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Enquanto faz testes de elenco para uma cena de nudez feminina, o cineasta François (Frédéric van de Driessche) fica fascinado com o prazer que algumas mulheres sentem em transgredir tabus sexuais. Certo de que encontrou algo inovador, decide fazer um filme que misture ficção e realidade, explorando os mistérios do prazer feminino.
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Tinha tudo pra ser um filmaço, mais da metade para o final ele derrapou feio.
Ficou óbvio que o filme trata-se de uma tentativa de expor para o público sua "versão dos fatos" dos problemas que teve durante as filmagens do Coisas Secretas. Só acho houve um exagero no fato de todo mundo apaixonar-se por ele, que as mulheres ficaram loucas, etc..
O filme foi se perdendo, se perdendo, se perdendo... até chegar no final patético. A cena onde é espancado, aqueles anjos caídos que mais pareciam duas recalcadas (aliás a inserção delas valha-me cristo...era de um desgosto...), o drama de autodestruição que a esposa alerta, a trilha sonora, a avó, a cena de despedida da Julie, todas apaixonadas ZzzzZzz ... quase tudo. Tinha uma boa história pra contar, o começo foi interessante, mas conseguiu estragar.
Na trama, um diretor de cinema tem como projeto um estudo cinematográfico sobre o prazer e o erostimo feminino e durante a fase de pré-produção, passa a fazer testes com mulheres dispostas a realizar seu filme. O seu envolvimento com as 3 atrizes escolhidas, fascinadas pela forma com que são conduzidas pelo diretor, as levando a limites sexuais, acaba afetando a vida dos envolvidos. Há alguns momentos surreais, quando anjos caídos influenciam o destino dos personagens.
O filme passa a ter um pouco mais de sentido a quem assiste, ao conhecer o fato no qual foi inspirado, nas filmagens de "coisas secretas" de 2002, que embora tenha sido considerado o melhor do ano pela revista "cahiers du cinéma", trouxe a Brisseau problemas na justiça.
"Os Anjos Exterminadores" acaba sendo uma justificativa e seu ponto de vista sobre os acontecimentos e uma forma de acerto de contas com o processo judicial em que esteve envolvido, ao mesmo tempo que levanta a questão sobre o sexo no cinema, até que ponto pode ser considerado arte ou algo meramente gratuito.
O primeiro filme que vejo do Brisseau (Deus do céu, como eu não o conheci antes?) e já me obrigado a favoritar o filme e o diretor... Caramba, que imagens, que texto, que direção de atores, que roteiro (maravilhosamente autobiográfico), que fotografia sublime, que texto, que maestria na condução dos fantasmas (em todos os sentidos do termo), genial, genial... Admito que a atmosfera 'pornochic', numa primeira impressão, assemelha-se ao estilo do Just Jaeckin, mas o pendor filosófico do diretor-roteirista é magnânimo, o filme me manteve num estado contínuo de êxtase, ao final da sessão eu estava impressionado, querendo conhecer urgentemente as demais obras deste diretor. Absolutamente genial este filme: uma aula de erotismo contemporâneo, devidamente associado às angústias da arte e às cobranças do dia-a-dia. Soberbo: fiquei completamente apaixonado por todas aquelas atrizes ao final da sessão! (WPC>)