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Após uma batalha que se desenrola nos céus há tempos, a nave de Kainan (James Caviezel) cai entre os nórdicos do passado. Pra piorar, o astronauta também descobre que não foi o único sobrevivente. Um segundo passageiro, da raça Moorwen também emerge dos escombros. Um tipo de animal feroz e sanguinário, o Moorwen quer destruir todos os que considera inimigos. Assim, Kainan precisa unir-se aos vikings e unir sua tecnologia às armas dos guerreiros para enfrentar o monstro antes que ele destrua a todos.
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bonzinho...nada de mais
10.05.2009
Se você já se perguntou como seria Predador misturado com um épico viking e um toque de ficção científica, Outlander (2008) responde com entusiasmo: um grande compilado de ideias conhecidas, mas que funciona surpreendentemente bem. A premissa traz um guerreiro intergaláctico caindo na Terra, trazendo consigo uma criatura monstruosa que começa a dilacerar tudo pelo caminho. Claro, ele logo se vê no meio de um conflito entre clãs vikings, vira alvo de desconfiança, e precisa provar que o verdadeiro inimigo tem mais dentes do que qualquer rei rival. O resultado é um épico pipoca que entrega boas cenas de ação e um monstro estiloso, ainda que tropece em algumas oportunidades de aprofundamento.
Nosso protagonista forasteiro segue a cartilha clássica do estranho que chega à vila e precisa conquistar a confiança dos locais. Ele tem uma tecnologia que absorve o idioma local (o que resolve o problema linguístico, mas tira a chance de um choque cultural mais divertido). A trama apresenta os arquétipos de sempre: o rei veterano, o possível sucessor (que poderia ter sido um vilão ambicioso, mas se mantém aliado), e a princesa rebelde e interesse amoroso com ecos de Merida, que até flerta com uma trama própria, mas nunca a desenvolve. O humor viking está lá – bebida em excesso, rivalidade territorial, desconfianças – mas poderia ser ainda mais explorado.
O filme acerta em vários momentos de ação, especialmente na montagem de armadilhas contra a criatura. A sequência da armadilha explosiva, com buracos cheios de bebida alcoólica para serem incendiados, é um destaque, apesar da explosão seletiva que só destrói uma pequena parte do cenário. O monstro, uma mistura de lagarto gigante com bioluminescência estilosa, tem um design interessante, mas os ataques nem sempre funcionam bem. Em alguns momentos, ele é uma ameaça brutal capaz de arrancar cabeças; em outros, seus golpes lembram "ataques de gato", rápidos e caóticos, deixando a ação difícil de acompanhar.
O cenário viking é bem aproveitado, especialmente na ambientação da batalha final dentro de uma caverna repleta de cadáveres. Há um certo tom de Tubarão no início, com a criatura sendo mantida nas sombras para aumentar o impacto da revelação.
No fim das contas, Outlander mas entrega um épico divertido, cheio de influências reconhecíveis e com alguns momentos criativos. Poderia ser mais afiado, ter um vilão humano mais forte e explorar melhor o choque cultural do protagonista, mas ainda assim é uma aventura eficiente. No fim, essa jornada intergaláctico-viking pode até ser um amontoado de referências, mas quando a espada desce e o monstro ruge, o entretenimento continua em pé.
Única coisa excepcional foi a jogada de marketing na época. Como Alien vs Predador tava em alta, um filme com um Alien parecido com um Xenomorfo chamava atenção nas locadoras e camelôs e afins haha
Que filmão da hora!