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Data de lançamento
4 Ago. 2012Duração
Quando o experiente congressista Cam Brady (Ferrell) comete uma grande gafe pública antes do início de um período eleitoral, um grupo de CEOs ultrarricos projeta um candidato rival para ganhar influência em seu distrito, a Carolina do Norte. O escolhido é o ingênuo Marty Huggins (Galifianakis), diretor do Centro de Turismo local. À primeira vista, Marty parece ser a escolha mais improvável, mas com a ajuda de seus novos benfeitores, um competitivo gerente de campanha e as ligações políticas de sua família, ele logo se torna um candidato com quem o carismático Cam precisa se preocupar. Com o dia da eleição se aproximando, os dois se veem em um beco sem saída, com insultos crescendo rapidamente para ofensas, até que tudo com que eles se importam é acabar com o outro, nesta suja, traiçoeira e destruidora batalha que conduz o circo político atual. Porque mesmo quando você acha que a ética em uma campanha atingiu o fundo do poço, há sempre espaço para ir mais fundo.
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Divertido!
Engraçado e atual. Gostei muito
The Campaign (2012), lançado no Brasil como Os Candidatos, é uma comédia política que, pra mim, funciona mais pela sátira de bastidores do que pelo humor escancarado. É interessante, não é de se dar gargalhadas, mas tem bons momentos pontuais, sobretudo quando o roteiro se dedica a expor os meandros da política, suas manipulações, o vale-tudo eleitoral e os jogos políticos sujos que movem campanhas e candidatos.
O filme acompanha Cam Brady (Will Ferrell), um congressista democrata em seu quarto mandato, acomodado, arrogante e completamente consciente de que sua reeleição é quase automática. Eu vejo o Cam como carismático à sua maneira, mas moralmente frouxo, envolvido em escândalos pessoais e cada vez mais distante de qualquer ideal real de serviço público. Ferrell entrega um personagem exagerado, porém funcional dentro da proposta satírica, representando bem o político que se apoia mais na imagem do que em conteúdo.
Do outro lado está Marty Huggins (Zach Galifianakis), um candidato improvável, ingênuo, educado e excessivamente certinho, recrutado apenas como peça de manobra.
Pra mim, o Marty começa como um completo estranho ao jogo político, alguém genuinamente bem-intencionado, mas que aos poucos vai sendo moldado, manipulado e corrompido pelo próprio sistema que dizia combater.
Por trás das cortinas estão os irmãos Glen Motch (John Lithgow) e Wade Motch (Dan Aykroyd), grandes empresários que veem a política apenas como um negócio. Frios, calculistas e totalmente amorais, eles representam, na minha visão, o poder econômico ditando regras, financiando campanhas e tratando candidatos como produtos descartáveis. São personagens que reforçam o tom mais ácido do filme ao mostrar que, muitas vezes, quem realmente manda não aparece nas urnas.
O maior atrativo do filme, pra mim, está justamente em mostrar essas engrenagens: as manipulações, a construção artificial de imagem, os ataques pessoais, o uso da mídia e a facilidade com que valores são deixados de lado em nome da vitória. A comédia serve como ferramenta para expor esse cenário, mas raramente busca a gargalhada fácil; ela prefere o desconforto e a ironia.
Ainda assim, eu acho impossível ignorar que o desfecho segue por um caminho claramente utópico. Esse final idealizado, onde há uma espécie de redenção moral e consciência coletiva, soa mais como desejo do que como realidade.
No conjunto, Os Candidatos é, pra mim, uma comédia política eficaz dentro de seus limites. Não é memorável pelo humor, mas se sustenta pelo retrato cínico e, em muitos momentos, desconfortavelmente próximo da realidade, mostrando que na política, muitas vezes, o discurso é só fachada e o jogo é bem mais sujo do que parece.
Assistido em 27/12/2025
11/03/25
Uma comédia que retrata bem o meio político, onde os candidatos fazem o possível pra ganhar, inclusive agir sem ética nenhuma, sendo manipulados ou não. E os eleitores ficam cegos, brigam entre si por acreditarem em seus políticos de estimação. Claro que como é um filme
ambos se tornam conscientes e no fim fazem o correto
praticamente impossível na vida real
A família do Marty Huggins é engraçada🤣😂🤣