Aos seis anos de idade, Gavino é obrigado pelo pai a abandonar os estudos para trabalhar no campo, cuidando de ovelhas. Todas as suas tentativas de mudar de vida são abortadas pela ignorância e violência do patriarca. Aos vinte anos, ainda analfabeto, Gavino acaba entrando para o exército, onde pode enfim adquirir algum conhecimento de base. Renunciando à carreira militar, ele volta à sua terra para seguir estudando. No entanto, o choque com o pai é inevitável. Baseado no romance autobiográfico de Gavino Ledda. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 1977.
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Temática interessante porém contada de uma forma um pouco cansativa.
Apesar do filme se referir a criação bruta no campo em tempos antigos me fez lembrar a criação atual nas cidades em alguns lugares mais periféricos onde a brutalidade é protagonista, e "quanto mais bruto melhor"
"- Não pode me dar ordens. Nesta casa, sou o patrão e seu pai.
- Não é patrão de ninguém! E danem-se os laços sanguíneos.
Sem ter nenhum parentesco, muitas pessoas me ajudaram mais que você nos últimos anos.
(Preparei este discurso a noite toda e vou dizê-lo até o fim.)
Vocês, patriarcas, só fizeram duas coisas na vida...
- Não ouço nada.
- Primeiro, obedeceram.
E depois, comandaram.
- Não estou ouvindo.
- Os bens são seu corpo. O comando, seus pulmões. A obediência, seu ar.
Mesmo se não quiser me ouvir."
A história de Gavino é apenas a versão pessoal de uma tragédia ainda existente no mundo, submetendo crianças a trabalhos árduos, penosos, deixando-os fora da escola, roubando-lhes a infância e negando-lhes qualquer perspectiva de uma vida melhor.
30/01/2021
ótima surpresa
Um olhar estarrecedor para a vida no campo. Do cu que sai o cocô da cabra, sai o prazer sexual. 30 anos, nunca tocaram mulher. Contentam-se com a cabra. Que loucura.
"Patrão uma ova! E danem-se o pai e o sangue. Muitos me ajudaram mais que você nos últimos anos. Vocês, patriarcas, só fazem duas coisas na vida: Antes, obedecem...E depois comandam"