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Data de lançamento
30 Abril 1987Duração
Na pequena cidade de Taperoá João Grilo (Renato Aragão) e Chicó (Dedé Santana) vivem armando confusões, afrontando um sacristão humilde (Mussum) e um padeiro (Zacarias). Todos vivem sob os desmandos do bispo, do padre e do major. Até que, num ataque à cidade, todos morrem pelas mãos do cangaceiro Severino e precisam enfrentar um julgamento no céu, que coloca todos diante de Deus e da Virgem Maria.
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O Auto da Compadecida foi um sucesso mais recente do cinema nacional (na verdade, já faz quase 30 anos😯) lembrado até hoje, com Matheus Nas... e o Selton Mello. Eu vi o formato série e nas reprises de filme vi uma ou outra parte, portanto não tá tão fresco na memória. Algo que me deixou curioso é que, pesquisando, parece que cortaram alguns trechos da série pra caber em filme. Logo algumas partes pra quem assistir o longa foram omitidas.
Então, mesmo não estando muito fresca a memória, as situações deste filme dos Trapalhões são as mesmas. Temos a mulher do padeiro infiel, o Chicó se dando bem com ela. João Grilo, vivendo na miséria, sempre procura se dar bem com suas artimanhas etc.
Notei que algumas coisas ficaram mais discretas, como exemplo a infidelidade da mulher do padeiro, na versão com Selton Mello ficou bem mais claro o que acontecia.
Os Trapalhões no Auto da Compadecida entrega uma ótima história nacional, vale a pena ver. Ainda mais se você tem uma ou outra memória do filme mais recente com o Matheus Nas.... e o Selton Mello.
Achei os diálogos muito parecidos com os da versão de 99, talvez um indício de que as duas são bastante fiéis ao texto original? Não sei.
De todo modo, achei muito divertido este filme. Pensei que fosse ser mais galhofa, mas tem bastante espaço pra dramaticidade aqui. O Didi com bastante destaque consegue arrancar umas gaitadas.
Tem um contexto até curioso entre ele e o Dedé, principalmente quando ele morre e o Chicó grita "como vou viver sem João?"
Não sei se devido à versão mais recente ser tão longa eu fiquei comparando o desenvolvimento dos personagens, mas achei que o Zacarias poderia ter dado mais o ar de sua graça.
A cena do julgamento é coisa linda, principalmente na troca de figurinos quando os personagens vão para o céu e o purgatório - sem contar o momento em que Nossa Senhora pula de um trapézio para seu trono. Não sei se todos os filmes dos Trapalhões são assim, mas dos que vi, acho muito legal como eles tentam trazer uma atmosfera circense pras cenas. Ao longo desse aqui achei até que tem um quê de faroeste.
Muito bom, Doutor Renato.
Pra quem gostou desse, remomendo Saltimbancos Trapalhões.
Ainda que seja comédia, é o filme mais "sério" dos trapalhões. O roteiro foi adaptado pelo próprio Ariano, o que não deu margem pra tradicionais besteiras de psiti, cacildis e companhia. Nota 7,0.
11.07.1990
Não chega a ser ruim só que é mais levado pelo drama que na comedia em si, acredito que o Renato Aragão quis fazer algo como foi feito na obra de Guel Arraes, qualquer coisa que não seja a obra do Guel Arres zoa ruim.