordado por pequenas microtensões (Olga deve se naturalizar? Olga consegue se adaptar?). A dificuldade dela em fazer amigos é notória, bem como o conflito interno que há entre deixar a mãe no meio da tensão política para seguir sua carreira. A atuação contida de Anastasia Budiashkina é um prato cheio para captar o drama, com seu olhar perdido quando no meio das suas colegas de treino, ela nunca consegue fazer-se pertencer, mesmo sendo uma ginasta acima da média e que consegue altos pontos para a equipe, ela acaba se fechando em si, mas por dentro sabemos a explosão de sentimentos.
Uma cena em particular me marcou muito.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Olga conversa com sua única amiga, ucraniana, também ginasta, por meio de um celular, diversas vezes ao longo do filme, e se encontram durante uma competição, na qual a amiga faz um protesto, a favor das reformas liberalizantes na Ucrânia ("Ucrânia livre"), e claro, é logo contida e levada pelas forças repressivas (polícia). Olga, já naturalizada suíça, fica em silêncio. Seria ela uma traidora? Uma conformista? O filme não faz julgamento, mas acompanha o drama de quem tem o coração e a nacionalidade dividida.
Em tempos onde se compreende melhor a influência da Ucrânia no mundo ocidental, e onde o maisntream opta por valorizar as reformas liberais dos países europeus, Olga tem no seu retorno à Ucrânia seu projeto redentor: ensinar novos jovens, ser professora de ginasta.

É um filme que merece ser visto pelo trabalho sensacional com os atores, por não apelar para maiores esclarecimentos fáceis e enviesados, por fazer de Olga um personagem universal, ao atravessá-la de dilemas que questionam seu futuro e a democracia dos países do leste. Com ar documental muito mais do que melodramático, este filme se tornou ainda mais relevante após os acontecimentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que em pleno 2022, ainda arrastam e ceifam muitas vidas inocentes. No meio disso tudo, quantos sonhos, quantos projetos e quantas histórias de vida não estão sendo contadas ou deixadas de contar?

editado

Ótimo!!! Em 85 minutos acontece muita coisa, vc não dispersa em nenhum momento, pois o filme é redondinho e com uma protagonista que nos cativa por demais. Curtir muito, drama excelente e reflexivo.

Nota 8,3. Novamente Gratoooo Telecine Cult. 05 de setembro/22.

pseudokane3
Wesley PC>
4 anos atrás

Eis o que definem como "cinema de fluxo": a trama é apenas um ponto de partida para que experimentemos os mesmos sentimentos de desorientação da protagonista. De fato, a direção é excelente: treinamos com ela, sofremos com ela, esperançamo-nos com ela... O desfecho em aberto é magistral, bem como a entrega actancial da personagem-título. E o filme ganha muito em impacto e relevância com os contornos atuais da guerra envolvendo a Ucrânia. Começa de maneira sutil e, de repente, estamos "contaminados" com a perspectiva da garota, que tem acesso limitado ao que ocorre ao seu redor, seja pelas dificuldades comunicações mais gerais, seja pelas questões idiomáticas e pela intromissão ativa ou passiva da inveja. Muito, muito bom! (WPC>)

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Anastasia Budiashkina

(Olga)

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