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Data de lançamento
11 Out. 2012Duração
Um tributo a um dos maiores diretores e produtores de cinema sexploitation dos EUA: A.C. Stephen, nome artístico de Stephen C. Apostolof. Depois de fugir da Bulgária comunista, Stephen chegou ao estrelato em Hollywood nos anos 60 com inocentes soft porns (filme pornográficos leves, sem sexo explícito). O ponto de virada em sua carreira aconteceu quando associou-se ao cineasta maldito Ed Wood (o diretor de "Plan 9 From Outer Space") e se tornou o pai da sexploitation no cinema. Um sonho americano que se tornou realidade, dirigido por Hollywood.
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Extremamente falho no tocante à carreira de Stephen C. Apostolof/A.C. Stephen como produtor/diretor. Quem for julgar apenas pelo que o filme apresenta é capaz de pensar que o cara foi um produtor respeitado, ou que realmente ganhou milhões com seus "nudie-cuties", quando isso passa bem longe da realidade. Além disso, o documentário passou voando pela relação entre Apostolof e Ed Wood, o que poderia render praticamente um filme à parte. Da maneira como o assunto é enfocado, parece até que Wood foi demitido durante as filmagens de "Orgia da Morte" (o primeiro trabalho conjunto dos dois) e nunca mais trabalhou com Apostolof, quando na verdade eles fizeram outros seis filmes que sequer são mencionados.
Por outro lado, o documentário acerta ao buscar um tom mais familiar, com belos depoimentos dos filhos e da terceira esposa de Apostolof, lembrando que um safadão que fazia filmes baratos e apelativos também era pai carinhoso e marido dedicado (coisa que os moralistas de cuecas geralmente esquecem na hora de apontar dedos acusatórios). Os depoimentos dos filhos são bem legais, e até emocionantes (como quando o filho mais novo relembra os últimos dias do pai e um pedido feito por ele que acabou não sento atendido).
Se o filme tivesse mais uns trinta minutos, para cobrir melhor a filmografia do Apostolof, seria infinitamente mais interessante (e correto), mas do jeito que está é bem divertido e já dá uma bela ideia do tipo de vida sui generis que Stephen C. Apostolof teve.
Ótimo doc..
Não conhecia o artista biografado, mas já anotei A ORGIA DA MORTE, com letras garrafais, no meu livro de "quero ver o quanto antes". Apesar da narrativa um tanto tradicional, as imagens e eventos narrados (por um ator que imita o cineasta emulado, aliás) são primorosos, bem como as menções ao Ed Wood e as confissões de ambigüidade moralista. Uma bela surpresa que descobri por acaso na TV Cultura... (WPC>)
Um documentário bem interessante que conta uma parte da história do cinema antes da industria pornô como a conhecemos hoje.