Dirigido por
Duração
No século XIX, em um orfanato onde as crianças tomam só sopa e os administradores comem fartamente, Oliver Twist (Mark Lester), um órfão de 9 anos, "ousa" pedir mais comida. Por este motivo é vendido por três guinéus para o Sr. Sowerberry (Leonard Rossiter), o dono de uma funerária, que quer ver Oliver como seguidor de féretro em enterros de crianças. Após uma briga, quando chamaram sua mãe de prostituta, Oliver é preso em um porão da funerária. Ele descobre acidentalmente que as grades estão soltas, assim foge para Londres, sonhando fazer fortuna. Lá conhece Jack Dawkins (Jack Wild), que é normalmente chamado de Artful Dodger, que lhe apresenta Fagin (Ron Moody), um larápio louco por dinheiro que abriga diversas crianças, que trabalham para ele como batedores de carteiras. Dentro deste contexto o futuro de Oliver não parece ser muito promissor, mas algo mudará sua vida radicalmente.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
25.12.1988
- como assim?? o menino é expulso do orfanato só porque pediu mais um pouco de mingau??
- só aquela cena musical depois do intervalo com dezenas de figurantes e muito bem feita já deve ter garantido o oscar
- bem mal feito o quadro da mãe
O enredo em si não me interessou, mas as coreografias e as músicas são muito boas.
Os talentos consideráveis do diretor britânico Carol Reed e do compositor/letrista Lionel Bart se combinam para criar um musical exuberante digno de sua fonte reverenciada. O elenco, jovem e velho, se destaca, e canções como "Consider Yourself" e "As Long As He Needs Me" resistem ao teste do tempo. ganhou seis Oscars, incluindo Melhor Filme, um feito raro para um musical.
Este estilo de filme pode ser claramente antiquado, mas é impossível não sentir alguma afeição por um trabalho tão dedicado. É um musical das antigas que não tem medo de ser um musical das antigas, com toda a sua confiança no formato e a grandeza da produção que simplesmente não se consegue replicar hoje em dia.
Aliás, o que mais impressiona aqui é a grandiosidade da escala aqui usada. A cidade ganha vida nas mãos de centenas de dançarinos que executam seus números perfeitamente. Para não falar de algumas canções que têm dezenas de vozes diferentes que, mesmo misturadas, ainda encontram harmonia.
Os números musicais são o grande destaque, ainda mais porque esta é uma obra propícia a este tipo de adaptação. Não é necessariamente a temática mais fácil de se abordar num musical, mas é sempre possível relacionar a imaginação fértil da mente infantil com este mundo que foge um pouco da realidade do preto no branco da dura vida cotidiana e ganha cor (numa escala Technicolor).
Talvez não tenha lá um legado muito positivo pelas circunstâncias em que ganhou o Oscar de Melhor Filme, mas passa muito longe de ser um filme ruim. É muito bem executado e cumpre seu propósito de trazer às telonas uma variação de uma história mais que manjada, deixando-a interessante como sempre, mesmo em sua enésima execução.