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Em Espalha Brasa, pequena cidade de um faroeste imaginário, o bando de Costa Larga age impunemente. Costa Larga decide colocar como delegado o indivíduo mais ingênuo e incapaz de Espalha Brasa. Jerônimo preenche todos os requisitos: não sabe fazer nada. Mesmo assim, prepara-se para impor a lei. Aprende a montar e se veste a caráter. Sua brusca transformação surpreende amigos e inimigos, desgostando profundamente Costa Larga, que pretende roubar o gado do pai de Teresinha, a moça dos sonhos de Jerônimo.
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O mais fraco dos filmes do Person. Um bangue-bangue de humor pastelão totalmente esquecível.
Assistindo ao documentário "Person", de Marina Person, fiquei sabendo que o diretor considerava "Panca de Valente" uma "chanchadinha rural", sem qualquer valor artístico. Na realidade, autocrítica tão severa reflete menos a qualidade do filme do que a grande frustração de Person, que, impedido de levar adiante aquele que considerava seu maior projeto, a adaptação para o cinema do romance "A Hora dos Ruminantes", de José J. Veiga, se contentou em dirigir um filme "menor".
Que me perdoe o diretor, mas sua frustração não poderia resultar em maior injustiça, pois, a meu ver, "Panca de Valente" é uma das comédias mais divertidas e criativas do cinema brasileiro. Trilha sonora, direção, atuações, roteiro, tudo impecável nesta curiosa mistura de Jerry Lewis com John Ford. Comédia de alto nível, que, na minha opinião, dentro de seu gênero específico, está à altura dos clássicos "sérios" do diretor.
Com essa incrível comédia western feijoada, termino de ver todos os longas do versátil Person que, ao lado do Mojica, é o meu diretor favorito nacional ainda... foram poucas obras, as marcantes São Paulo S/A e o Caso dos Irmãos Naves e os divertidos Panca de Valente e Cassy Jones, e todos eles me tocaram de alguma forma.
A trilha sonora é um primor, muito divertida e própria, já que a maioria dos westerns produzidos no Brasil chupava na cara larga os clássicos temas dos faroestes italianos. Os personagens são todos caricatos no nível certo, e os momentos cômicos me levaram à gargalhadas...
Mas é isso aí, não tenho as palavras de um crítico na ponta da língua, mas recomendo a qualquer um que conheça todos esses poucos filmes desse gênio que foi Person, eu mesmo em breve os reverei.
Apesar do genial currículo do diretor, suspeitava que não fosse gostar desse filme: o título maroto, a publicidade centrada pelo cômico, a sinopse satírica e quiçá desantenada com os problemas sociais brasileiros do ano em que foi produzido, tudo isso me assustava... Vi o filme por acaso, numa sessão do Canal Brasil, e, pimba: é ótimo! Não apenas a direção é excelente (
que o diga, entre vários momentos de brilhantismo, a seqüência do baile em que as danças são executadas de trás para a frente