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Data de lançamento
24 Set. 2026Duração
Papaya, uma pequena semente na floresta amazônica apaixonada por voar, precisa estar sempre em movimento para não criar raízes. Mas quando descobre o poder de suas raízes, isso desencadeia uma revolução que transforma seu mundo e realiza seus sonhos de uma maneira inesperada.
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Os 12 Signos de Valentina (1ª Temporada)
Admirável animação brasileira exibida no Festival de Berlim desse ano feita com poucos recursos, minimalista nas formas, e que vem da mente criadora de Alê Abreu, um mestre da nova animação brasileira (de “O menino e o mundo” e “Perlimps”). Abreu produziu, mas quem dirigiu e escreveu foi Priscilla Kellen, em sua estreia – ela havia trabalhado nos longas anteriores do cineasta. É um filme sutil, sem diálogos, todo orgânico e com história fluida, sobre as aventuras e desventuras de uma semente de mamão papaia que se perde do interior da fruta e segue solitariamente o fluxo da vida. Ela tenta a todo custo criar asas para voar e explorar os céus, mas nunca dá certo. Um dia, vê que sementes pretas iguais a ela criam raízes se paradas na terra, florescem e viram árvores, de onde nascerão novos frutos e assim darão continuidade ao ciclo da natureza. Demorou sete anos para ser produzido, e o resultado é uma graça de filme, que emociona crianças e adultos. As imagens coloridas despertam harmonia, provocando uma exímia experiência visual – segundo a diretora, a influência das formas bidimensionais e paleta de cores variadas é inspirada tanto em grafismos latino-americanos quanto nas obras “paper-cutout”, do francês Henri Matisse. São 74 minutos de duração que passam num triz, e tem na trilha sonora a assinatura de Talita Del Collado, do Trio Manaflor, e participação da cantora Tulipa Ruiz. Os filmes de animação no Brasil vêm crescendo, com bons diretores fazendo belos filmes como este. Com produção assinada pela Boulevard Filmes, em coprodução com Birdo Studio, o filme teve première nacional no Festival de Brasília 2025, depois foi exibido no Festival do Rio e na Mostra Intl. de Cinema de SP, no Olhar de Cinema (Curitiba) e agora está nos principais cinemas brasileiros, com distribuição da Cajuína Audiovisual e da Sessão Vitrine Petrobras (projeto de difusão e democratização do cinema brasileiro idealizado pela Vitrine Filmes em parceria com a Petrobras). Integra ainda a programação do 5º SP Food Film Festival, que ocorre na capital, com sessões gratuitas programadas para os dias 14 e 28/10, na Biblioteca Roberto Santos. OBS: O filme garantiu recentemente distribuição comercial em 11 países, como Alemanha, Portugal, México, Líbano e França. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Cá estou eu pensando no processo cognitivo de uma semente, em toda a seriedade que a história merece kkkk. Não sei se a conclusão do filme reafirma as "raízes" por meio de tanta negação, mas com certeza fica claro que não seria necessário sair do lugar para tocar o mundo inteiro. A qualidade da obra é incontestável, mas a duração nem tanto: Infelizmente a única criança na sessão perdeu o interesse com 40 minutos de filme. É educativo, embora dentro se uma reflexão quase utópica. Apesar de ser uma animação quase tradicional, tem todo aspecto digitalizado que não me apetece. Deixo o registro: se o filme terminasse com a música "Metamorfose Ambulante", a nota máxima estaria garantida (risos).
Avaliação em nota: 8.0
- muita criatividade fazer um filme inteiro sobre e no ponto de vista de uma semente de mamão
- bastante psicodélico, amei todas as cores e a vida que dá as plantas
- e claro, não pode nem deve perder a oportunidade de criticar o ser humano e o capitalismo, como eles destroem o meio ambiente
- não aguento a borboleta com asinhas de mamão, maravilhosa
Que grata surpresa, que filme terno e muito bem narrado (sem diálogos). Tive o extremo prazer de conversar com a diretora, em Brasília, e ela revelou-se uma pessoa muito sensível e crente ns valores que o filme apregoa: é pueril, mas não ingênuo. Adere a uma infância de deslumbramentos, mas não se furta à necessidade de denunciar aquilo que fere e assusta, em sentidos multiplamente ecológicos (inclusive afetivos). O modo como as figuras geométricas se estabelecem como personagens secundários do filme é estruturalmente inteligente e a sementinha Papaya é uma fofurinha. Amo as cores vivas, os animais expressivos, a crianda no lixão e o desfecho encantatório, onde a voz de Tulipa Ruiz ecoa na maravilhosa trilha musical de Talita del Collado. Filme encantador: ansioso para que estréie comercialmente e chegue a mais pessoas. Nas seções destinadas às crianças dos festivais em que foi exibido, o sucesso foi garantido, sobretudo em termos de inoculação discursiva, pró-natureza. A colaboração com Alê Abreu, em trabalhos prévios, é estilisticamente evidente. Adorei. Eu e minha mãe, aliás! (WPC>)