Aventura romântica e comédia musical da Universal Pictures indicada ao Oscar de melhor direção de arte em preto e branco. O filme marcou a estréia do diretor francês René Clair (1898-1981) nos Estados Unidos. A trama se passa em 1841, em Nova Orleans. Houve uma refilmagem deste filme nos anos 50: Anjo escarlate (52).
O diretor René Clair afirmou que ele e o roteirista Norman Krasna (1909-1984) criaram o filme para parodiar a imagem da alemã Marlene Dietrich (1901-1992) na tela, e eles fizeram isso com o conhecimento dela. A Universal testou a dominicana Maria Montez (1912-1951) para o caso de Marlene Dietrich, que não escondia sua intensa antipatia pelo diretor Rene Clair, deixar o filme. Último filme da húngara Gitta Alpar (1900-1991). Shemp Howard (1895-1955), dos Três Patetas, tem um pequeno papel, não creditado, como um garçom.
A cada imagem, Marlene Dietrich se torna cada vez mais cômica. Digo isso no sentido mais encantador e lisonjeiro, pois a moça está realmente muito divertida, e charmosa também. Mesmo assim, é um filme menor do diretor Clair e da estrela Dietrich.
Este filme foi feito mais como um presente do diretor René Clair para a diva Marlene Dietrich, por agradecimento a nossa estrela, pois na aquela época os refugiados da França ocupada, recorriam como de hábito a estrela, para que ela os ajudasse a adaptar-se à sua nova vida em Hollywood, o papel dela na vida real consistia em falar francês, traduzir, encontrar café e pão francês, ensinar o idioma em questão, cozinhar pratos de seu país de origem, etc... Eles se sentiam em casa, pois todos os refugiados podiam vir e ir embora de sua casa quando quisessem, mais aí é outra história, vamos ao filme, assim nasceu ''The Flame of New Orleans'', o título em português ''Paixão Fatal'', é, mais que um titulo, é uma redundância: com Marlene Dietrich, não há paixão que não seja fatal, quando nossa estrela está em ação. O importante a lembrar é que essa história em que ela é, como de costume na maioria dos filmes que fez em Hollywood, uma aventureira é dirigida por Clair, cineasta que transitou com desenvoltura no eixo-Paris-Hollywood (aqui óbvio estava em Hollywood). É do sr, Clair clássicos como ''A Nós a Liberdade'', ''Sob os Tetos de Paris'' , ''O Milhão'', ambos de 1931 (sua fase francesa) e ''O Vingador Invisível'' de 1945 e ''Casei-me com uma Feiticeira'' de 1942 (sua fase hollywoodiana); só para citar algumas obras primas desse mestre. Talvez não seja um dos melhores filmes dessa dupla, mas vale é muito assistir essa película, que aliás teve problemas com a censura da época. A história é muito interessante, Marlene dando um desempenho maravilhoso. Ela é sempre fascinante para assistir. Trajes grandes, boa direção de arte. E um elenco de apoio perfeito, boa diversão.
Aventura romântica e comédia musical da Universal Pictures indicada ao Oscar de melhor direção de arte em preto e branco. O filme marcou a estréia do diretor francês René Clair (1898-1981) nos Estados Unidos. A trama se passa em 1841, em Nova Orleans. Houve uma refilmagem deste filme nos anos 50: Anjo escarlate (52).
O diretor René Clair afirmou que ele e o roteirista Norman Krasna (1909-1984) criaram o filme para parodiar a imagem da alemã Marlene Dietrich (1901-1992) na tela, e eles fizeram isso com o conhecimento dela. A Universal testou a dominicana Maria Montez (1912-1951) para o caso de Marlene Dietrich, que não escondia sua intensa antipatia pelo diretor Rene Clair, deixar o filme. Último filme da húngara Gitta Alpar (1900-1991). Shemp Howard (1895-1955), dos Três Patetas, tem um pequeno papel, não creditado, como um garçom.
A cada imagem, Marlene Dietrich se torna cada vez mais cômica. Digo isso no sentido mais encantador e lisonjeiro, pois a moça está realmente muito divertida, e charmosa também. Mesmo assim, é um filme menor do diretor Clair e da estrela Dietrich.
A história é atraente, a direção é magnífica e a fotografia é excelente, além de ter Marlene Dietrich, como sempre um colírio para os olhos.
Este filme foi feito mais como um presente do diretor René Clair para a diva Marlene Dietrich, por agradecimento a nossa estrela, pois na aquela época os refugiados da França ocupada, recorriam como de hábito a estrela, para que ela os ajudasse a adaptar-se à sua nova vida em Hollywood, o papel dela na vida real consistia em falar francês, traduzir, encontrar café e pão francês, ensinar o idioma em questão, cozinhar pratos de seu país de origem, etc... Eles se sentiam em casa, pois todos os refugiados podiam vir e ir embora de sua casa quando quisessem, mais aí é outra história, vamos ao filme, assim nasceu ''The Flame of New Orleans'', o título em português ''Paixão Fatal'', é, mais que um titulo, é uma redundância: com Marlene Dietrich, não há paixão que não seja fatal, quando nossa estrela está em ação. O importante a lembrar é que essa história em que ela é, como de costume na maioria dos filmes que fez em Hollywood, uma aventureira é dirigida por Clair, cineasta que transitou com desenvoltura no eixo-Paris-Hollywood (aqui óbvio estava em Hollywood). É do sr, Clair clássicos como ''A Nós a Liberdade'', ''Sob os Tetos de Paris'' , ''O Milhão'', ambos de 1931 (sua fase francesa) e ''O Vingador Invisível'' de 1945 e ''Casei-me com uma Feiticeira'' de 1942 (sua fase hollywoodiana); só para citar algumas obras primas desse mestre. Talvez não seja um dos melhores filmes dessa dupla, mas vale é muito assistir essa película, que aliás teve problemas com a censura da época. A história é muito interessante, Marlene dando um desempenho maravilhoso. Ela é sempre fascinante para assistir. Trajes grandes, boa direção de arte. E um elenco de apoio perfeito, boa diversão.