Dirigido por
Duração
Após ver o seu sonho de se tornar um músico habilidoso igual ao seu pai fracassar, Alex desiste de sua carreira no ramo do sertanejo e retorna ao sertão mineiro para salvar seu pai de uma grave doença. Agora, com promessas de curas e praticando rituais específicos da Folia dos Reis, ele descobre que também precisa se curar e para isso, será preciso encontrar um caminho nas crenças locais e buscar entender o que separa os santos dos diabos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
SELEÇÃO DE CRÍTICAS SOBRE O FILME
PAPO DE CINEMA - ROBLEDO MILANI
https://www.papodecinema.com.br/filmes/pacto-da-viola/
COLUNISTA DO ESTADÃO - Luiz Zanin
https://luizzanin7.wordpress.com/2024/12/03/brasilia-2024-o-pacto-da-viola-e-o-diabo-existe-ou-nao/
REVISTA DE CINEMA
https://revistadecinema.com.br/2025/08/guilherme-bacalhao-estreia-seu-primeiro-longa-pacto-da-viola
BLOG
https://www.lagoanerd.com.br/post/pacto-da-viola-primeiro-longa-de-guilherme-bacalhao-ganha-pre-estreia-gratuita-em-sao-paulo
MEIO AMARGO - ENTREVISTA COM EQUIPE
https://meioamargo.com/pacto-da-viola-um-filme-sobre-tradicao-e-modernidade-no-sertao-mineiro/
Em muitas passagens de Fausto, achei Mefistófoles inverossímel, mas nesse filme o Diabo é absolutamente inacreditável... ele não faria nenhum negócio com base nas músicas daquele violeiro... muito ruim...
Escrito e dirigido por Guilherme Bacalhao, o longa brasileiro sobre tradição X modernidade estreia nos principais cinemas brasileiros. Assinado pela produtora 400 Filmes, deu a Wellington Abreu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília de 2024, e o longa foi exibido em festivais como Chile, Rússia, México, Bélgica e Uruguai. No enredo, Alex (Wellington Abreu), um compositor sertanejo que busca sucesso na carreira musical, volta para a cidade natal, numa pequena comunidade no sertão de Minas Gerais. Lá, a indústria ameaça o meio ambiente. O pai dele, Lázaro (Sérgio Vianna), é um velho músico, membro organizador da Folia de Reis da região. Ao retornar para a cidade depois de longa ausência, Alex ouve histórias sobre o pai, de que ele teria dívidas após um pacto com o diabo, o que leva o rapaz a conhecer mais sobre as tradições da festa religiosa de Folia de Reis. O título do filme faz alusão ao pacto com o diabo e a viola com as tradições culturais do interior do Brasil – e representa a dualidade do velho músico e do filho, um cantor da música sertaneja moderna. Trabalhando temas como espiritualidade, crença e tradições do sertão brasileiro, é uma pequena obra que permite conhecermos a presença da viola e da Folia de Reis na cultura centenária dos rincões do Brasil. A fotografia alternada entre tons claros e escuros remete a essa dualidade de mistério e realidade, real e sobrenatural do contato entre pai e filho que se reencontram. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot
Tão logo eu soube do lançamento deste filme, interessei-me pela sinopse, mas recebi mensagens de pessoas que acompanharam as filmagens e, infelizmente, relataram comportamentos reprováveis (porque machistas) nos 'sets'. Como este é um aspecto extra-fílmico, esforcei-me para não me deixar impressionar pelas acusações, enquanto prestava atenção ao que ocorria na rela. Porém, um entrave fundamental em relação ao protagonista estabeleceu-se de imediato: seu deslocamento contumaz em relação às pessoas e condições sociais dos ambientes que freqüenta beira a irritação, quando ele se demonstra inábil para enfrentar contradições morais basilares, também levadas a cabo por Joyce, que tacha todo mundo de Jeca por não apreciar música eletrônica, mas dança de maneira alienada enquanto despeja agrotóxicos no "mar de soja" que refuta como insalubre, numa fazenda que ocupa os espaços de convivência dos moradores daquela região. Gosto de como a Música aparece enquanto desafio, mas achei que as crendices populares, o fascínio pelo Diabo, aparece de maneira excessivamente romantizada, automatizada em sua exposição de costumes rurais. Como tudo parece balizado pelo olhar confuso do protagonista, isso é internamente justificado, mas faz com que afastemo-nos ainda mais do protagonista, o que se confirma no sacrifício final, que faz eco com a seqüência inicial, dele vagando por um matadouro. Seja como for, enquanto trabalho de um diretor estreante, com experiência documental, há algo de interessante no percurso, nas tentativas de compreensão de ninhos de cascáveis que podem surgir em qualquer lugar, sendo o misterioso Tião aquele que incita os atropelos de Alex. Numa sessão com debate, presumo que o filme cresce... (WPC>)