Sam é um jornalista independente que aproveita o fato de conhecer bastante da cultura muçulmana para se infiltrar nos grupos fundamentalistas nos subúrbios de Paris. Ele se aproxima de um grupo de quatro jovens e descobre que para eles fora dada a tarefa de criar uma célula jihadista para semear o caos na cidade de Paris.
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Filmão, gosto muito dessa pauta nos filmes.
É interessante, mas não passa de uma visão Ocidental sobre as relações e motivações de atos de terror contra os "civilizados".
Tirando o jornalista infiltrado (e ocidental, mesmo que muçulmano), todos os outros do grupo, demonstram um certo desequilíbrio ou distúrbio (revolta, hisórico penitenciário, revolta com a família burguesa, etc. Os atos de violência - como atirar contra a polícia, são colocados no filme para mostrar a irracionalidade dos atos de terror. Não que os atos de terror não sejam condenáveis, mas eles certamente tem uma explicação, que o filme não se interessa (por certo porque esse não era o objetivo do filme). Colocar um dos "terroristas" com um drama de consciência é apenas uma tentaiva de mostrar que se entende o lado "humano" desses indivíduos, mas fica bem forçado. Os "terroristas" são representados como bárbaros que nem conseguem se entender entre si, a ponto de se agredirem e se matarem.Para piorar um pouco mais a imagem deles, o líder é um machista horrendo, trazendo a antipatia de quem assiste para a causa em si, além de obedecerem a uma estrutura hierárquica autoritária e anônima.
Vale assistir para acompanhar a não-evolução da visão do cinema (de forma geral) quanto ao outro Oriental.
Bom filme. Mostra um pouquinho desse universo muçulmano.
A situação da França tá ficando cada vez mais crítica.
A França está no caminho de se tornar um país islâmico.
As vezes acho que estamos tão afeitos aos blockbusters na linha Transformers e Vingadores, com suas toneladas de explosões e perseguições automobilísticas a cada 5min que perdemos a capacidade de apreciar um filme com diálogos, contemplações e reflexões. Um filme intenso como esse ser acusado de ser lento e arrastado é quase um ato de terrorismo.
O filme tem um ótimo ritmo, indo de um começo com debates e reflexões sobre o valor da Jihad até um intenso e trágico final, em que a violência que já era óbvia no discurso inicial mostra que era inevitável na prática. Muito bom filme.