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Duração
Uma vez por mês, há anos, dois irmãos cujas personalidades e escolhas de vida não poderiam ser mais diferentes - um é um advogado de prestígio, o outro, um pediatra politicamente engajado, com suas respectivas esposas sempre em guerra - se reúnem em um restaurante chique, até que, numa noite, um plano bolado por seus próprios filhos perturba o equilíbrio precário das duas famílias. Livremente inspirado no livro O Jantar, de Herman Koch.
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ótimo filme, com excelentes atuações, porém, a reviravolta de comportamentos (na última janta) e o desate deixaram a desejar.
aliás, como final de filme, gostaria de que houvesse uma convergência de posicionamento entre os irmãos tendente a denunciar os assassinos...
Não há nada absolutamente relacionado com o filme a quão ele foi adaptado. Como adaptação, é péssimo.
Apenas em crises descobrimos o real caráter de uma pessoa.
Minha mãe costuma dizer que o ser humano é um momento. "Os Nossos Meninos" pega esse dizer e demonstra direitinho todas as possibilidades de significação dele.
Porque o ser humano é formado por uma sequência de momentos, como foram Michelle e Benedetta pelas impressões que seus pais construíram de si sobre eles - Michelle e a distância eterna do pai seguido da complacência da mãe, Benni e o oportunismo favorecedor do pai ao lado do coleguismo neutro da madrasta - e sobre eles mesmos - aonde Paolo é o correto e preocupado com os outros enquanto Massimo é o corrupto egoísta.
Do mesmo modo, é em um momento que as interrogações sobre si se tornam afirmações, como foi quando diante da mendiga os dois primos expressaram seu apreço pela violência... e em outro estas mesmas certezas se esvanecem, como quando o irmão "canalha" sugere que os culpados se entreguem e o irmão "ético" em um rompante o atropela para proteger seu filho assassino.
Mas o que mais me marcou no filme é essa perspectiva de legado social. "Os Nossos Meninos" que estamos deixando no mundo são justamente esses momentos egóicos, de expressão de um rompante orgulhoso e um ódio tremendo pelo outro,
seja na cena inicial em que a agressividade do pai e a explosão assassina do policial no carro deixam pra trás um menino orfão e potencialmente paraplégico, seja na cena final em que o humano, responsável e ético Paolo deixa pra trás a pessoa que considerava correto ser
[visto em 27/02/17]
A classe média enquanto grupo pode ser bastante hipócrita as vezes...