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Data de lançamento
15 Maio 2019Duração
Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Colocado no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local.
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✨ Em um bairro de Paris, policiais e moradores vivem em constante tensão, onde cada gesto pode acender uma faísca.
🔥 Quando um roubo coloca todos em rota de colisão, a desconfiança explode em vingança e caos.
⚖️ Um retrato duro de poder, injustiça e resistência, que mostra como o silêncio pode ser tão perigoso quanto a violência.
A moral da história nos mostra como a desconfiança mutua entre policiais e moradores transforma pequenos conflitos em um espiral de ódio até que a violência se torne inevitável. A falta de diálogo e o abuso de poder deixam cicatrizes irreversíveis.
Dito isso, minha nota para o filme é de 10/10.
P.S.: Realidade de muitos bairros, infelizmente!
Gostei do como o filme mostra a complexidade da situação...
Filme bom, personagens principais com boa profundidade tendo suas nuances. O policial careca me irritou profundamente mas até ele tinha um certo carisma pra lidar com o dia a dia.
é quase um “Cidade de Deus” francês, não no sentido de comparação, mas de abordar uma juventude preta pobre, desassistida, desesperançosa, desesperada, abusada por um Estado que os negligencia e os odeia - diretamente pelos policiais e indiretamente pelos governantes e traída até pelos seus adultos que num jogo de sobrevivência, os vendem para obter um falso micropoder e perpetuam o espaço de violência policial. impossível não se indignar com o absurdo que vemos ser retratado durante os ótimos 104 minutos deste filme, principalmente sabendo o quão reais e viscerais eles são. um filme que como a obra-prima brasileira de 20 anos atrás te arrasa e te coloca pra refletir o quão difícil é ser uma pessoa preta (e aqui nesse filme, também imigrantes) numa sociedade que te odeia e que garante que sua vida seja, de fato, miserável.
É um filme interessante, mas eu acho que ainda deveria ter um final melhor.
Reflexão do filme:
A culpa é do estado por não dar educação e estrutura a população (pais e crianças) e também por não cobrar um bom serviço dos policiais; a culpa é dos pais que não souberam educar seus filhos e com isso perderam o controle das peças que criaram; ou a culpa é exclusiva do policial babaca, do policial surtado e do menino que cultivou por conta própria o hábito de fazer coisas erradas?